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Editorial - Aniversário - 'Sete – O número da perfeição e da benção…!'

Editorial - Aniversário - 'Sete – O número da perfeição e da benção…!'

  •  2018-06-10
  • Por: Solange Pinto

Sempre tive um fetiche com o número sete.

É esteticamente elegante, é ímpar, permitindo desequilíbrios por vezes necessários e sobretudo, está associado à sorte.

Hoje, completamente embebida na pesquisa da relevância do número sete, percebi, que o sete é muito mais que isto que atrás descrevi, o sete, é considerado o número da perfeição e da consagração. O sete, representa o triunfo do espírito, sobre a matéria.

O sete, é o número da bênção!

Refiro tudo isto, porque no momento em que escrevo este editorial, disserto em pensamento sobre os sete anos de ‘vida’ do TouroeOuro, cumpridos exactamente, hoje e mais, sobre a sorte que vivi à três pares de horas… reafirmando a minha condição de aficionada, dando-lhe de beber da mais genuína forma, a do triunfo!

Recuo ao dia 10 de Junho de 2011.

Apostámos tudo no TouroeOuro e as fichas, todas, repito, deram-nos o triunfo que sonhámos… ‘Nascemos’ em Santarém. Actuavam nesse dia, Moura, Ventura e Tomás Pinto. Praça cheia até à bandeira. Hoje, sete anos depois, festejo nestes momentos, a ‘idade adulta’ do maior rejoneador de todos os tempos e o seu mais histórico triunfo, Diego Ventura, no dia em que festejo também, a idade da perfeição do TouroeOuro, ou não estivéssemos no seu sétimo ano… Quantas portas grandes de Ventura em sete anos… quanto evoluiu este toureiro ao ponto de se tornar o ídolo de todos nós!

Passito a passito, consolidando-se, contornando obstáculos, passando barreiras que pareciam intransponíveis… Cortou um rabo em Madrid! Foi o único rejoneador a fazê-lo na história da tauromaquia. Fê-lo 46 anos depois de que um matador o fizesse ali pela última vez.

Terá sido fácil o percurso de Ventura? Claro que não. Deve tudo a seus pais, a amigos especiais… ao seu trabalho e à sua genialidade. Nem mesmo os detractores o demoveram ou o demoliram… quiçá o tenham ‘espevitado’, motivado…

Aqui no TouroeOuro, sentimos igual. As cornadas dos que nos querem colher, são tratadas por médicos como Ramón Vila ou García Padrós. Seguimos em frente com as cicatrizes, mas com a experiência e sobretudo com a certeza de que podemos enfrentar qualquer toiro, por mais complicada que seja a sua lide. Superaremos tudo, porque já superámos tanto.

O trabalho da equipa TouroeOuro é por Vós, a sorte é nossa e a bênção do sete, trouxe-nos a possibilidade de ver escrita mais uma página dourada no livro da história da tauromaquia. Estamos nos grandes palcos, com as grandes figuras, nos colossais triunfos!

Diego um dia sonhou o que parecia impossível. Cortar um rabo em Madrid… E cortou!

Continuo a acreditar e sonhadores também somos… Que a bênção do sete perdure no TouroeOuro!


Editorial - Maio - Nos vamos… hasta Madrid!

Editorial - Maio - Nos vamos… hasta Madrid!

  •  2018-05-11
  • Por: Solange Pinto

Já aqui fiz referência ao facto de ter assistido, à melhor corrida da Feira de Abril, em Sevilha, na edição deste ano… Confesso e não envergonhada, que me caíram as lágrimas, juro que quis contê-las, mas foi de facto, impossível…

Senti-me abençoada por poder viver intensamente, aquilo a que chamo a ‘verdadeira paixão pelo toureio e pela tauromaquia’, a tal que é universal e que não tem, nem pode ter fronteiras…

Todos os toureiros são de todos os ‘rincóns’ taurinos… é assim que se deve sentir e nesse dia, senti-me mais taurina e aficionada que nunca!

Nesse dia, nesse 17 de Abril, não questionei aquilo que questiono todos os dias… O verdadeiro motivo da tauromaquia ser verdadeiramente assaltada por seres de nível muito discutível e que ousam dizer a toda a hora, de forma completamente desnivelada, que amam a Festa e que por ela fazem tudo…

Calma! Fazer tudo pela Festa, não é arrasá-la com impropérios recheados de vulgaridades, reveladoras da total ausência de berço…

A tauromaquia precisa de duas coisas que se podem e devem complementar, mas nunca serem utilizadas em separado. Profissionalismo com paixão é admissível e até aconselhável. Apenas paixão, deveria dar aos indivíduos que dizem senti-la, um passaporte directo para o sítio onde as emoções se vivem sem filtros, ou seja, na bancada.

A tauromaquia, está saturada de amadores labregos que viram neste mundo a única forma de existirem socialmente. A tauromaquia, está farta de indivíduos que se querem pavonear na trincheira… quer sejam empresários, fotógrafos ou sei lá que mais pára-quedistas…

Nunca olvidemos, que o amadorismo e o barato (ou à borla), pode sair caro e que o profissional, se cobra pelo seu trabalho!

Por sentido dever das suas obrigações enquanto órgão de comunicação e porque ali vão estar três portugueses, o TouroeOuro estará em Madrid, contando e analisando as actuações de Rui Fernandes, Moura Júnior e João Telles Júnior na mais importante praça de touros do mundo, Las Ventas!

Rui Fernandes, a cumprir 20 anos de Alternativa, mereceria voltar a provar uma porta por onde já saiu... continuando a provar que é dos portugueses mais internacionais da actualidade...

Não vamos de excursão, nem estamos à espera da comissão dos jantares de homenagens, iríamos de qualquer forma, porque todos os olhos vão estar na capital espanhola…

Para os que disso fazem uma bandeira, e para os que acham que vamos a Madrid fazer o nosso debute, que perguntem ao Maestro Moura, há quantos nos conhece por ali?

Aos chegados agora, sim, porque se forem bons, também há lugar para eles, enfiem a violinha no saco, porque aqui, sabemos o que fazemos e quais são as prioridades!

Nos vamos… hasta Madrid!

 


Editorial - Abril - 'Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!'

Editorial - Abril - 'Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!'

  •  2018-04-11
  • Por: Solange Pinto

Não queria nada ter que dizer isto… antes estivesse enganada, mas, utilizando um cliché, tenho que o dizer ‘eu tinha razão’

Há tempos, saltaram a lume, umas declarações terrivelmente evasivas da líder do CDS, Assunção Cristas, sobre a sua ‘relação afectiva’ com a tauromaquia… A ex-ministra da agricultura, chegou mesmo a referir, que, se ‘pensasse muito no assunto…’.

Triste, mas mesmo muito triste, é que a tauromaquia, tenha servido para albergar uma corrida de toiros (Setembro de 2016, em Coruche), partidária, sectarista e sobretudo, vestida de tons visivelmente inapropriados.

O espectáculo foi um ‘flop’, mas mais que isso, a Festa dos Toiros, deixou bem claro, que não gosta de divisões, não serve à caça ao voto e não anda sobretudo à mercê de classes políticas sem classe.

A Tauromaquia, não vive à conta do CDS, bem como não vive à conta de ‘doutorinhas’ salvaterrenses, que por um brinde, arquitectaram todo um enredo, felizmente, muito mais para uma novela, do que para a tauromaquia, de quem todos julgam poder servir-se.

Infelizmente, largos meses depois… digo com tristeza, ‘eu tinha razão…’!

Tudo isto, pode parecer que em nada está relacionado com o tema que verdadeiramente queria eu trazer à ribalta. Ou seja, o futuro da Festa.

Apresentou-se na passada quinta-feira, a novilhada do abono do Campo Pequeno e uma série de actividades, ligadas ao fomento da aficíon perante os mais jovens… eles, os jovens são o futuro e daí, sairá, não se duvide, a continuidade de tudo isto.

Com a presença de representantes das Escolas de Toureia lusa, como Vila Franca, Moita e Campo Pequeno, em dois ‘segundos’, abordou-se a temática das novilhadas e da extrema importância de lhes dar… importância!

Pedro Marinho, representante na ocasião da Escola de Toureio da Moita, frisou com ênfase que as novilhadas,  deverão ser um espectáculo maior, e não o eterno espectáculo menor. Pedro Marinho tem toda a razão, mais é até impossível, mas, repare-se na novilhada dada à estampa este Domingo, em Madrid. Defenderão uns, que ‘nem tanto ao mar, nem tanto à terra’ e que as reses saídas em Las Ventas, são de apresentação abastada e em coerência, tremenda se em conta tivermos que serão lidadas por jovens, nem sempre tão plazeados como se gostaria e que sim, pode constituir, perigo acrescido. Mas a verdade é também, que ali se dá a tal importância ao novilheiro e que o perigo, pode dar lugar à decisão. Ali ou se é toureiro para aguentar tudo aquilo, ou, não se é e o lugar de cada um destes miúdos, é em casa.

Perante tal seriedade, o público vai, dá a cara e desfruta com os toureiros em potência.

Por cá, as coisas são ainda diferentes e sente-se, quer se queira, quer não, que tudo soa ao ‘que é possível’… reses oferecidas, muitas vezes de apresentação envergonhada, de condições inexistentes…

E mais… que projecção tem um triunfo numa novilhada?

Onde actuarão estes espadas no futuro?

Respostas que se silenciam e que precisam de voz com urgência, ou tudo isto, corre o risco de ir por água abaixo.

Mais do que nos embebedarmos por um partido político que quer dar a cara não pela tauromaquia, mas pela caça ao voto, aposte-se sim, na verdadeira caça ao aficionado. É disso que depende a Festa.

Canalizem-se as praças portáteis para este tipo de espectáculos. Deixem de ali actuar, toureiros cujas carreiras perderam já os comboios onde, era suposto viajarem… ‘Guardem-se’ estes palcos, em tempo de festas de aldeias, para o fomento da afición prática.

A tauromaquia nunca precisou de apoios políticos, precisa sim, de continuidade assegurada, quer nas arenas, quer nas bancadas.

Façam-se aos grandes toureiros, aos grandes aficionados, aos ganadeiros que tiveram a coragem de criar reses bravas, em detrimento, dos brindes aos sedentos de protagonismo.

Que a tauromaquia e os seus agentes, pensem bem, pensem muito, antes de ‘se’ emprestarem a qualquer organismo que ‘divida’ a Festa…

Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!


Editorial - Março - A paixão pelos melhores…

Editorial - Março - A paixão pelos melhores…

  •  2018-03-12

Tive ao longo dos anos, uma forte propensão para gostar dos melhores…

Não sou profunda conhecedora de fado, mas gostei sempre muito de Amália Rodrigues. Mais que as suas músicas, apaixonei-me pela Mulher que foi, pela personalidade, pela força, pelo carisma e até, pela classe tão peculiar que sempre exibiu…

Sou prática, directa e incisiva, mas, a visão romanceada de e na escrita de Eça de Queiroz, foi também uma das minhas paixões…

A minha felicidade, passou sempre por viver a trezentos por cento o momento que hoje me fará feliz e quando acredito que o segundo seguinte será de ‘escândalo’, aposto todas as minhas fichas.

Na tauromaquia, não fui, nem sou menos que isto. Admiti, a minha condição de Mourista. Borrifei-me literalmente nos que me criticaram sempre por dizer e gritar aos sete ventos que Moura, foi o melhor que Portugal já viu no toureio e mais, o melhor que o mundo viu na mais profunda revolução da arte de tourear a cavalo…

Fixei-me também em Pablo Hermoso de Mendoza e Rui Fernandes, aquele que sempre vi como o substituto de Moura, não no conceito, mas na sua condição de herdeiro do título…

Vejo, leio, mas, mais e mesmo que me acusem do contrário, sinto tudo isto, com uma emoção tremenda…

Houve por aí um fulanito, que balbuciou encoberto pelo esconderijo onde todos somos valentes, ou seja, nas redes sociais, que não há decoro por um crítico bater palmas a uma actuação numa praça de touros… Citava o espectáculo de sábado no Redondo e sim, enfiei o barrete. Mas e não é, que me olhei ao espelho e gostei de me com o barrete?

Bati palmas à actuação de Diego Ventura. Bato quantas e quantas vezes for preciso. Acrescento ainda mais. Caíram-me as lágrimas com a actuação de Diego Ventura. Emocionei-me por Deus me ter dado a possibilidade de ter visto o ‘ferro do ano’, mas mais, de Deus me ter dado a possibilidade de ver disto há muito tempo. Diego Ventura, é Ventura muito antes do dia de ontem e sim, não estava maluca nem era vendida por ver deste ginete, tudo o que posso…

Ventura gritou ontem, que é ele quem manda e manda com legitimidade. Porra, toda a legitimidade do mundo!

Dos cinzentos e despeitados não reza a história!

Desses, nem vale a pena falar, que fiquem entretidos com os conceitos do antigamente, aqueles que os agarra aquilo que podem e sabem ver…

A mim interessa-me muito mais, desfrutar da tarde, que marca um antes, um depois e um forte desejo, de continuar a acreditar que este toureiro, tem obrigatoriamente que estar em Lisboa, com as condições que entender que são as suas…

A tauromaquia tem que ser elevada e Ventura tem que estar ao leme dessa elevação, arrastando consigo, a paixão pelo toureio ao mais alto nível!


Editorial - Fevereiro - As palavras que nunca te direi...

Editorial - Fevereiro - As palavras que nunca te direi...

  •  2018-02-10
  • Por: Solange Pinto

‘As Palavras que Nunca te Direi’, é e para quem gosta de ler, um romance dramático de referência, de autoria de Nicholas Sparks e que mais tarde, serviu de inspiração ao filme com o mesmo título…

‘As Palavras que Nunca te Direi’, conta a história de amor entre Garret Blake, um construtor naval que ainda chora a morte da mulher Theresa Osborne, uma jornalista ainda afectada por um casamento falhado.
Conhecem-se quando Theresa encontra uma mensagem que Garret escreveu para a sua falecida mulher, meteu dentro de uma garrafa e lançou para o mar. A mensagem é publicada no jornal de Theresa e estimula o interesse do público. Outras mensagens dentro de garrafas são encontradas e Theresa decide ir conhecer pessoalmente o poeta náutico... até que…

Pois é, infelizmente, as mensagens já não chegam em garrafas emersas na água, nem tão pouco são o primeiro passo para a chegada à fala com um jornalista… neste momento, o papel do jornalista, é quiçá dos mais ingratos por entre outras áreas de responsabilidade. O jornalista, continua a ser o sétimo poder, mas é também e cada vez mais, o alvo a abater…

Num país mergulhado num denso vapor de corrupção, o jornalismo, é agora e sempre foi um apetecível isco… mas atenção aos que não entram na nuvem… são com toda a certeza, o dito - alvo a abater…

Isto de ser jornalista, acarreta responsabilidades, obrigações, até quase que devoções… profissão mal tratada, na qual entram amadores por entre portas escancaradas… sobretudo se integrarmos o conceito, na tauromaquia. Pobre mundo, sempre tão pronto para albergar seres sem outras vidas, sem outros holofotes… isto de ser jornalista, obriga a saber ler, interpretar, investigar, escrever… noticiar vai muito para além de sentimentos, vai muito para além de intimidades e amizades efémeras…

Adapto o título do romance para as ‘Palavras que Nunca LHE Direi…’!

Estávamos separados por uma teimosia, mas, o meu respeito e admiração face a trinta anos de trabalho em prol da tauromaquia, isso, ninguém pode negar… Agora é tarde, mas… fica o profissionalismo e a forma como se debateu com as suas convicções… As palavras que nunca lhe direi… guardo-as agora para mim, com a profunda convicção, que se algo nos unia… tauromaquia, paixão por esta ‘coisa’ tão sua, tão minha, tão nossa… o mundo dos touros, confere-nos o mais legitimo poder de discordar de algo… e assim era!

Canso-me agora… canso-me agora mais que nunca, por saber, que há palavras que nunca direi a alguns agentes da Festa! Fazer-lhes a vontade, calar e enfiar no bolso a gratificação, não faz parte daquilo em que acredito. As palavras que querem ouvir alguns, nunca as direi…

Digo que injustiça Ventura não estar nas primeiras feiras do ano, digo que injustiça o festival da Rádio Campanário não se realizar na praça contigua à sede da estação referida, digo que injustiça… cala-te boca! As palavras que continuarei a não dizer hoje, a bem da Festa e da paciência que ainda me resta, são aquelas, que direi amanhã, gozando do meu estatuto de cidadã livre e gozando sobretudo, do direito à liberdade de imprensa…

As palavras que nunca lhe direi a ele, a eles, é que não 'vergo' em função do suborno e da chantagem…

Continuamos aqui, a dizer as palavras que sim, devem ser ditas!


Editorial - Janeiro - As horas que antecedem o derby

Editorial - Janeiro - As horas que antecedem o derby

  •  2018-01-21
  • Por: Solange Pinto

As mudanças de estratégias são evidentes… Falo claro está, da mais importante praça de touros do país e dos seus principais rostos.
Rui Bento, agora sem toureiros e absolutamente ‘livre de obrigações’, entra numa nova era, aquela em que não terá de impor à cartelaria do tauródromo que representa, um toureiro, ou dois, ou três…
Quem perderá com o ‘negócio’, será Juan del Álamo, que, pese embora seja bom espada, não deve vir a Lisboa tão cedo…
O caso Álamo, será igual a tantos outros e não é sequer chocante, é normal, tudo mais que normal, num país de conchavos, de diz que disse, da conversita e esquema promovido na retaguarda…
Verdade, verdadinha, é que a temporada parece animar… É quase como as horas que antecedem um grande derby. Faça-se a festa antes, porque do jogo, pode apenas resultar um empate que não coloca nenhum dos clubes na liderança do campeonato.
Aqui, na tauromaquia, corremos exactamente o mesmo risco. Guerrilhas por praças que depois acabam por nunca encher, desespero por entrar em cartéis, porque os toureiros têm que ser os recordistas e líderes de escalafón (como se a quantidade fosse sinónimo de qualidade), órgãos de comunicação com crónicas fotográficas e triunfos que é bom, ups, isso sim é escasso…
Este ano temos, cinco enormes atractivos!
João Moura Caetano surge depois de uma temporada sólida, de grandes demonstrações de toureio, de afirmação e consolidação. Curiosidade…
Pablo Hermoso de Mendoza, será o eterno senhor das arenas e agora, com continuidade assegurada. É sempre uma mais-valia nas arenas lusas.
O número um actual, o momento cumbre e a genialidade de Diego Ventura, máximo triunfador da temporada transacta no nosso país e por último, mas com interesse vestido de camisola amarela, o vigésimo aniversário de alternativa de Rui Fernandes e o regresso de Vítor Ribeiro.
Este derby sim, poderia ser festejado antes, durante, depois…
A rivalidade que estes dois toureiros mantiveram outrora, pode e deve ser revitalizada.
Os dois toureiros, tiveram e têm partidários, trajectórias distintas, mas, que merecem o nosso respeito, a nossa vénia!
Dia 26 de Junho de 2006, o mesmo gestor que hoje está à frente dos desígnios do Campo Pequeno, teve a visão de juntar em mano-a-mano os dois ginetes.
Fernandes e Ribeiro, pode bem ser o derby que muitos gostariam de ver…
O tempo voa e não tarda, tudo se saberá… Até lá, faça-se a Festa nos primeiros passos da temporada, porque depois, pode ser tarde demais...
Lucena del Puerto, Ajalvir, Mourão, Granja e Redondo na linha dos primeiros encontros e quiçá, um bom barómetro daquilo que será a temporada 2018!


IV - Os factos que marcaram a temporada

IV - Os factos que marcaram a temporada

  •  2017-12-15

Era um dos mais célebres e prestigiados ganadeiros e coudeleiros do nosso país.
Natural de Samora Correia, morreu aos 65 anos de idade, José Pereira Palha.
'Zé Palha', como era carinhosamente tratado pelo mundo taurino, faleceu vítima de doença prolongada, a uma segunda-feira do mês de Julho, dia 10 do mês citado.
Esta foi uma das primeiras 'machadadas' no mundo taurino luso, que chorou a morte de um homem respeitado e muito querido por entre os seus pares e demais aficionados.


Editorial – Dezembro – ‘Todos diferentes, todos iguais…’

Editorial – Dezembro – ‘Todos diferentes, todos iguais…’

  •  2017-12-10
  • Por: Solange Pinto

O slogan ‘todos diferentes, todos iguais’, lançado pela marca Benetton, remonta ao ano 2000, sendo que a força do texto, juntamente à força das imagens multirraciais, deu volta ao mundo, com brado…

Recordo-me disto, num mês em que todas as sensibilidades estão à flor da pele e o espírito nem sempre presente da ajuda ao próximo, ‘baixa’ em cada um de nós…

Conheci há uns bons quatro anos, um individuo, como eu, como ele, como tu, como todos nós, que teve em tempos, uma vida ‘normal’… a viuvez precoce, aliada às débeis condições financeiras, atiraram-no para a rua e a vida à margem da dignidade, é agora a única certeza com a qual lida diariamente… lutei ontem, luto hoje e lutarei sempre, para tirar da rua, este homem que transpôs há muito o linear da mendicidade…

Na ânsia de procurar ajuda, encontrei, pensava eu, o sítio ideal para o meu amigo a quem baptizei de Belchior… ‘apoiar o sem abrigo’, é o chavão desta ‘casa’, que, como primeira abordagem, pede identificação do indivíduo e mais, pede comprovativo de morada…

Repare-se neste contra-senso! Pedir comprovativo de morada a um sem-abrigo, é o mesmo que perguntar a um cego, que graduação de lentes usa…

Pois é, este é o país real… O país, onde quem come à conta desta instituição, tem casa, carro, subsídios de sobrevivência e um quarteto de filhos, resultantes de uma equipa de dois, o casal, com quatro bracinhos para trabalhar…

Todos querem viver à conta de… deixando os que realmente precisam, desprevenidos, sem apoio e à mercê da mais estúpida burocracia.

Que tem isto a ver com o mundo dos touros? Nada. Nada no tema, tudo na essência. Todos são hoje fotógrafos, escribas e todos, querem aportar, o seu granito de areia à informação taurina. Mas calma, todos somos ou deveríamos ser iguais nos direitos, mas não nos enganemos, somos todos diferentes nos conteúdos, nas potencialidades, nas formações e no trabalho realizado.

É importante separar o quanto antes, o trigo do joio. Perceba-se rapidamente o que é imprensa, os que vivem exclusivamente de imagem, sem escrever uma linha, os que não noticiam ou os que apenas publicam comunicados já feitos a gosto…

É urgente, que as entidades competentes, façam a destrinça, antes que, tal como acontece no exemplo real que Vos dei no início do texto, as prioridades estejam também nesta área, desajustadas e completamente obsoletas.

O Belchior precisa de ajuda mas quem dela usufrui, são os ‘mamões’ da sociedade. São estes últimos que têm de ficar à porta, tal como na tauromaquia, se deve dar o título de imprensa, a quem realmente a é… Senhores empresários, sabemos todos, que publicidade à borla, é bom, mas não leva público à praça, Senhores empresários, sabemos todos, que aparecer nas galerias de ‘jet’ porque a amiga que bandeia o rabiosque na trincheira, tem a sua graça, é porreiro, mas não se misture, a responsabilidade de bem informar não pode coabitar com este compadrio que nos catapulta para um país, sem eira e pouca beira…

Aqui lutaremos sempre pela diferença, isenção, qualidade e verticalidade, tanto, quanto lutarei para ajudar o Belchior…

 


Editorial - Novembro - O ‘SOL’, quando nasce… brilha para os audazes…

Editorial - Novembro - O ‘SOL’, quando nasce… brilha para os audazes…

  •  2017-11-13
  • Por: Solange Pinto

Não resisto a publicar este trecho da reportagem do Jornal SOL, sobre os ‘cheques’ que deixaram em pânico, o antigo Primeiro-Ministro, José Sócrates, encontrados numa herdade de Coruche.

A jornalista Felícia Cabrita, passou a ser ‘persona non grata’ pelo ora arguido na ‘Operação Marquês’, por ter desencadeado uma incómoda investigação e é sobre ela que se fala, nas escutas de que foi alvo José Sócrates e a família do ex-governante.

Leia-se:

‘A família de Sócrates sentia-se perseguida pela imprensa e queria a todo o custo controlá-la. Defendia que tudo não passava de uma manobra para descredibilizar o antigo primeiro-ministro na opinião pública. O SOL era um dos jornais mais detestados pelos Pinto de Sousa, e a jornalista Felícia Cabrita foi mencionada diversas vezes nas escutas telefónicas recolhidas pelo MP’. «A gaja é uma perseguição». A conversa prossegue e os interlocutores começam a magicar uma forma de se livrarem de Felícia Cabrita – o que passa pelo envolvimento de Helder Bataglia e de Álvaro Sobrinho, então acionista do SOL e presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA). O sócio de José Paulo aconselha-o sobre a estratégia a seguir: «Devias falar com o ‘viajante’ [referência a Helder Bataglia]... Ele é que anda a patrocinar aquela m****». Mas o primo de Sócrates emenda-o: «Não é ele, são os amigos dele», diz, referindo-se a Álvaro Sobrinho. A conversa passa então para outras notícias também publicadas pelo SOL, nomeadamente sobre a mãe de Sócrates, tia de José Paulo, e a compra de um imóvel em Cascais. É nessa altura que José Paulo volta a defender que a autora dos artigos deve ser corrida do jornal: «Essa vaca, essa p***… O c***** do viajante tem de a despedir, pô-la na rua, sem subsídio, sem nada (…)». E, inflamado de discurso patronal, não fica por aqui. Para os acionistas do Sol, prevê um mau fim: «O gajo [Sócrates] vai f***-los)».

Pensarão todos os que agora me lêem, ‘porque raio está ela a ir buscar este assunto, que de taurino nada tem?’.

Fácil resposta. A tentativa de manipulação, existe também no mundo dos touros e as semelhanças, a escalas, obviamente de menores proporções, é uma realidade.

Se dizes a verdade dos factos, ficas fora da trincheira. Se enfrentas, criticando com opinião fundamentada, querem pôr-te fora do circuito e orquestram todo o tipo de estratégia para te ‘estrangular’… se dizes que a temporada no tauródromo ‘a’ ou ‘b’ não é exactamente brilhante, faz-se na hora, um site para que concorra com o teu… se dizes que o toureiro ‘x’ ou ‘z’ não triunfou, fazem-te telefonemas anónimos, mas calma, se não alinhas numa enxurrada de mentiras, agradáveis à leitura de alguns, querem bater-te na penumbra e ainda, se ousas desarmar o topo da pirâmide, fazem-te um cerco de forma a ‘f***-nos’…

Ainda sem seguranças, ainda sem escolta, ainda sem outros cuidados, temos, aqui no TouroeOuro, o reconhecimento das visitas, que nos colocam, à pequenina escala tauromáquica, como a brilhante Felícia Cabrita, que acredita ainda, que a verdade, não é comprável e que, não há ex Primeiro-Ministro nenhum que ponha em causa… Eu, acredito, que não há empresário nenhum, ou gestor algum, que cale o TouroeOuro… muito menos, tendo como porta-voz, estruturas mentirosas e de cariz pessoal, como um bloguito cujo escriba, teve ao longo dos anos, uma conduta que a ninguém ‘normal’ orgulhará…

Continuamos cá, continuaremos de pedra e cal, com a força da juventude, a força da irreverência, mas sobretudo, com a legitimidade com só a verdade é capaz de conferir…

O antigo Primeiro-Ministro, não ‘f***’ Felícia Cabrita, nem o SOL… A história ainda não acabou e está mesmo longe disso. No entanto, há fortíssimas possibilidades, de que o grande ‘f*****’, seja ele…

E nos touros…? Igual…!

O ‘SOL’, quando nasce… brilha para os audazes…


Editorial - Outubro - Todos diferentes, todos iguais!

Editorial - Outubro - Todos diferentes, todos iguais!

  •  2017-10-10

Poderia neste editorial, falar da baixeza em que está mergulhada a festa dos toiros…

Poderia falar da suposta imprensa blogueira e a sua podridão ao publicar uma imagem minha, em Beja, fazendo afirmações falsas, escabrosas, mentirosas, difamadoras… poderia, falar de tantos jogos de bastidores, que em nada, fazem jus a competições saudáveis, negócios transparentes e romantismo… pelo cano abaixo… poderia até falar, de tudo o que sei e que ‘os’ tira do sério, tendo ‘eles’, por isso, que ordenar perseguições ao TouroeOuro… poderia, se fosse exactamente igual a ‘eles’…

Hoje, não vislumbro outro assunto para abordar neste Editorial de Outubro, que não seja, aquilo que infelizmente se sobrepõe a tudo o que comecei por dizer…

Morreram dois forcados, nesta tristíssima temporada e disso, viverão todas as recordações deste ano 2017.

Esqueçam-se da ‘má’ Moita, da ‘má’ Vila Franca… da suposta venda do Campo Pequeno, da eventual mudança de equipa neste tauródromo, da saída de Penedo da ‘Casa Rouxinol’, dos favorecimentos e desfavorecimentos de alguma ‘suposta’ imprensa… Esqueçam-se…

Nada disto terá importância, perto dos acontecimentos do mês que ficou para trás… Setembro negro, Setembro fatídico… Primeiro o querido forcado Pedro Primo, depois, o poderoso forcado Fernando Quintella… Raios, que foi isto?

Sábado, em Beja, falei com um amigo que conheceu bem o Pedro… a sua vida apenas não foi de merda, porque o seu coração foi sempre muito maior que o destino que Deus lhe deu… Teve amigos, teve alegria, teve vontade e teve todos os ingredientes para ser um marginal… não o foi! Foi digno, foi mais, foi um ilustre em Cuba (sim, porque os ilustres não são apenas e só os endinheirados) e isso notou-se até na hora da partida… Todos estiveram com o Pedro… Todos! Até mesmo quem não o ‘quis’ quando ainda era pequenote, quando ainda precisava de beijos e abraços, de mimos, de carinhos… Foram os amigos e terão de ser esses, os amigos, a honrar a sua memória… Faça-se qualquer coisa, faça-se uma estátua, faça-se um festival, faça-se justiça!

Sei que o Fernando Quintella, que viria a partir apenas nove dias depois de Primo, terá tudo o que a sua condição de bom Homem e bom forcado, mereciam… Tinha na família um forte pilar, nos amigos e companheiros de jaqueta, também… Tinha até uma Associação de Forcados…

E o Pedro? ‘Não tinha’ família, tinha uma jaqueta renegada por outros homens como ele… exactamente iguais…

E o Pedro? Não terá ele direito a uma grande Homenagem póstuma?

Bora lá pessoal aficionado, vamos fazer qualquer coisa… O TouroeOuro está cá para ajudar no que puder, para lançar a ideia, para promover, para TUDO!

Porque nisto dos touros, somos todos diferentes, mas todos iguais!

Beijo Pedro (não deixes de sorrir…), beijo Fernando (não deixe de ter fé…)…


Editorial - Setembro - Aqui temos opinião, dela não fugimos… nem deles!

Editorial - Setembro - Aqui temos opinião, dela não fugimos… nem deles!

  •  2017-09-12

Escrevo num dia, em que é inevitável recordar, um grande acontecimento vivido na Praça de Toiros Daniel do Nascimento… Alexandre Pedro Roque Silva, anunciado em cartaz, como Pedrito de Portugal, matava um toiro, em plena arena da Moita!

Digo e repito, foi um acontecimento, num tempo em que a Feira Taurina da Moita, era todo um ícone da temporada e ali, era exactamente ali, que se encontrava a afición de elite, a afición ao toureio a pé, que, este toureiro, arrastava consigo…

Passaram 16 anos e tanta coisa mudou… Por coincidência de datas, começa hoje a Feira Taurina da Moita, em ano de estreia de Rafael Vilhais ao comando do leme da Daniel do Nascimento, ainda e sempre, um dos meus tauródromos de eleição.

A Moita não é uma praça qualquer e mesmo que se comente incessantemente que a Moita é um caso dos tais, em que o público exige mas não vai aos toiros, atenção, a coisa não é exactamente assim…

O público está sim e cada vez mais selectivo, jogando para trás das costas, os festejos dos quais desconfia.

Rafael Vilhais, tentou e bem, revitalizar a data de Maio, fazendo-o com pompa e circunstância, mas, a verdade é que, o facto de Roca Rey não ter tido uma passagem triunfal por Lisboa, cerca de um mês antes e de se saber, que no mesmo dia actuaria em Cáceres, retirou ao festejo toda e qualquer força…

Esta edição da Feira Taurina da Moita, confesso, ter ficado um pouco aquém daquilo que sonhei, ser o sonho de Rafael, o empresário que no passado ano, bateu todos os recordes de bom gosto… Fico por aqui, não querendo de forma nenhuma, afectar o normal desenvolvimento de uma feira que amo de paixão… as criticas, essas boas e más, virão depois… sim, porque o TouroeOuro, tem opinião, diz a verdade segundo os critérios editoriais que defende e sobretudo, segundo o carácter e convicções de quem escreve e dá o peito às balas…

Expressão exagerada? Não, nada disso. Escrever o que tem que ser escrito, motiva reacções que vão desde o elogio, ao insulto e até à ameaça da integridade física… mas aguentamos! Garanto que aguentamos!

O TouroeOuro não se acobarda e faz um trabalho invejável e que apenas os números podem comprovar… já muitos admitem que o TouroeOuro é o órgão de comunicação de referência… mas claro, há os que não admitem, preferindo fazer algo do género de roleta russa… jogamos, ok, jogamos!

Mal terminada a Moita, garantimos que faremos o balanço do que foi, do que não foi e poderia ter sido… Faremos também um ponto de situação no que diz respeito aos nomes que se apontam como principais destaques da temporada e uma antevisão do que será a Feira Taurina de Vila Franca…

Faremos ainda, um balanço específico ao que foi a temporada do 125º aniversário do Campo Pequeno…

Aqui, repito, temos opinião e dela não fugimos… nem ‘deles’!


Editorial - Agosto - Figueira e a Corrida da Televisão… ver em casa ou na praça, eis a questão!

Editorial - Agosto - Figueira e a Corrida da Televisão… ver em casa ou na praça, eis a questão!

  •  2017-08-10
  • Por: Solange Pinto

Dou comigo a pensar no que escrever, neste Editorial… Espaço que há seis anos assino, com periodicidade mensal e no qual, orgulhosamente escrevo o que penso, porque, apesar de outros vetos, a este luxo, ainda me dou hoje e sempre… escrever o que penso!

A dúvida no tema deste escrito, não deriva da falta de assunto, mas sim, da panóplia de temas oportunos, sobre os quais poderia aqui dissertar… Mas e apesar de ter preparado um mega artigo sobre as ‘forças ocultas’ da Festa, não será hoje, nem tão pouco agora, que darei à estampa certas coisas que… preciso muito contar-Vos!

Sou aquilo que sou, repleta de defeitos, de algumas virtudes, como de resto toda a gente… mas se há coisa que não suporto, é jogo sujo, jogo escondido…

Mas calma, cumprirei a promessa da publicação desta ‘bomba’ (termo que ultimamente muito se utiliza em tauromaquia), mas, apenas e só, quando sinta que não influenciará o normal curso da temporada…

Prefiro hoje, falar no feliz anúncio da realização da ‘Feira de Campo’, na Torrinha e que, esperemos, possa ser uma feliz reedição da Feira de Campo de 2013.

O trabalho sério tem que ser compensado com afluência de público, tal como aconteceu em Salvaterra, em Beja… Praças cheias, força da afición, força de um público que reconhece a qualidade… Força da tauromaquia!

É desta força que temos de beber amanhã na Figueira da Foz, onde não chega dizer que sim, somos aficionados e tal… Ficamos todos muito felizes que as corridas sejam transmitidas pela TV, mas ficamos mais felizes ainda, se forem transmitidas com praça cheia. Aí sim, o orgulho poderá ser total e aí sim, teremos força para falar, quando somos falados…

Está na moda dizer-se que a Festa acabará dentro de pouco tempo, que cada vez tem menos espectadores e blá, blá, blá… Bora lá, vamos mostrar da única forma possível, que ‘isto’ está vivo e goza de boa saúde! Critique-se a seguir, fale-se do que está mal com o intuito de construir, mas, na hora da verdade, vamos dar a cara, vamos à praça, vamos encher a Figueira…

Garanto que a seriedade da Tauroleve, é inegável e que o elenco montado, serve por si só de motivação!

Acredito que sim, que vamos mostrar que vale a pena acreditar e que todos juntos, com gostos diferentes e formas de estar dissemelhantes, mas repito, todos juntos, somos apenas um!

Figueira e a Corrida da Televisão… ver em casa ou na praça, eis a questão!

Ver na Praça!!! Há dúvidas?


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