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Editorial – Dezembro - Xeque-Mate

Editorial – Dezembro - Xeque-Mate

  •  2019-12-10
  • Por: Solange Pinto

O menino tem um site, mas teve de procurar o blog de um aliado de ocasião, para responder, na tentativa de que a sua mensagem chegue a mais visitantes, porque no seu, ninguém leria o que quer transmitir…

Passo a citar, porque aqui sim, todos lerão (como bem saberá meu querido, aqui todos lêem…)… Diz o menino que: ‘Deram uns tiros, como na Batalha Naval, mas nem todos foram certeiros...’.

O menino, disse esta frase singela e básica, no intuito de dizer que o TouroeOuro não ‘acertou’ nos cartéis avançados sobre a temporada de Évora, na qual, o menino, é também empresário. Sim, porque para quem não sabe, vivemos tempos de total ausência de ética. O menino é proprietário e director de um órgão de comunicação, possuindo carteira de jornalista; o menino é empresário; o menino faz cartazes e gere gabinetes de imprensa; o menino é agora membro, imagine-se, da Direcção da Associação de Forcados (ANGF); e também, faz parte de um ‘gabinete jurídico fantasma’, tendo representado um cavaleiro, juntamente com a esposa desse mesmo toureiro, numa ida à Associação Nacional de Toureiros, aquando da publicação de umas fotos indesejáveis para esse toureiro, numa tentativa clara de aniquilar o TouroeOuro… uma tentativa moribunda, por entre outras mortas à nascença.

O menino, não é jornalista e nunca o foi; como eu nunca fui forcado. Entendidos? No entanto, nunca faltei ao respeito ao forcado, como o menino falta consecutivamente ao respeito ao jornalismo, colocando em maiúsculas, a falta de ética constante e a total ausência de regras na obtenção da notícia.

Obviamente, que se estiver junto dos intervenientes, da forma infiltrada que tem estado, conseguirá a notícia, como outros não conseguirão.

Obviamente, que montando espetáculos, manterá presos a si e ao seu site, os artistas ávidos de contratos… Obviamente, que há aqui outro novo conflito de interesses, escandaloso e que atira o jornalismo para o abismo e para o descrédito total.

Querem exemplos?

A Prótoiro encerrou sempre, ou quis, pelo menos, encerrar num círculo restrito, as suas investidas e estratégias, não as dando a saber à comunicação social. E agora? Permitirá que um membro da APET (o menino vestido de empresário) e um membro da ANGF (o menino vestido de antigo forcado), vá a uma reunião vestido quiçá de menino da imprensa?

Há ou não há conflito de interesses? Será o jogo assim tão sujo? Descaradamente sujo?

Porque será que o menino viu necessidade de anunciar a veracidade do cartel da encerrona de Moura Júnior, em Évora, no blog do vizinho e não o fez no seu sitezinho?

Houve conflito de interesses? Ou houve tentativa de o branquear?

Meu querido Francisco Mendonça Mira, fique sabendo, que eu, nunca fui muito adepta de Batalha Naval. Acho um jogo básico, mas entendo que o conheça bem. Acho até típico do perfil de comandado, papel que já não consegue disfarçar. Não me conhece, nem bem, nem mal, mas dou-lhe uma dica, sou pouca adepta do tiro no desconhecido.

Fique a saber menino, que gosto muito mais de Xadrez, um jogo, de arte e ciência, que modéstia à parte, domino na perfeição. As casas claras são as minhas, as casas escuras as suas… Joga comigo? Mas cuidado, sou boa a fazer Xeque-Mate!


Editorial – Novembro – ‘Há muito mais vida para lá da Golegã…’

Editorial – Novembro – ‘Há muito mais vida para lá da Golegã…’

  •  2019-11-10
  • Por: Solange Pinto

Este ano, de forma atípica, o fim de temporada cruzou-se cronologicamente com o início da Feira da Golegã e isso, terá marcado de forma menos positiva, o encerramento desta época tauromáquica…

Devo recordar, que embora o nosso país esteja indubitavelmente ligado ao cavalo e à arte equestre, a tauromaquia é feita numa praça de touros e não num picadeiro, por muito que os toureiros ali passem muitas horas da sua vida laboral…

Entendem o que quero dizer, certo?

Trocar a corrida de dia 2, no Coliseu de Redondo pela Golegã, não sei se foi a melhor opção para a demonstração de força da tauromaquia, que tanto se apregoa, mas que não se concretiza em pequenos mas significativos gestos…

Começa a ser complicado gritarmos aos ‘sete ventos’ uma coisa e na prática, fazermos outra, sendo que os agentes da Festa, são os primeiros a correr para outros palcos de diversão…

Estamos em Novembro e não tarda nadinha, começaremos uma nova temporada… De momento, concentramo-nos na mais importante praça de touros da América-Latina, onde se iniciou já a temporada grande. México com grandes figuras, assumindo-se cada vez mais como o segundo país do mundo, com maior expressão taurina e aquele que congrega as maiores figuras do universo da ‘Fiesta’!

Nós por cá e depois da ‘saúde’ e ‘copas’ vividas na Golegã, focamo-nos obrigatoriamente num tema que deveria interessar a todos os aficionados. A venda da Sociedade SCRUCP… Bem sei, que nas transactas jornadas não houve olhos para muito mais que não fossem cavalos, mas, este tema é de supra-importância para a sobrevivência da Festa e sua força em forma de contágio face a outros tauródromos.

Bem sabemos que o tema não interessa a todos, sobretudo aos que a actual gestão indiscutivelmente favorece em termos publicitários, contudo, a venda e ora, a impugnação da mesma, é o tema que todos deveriam estar agora a abordar…

O TouroeOuro, promete nos próximos dias, contar tudo, clarificar o tema e não fazer de conta que nada afectará a normalidade da mais importante Praça de Touros do país.

Informar é nossa obrigação e prioridade, e disso nunca fugiremos, doa a quem doer… Campo Pequeno, ‘Balanços de Temporada’ e os mais significativos momentos da mesma, é aquilo com que poderá contar nos próximos dias.


Editorial – Outubro - Lá foi Viana, lá foi a Póvoa e a seguir, Setúbal?

Editorial – Outubro - Lá foi Viana, lá foi a Póvoa e a seguir, Setúbal?

  •  2019-10-14
  • Por: Solange Pinto

Escrevo este Editorial, numa altura em que pensei estar de viagem de regresso a casa, vinda de Póvoa de Varzim…

Pois, mas na verdade e porque é disto que vivemos no TouroeOuro, nunca acreditei que chegasse a fazer a viagem de ida à Povoa. Estou descrente em tudo e em todos, mas principalmente, àqueles a quem a Festa dos Toiros está entregue…

Se a sobrevivência da Tauromaquia, estiver nas mãos da Prótoiro, receio que muitas mais viagens sejam anuladas… sem direito a regresso e isso sim, é assustador.

Fixaram o dia em que se encerraram definitivamente portas em Viana do Castelo?

Espero que tenham fixado também, o dia da última corrida em Póvoa de Varzim!

Vamos ser honestos e encarar as coisas de frente, por mais duras que sejam.

Póvoa de Varzim não ‘aconteceu’ hoje pelas condições climatéricas? Ok, Ok… Então o mau tempo, dura em Viana há umas quantas temporadas e continuamos eternamente à espera de dias de sol.

João Pedro Bolota não pode, nem é o culpado desta situação. Fez o que podia com o apoio jurídico da tal Federação. Mas, os resultados, estão por demais evidentes, estupidamente evidentes.

Lá foi Viana, lá foi a Póvoa e agora? Lá vai Setúbal? Lá vão outras praças do distrito de Portalegre?

Já disse e repeti, a tauromaquia não pode ser apenas defendida à porta do Campo Pequeno, vendo-se cartões de fidelização… Bolas, querem mais exemplos de derrotas consecutivas?

A tauromaquia está cada vez mais restrita aos pontos fulcrais mas e os inúmeros tauródromos dos ‘pueblos’?

Vamos deixa-los cair com risco de não fomentar afición por entre o povo?

Já pensaram o grande motivo da gigantesca ‘derrota eleitoral’? Sabemos que a Prótoiro está ainda a pensar sobre o assunto, mas é tudo assim, demasiado faccioso e lento…

E os toureiros e demais agentes da Festa. Entenderam que numa mão cheia de anos, perderam uma série de palcos de trabalho?

Não se aguenta mais tanto faz de conta.

De Viana já ninguém se lembra. Da Póvoa, não tarde ninguém se lembrará… É esta a estratégia? Deixar passar o tempo e continuar a vender cartões e fazer acreditar que a tauromaquia deve muito ao CDS, quando a maioria das Câmaras estão longe de ser do CDS?

O que é necessário mais? Demasiados esquemas na tauromaquia e andamos todos felizes e contentes. Sempre os mesmos a mandar, a alimentar os toureiros lá de casa e ninguém vê? Continuamos todos a vê-los ‘vender hamburguers’ e continuamos felizes com os coveiros da nossa tauromaquia?

Continuem assim toureiros… A pagar para defenderem a Festa da qual vivem, sem quererem saber o que de facto de faz, que não sejam ‘movimentações e observações políticas fantasmas’… Chega! Pagar só não chega…

Podem continuar a castigar o TouroeOuro por dizer as verdades, a nós pouco nos importa porque não andamos nisto para parecer bem a ninguém. Podem assinar comunicados contra os nossos reporteres na trincheira. Pomos isso para trás das costas...

A verdade, verdadinha, é que lá foi Viana, lá foi a Póvoa e Setúbal… com toda a certeza irá seguir…


Editorial – Setembro - O enjoo do ‘Festival da Francesinha’…

Editorial – Setembro - O enjoo do ‘Festival da Francesinha’…

  •  2019-09-16
  • Por: Solange Pinto

Quando escrevo estas linhas, estamos exactamente no rescaldo daquilo que foi mais uma edição da Feira Taurina da Moita…

Não sei se foi o mais belo dos certames citados, contudo, foi uma organização inteligente, com a indiscutível marca de prestígio da Tauroleve e do savoir faire de Ricardo Levesinho e sobretudo, foi uma Feira, onde se recordarão bons momentos…

Para memória futura, ficou a presença ‘iluminada’ de Antonio Ferrera, os ferros de João Telles no Ilusionista, a garra de Rouxinol Júnior e claro, até uma atribuição de prémios absolutamente discutíveis, no que ao Concurso de Ganadarias diz respeito…

Quanto à entrada de público, houve até uma superação de expectativas…

Pese embora tudo isto, e em jeito de rescaldo de temporada, há que começar a pensar balanços, medir entradas de público e tentar perceber o que falhou no decorrer da presente temporada…

A mim parecem-me por demais evidentes os motivos. Na maioria das praças lusas, parece que se viveu algo do género ‘A Semana do Festival da Francesinha’… Embora em restaurantes diferentes, em todos, o prato a comer é a Francesinha. Ora não me digam que não é um enjoo?

O paralelo, serve para dizer, que embora em palcos diferentes, os toureiros são basicamente os mesmos… Temos um naipe de cinco cavaleiros que actuaram em tudo o que foi sítio… o ‘a’ com o ‘b’ e depois, ali ao lado, o ‘b’ com o ‘a’, onde de quando em vez se mistura o ‘c’ com os restantes… Repetição e o convénio a funcionar de forma saturante para quem na bancada não se livra do raio da Francesinha. 

Aqui ninguém discute o valor da iguaria, mas apenas e só, a repetição com direito a enjoo.

É caso para repensar a força e estratégia na condução das carreiras destes toureiros, cujos actuais apoderados, antes, criticavam a presença repetida na cartelaria…

Todos se preocuparam com as suas gestões, todas feitas de igual forma, todas comunicadas de igual forma, sem cariz, sem inovação, com notas de imprensa desprovidas de interesse, e sem marca de distinção…

Tudo ao sabor uns dos outros, ou de um lobby que não passou disso mesmo, um lobby sem efeito…

O que conta são as praças cheias, que infelizmente se contaram pelos dedos de uma mão e as polémicas dadas pela publicação ou não de imagens incómodas a nível pessoal e não para a tauromaquia.

Nós por aqui, estamos mil vezes mais preocupados em informar, com rigor, com precisão e sobretudo, com os olhos postos nas próximas eleições…

Preocupação total, pela falta de mimo dos taurinos ao partido obviamente ganhador, e pelo mimo e subserviência a um partido em queda livre…

A tauromaquia é uma paixão moderna de alguns partidos, mas tem que ser de inteligência total de ora em diante, se ainda se for a tempo…

Entretanto, se estiverem enjoados de Francesinhas, corram à Barquinha no próximo dia 20, onde o génio Salgueiro dará de novo à costa… Vamos lá desenjoar, que já ninguém aguenta comida alentejana e vinho da Estremadura…


Editorial – Agosto - O Apoio dos Cómodos

Editorial – Agosto - O Apoio dos Cómodos

  •  2019-08-22
  • Por: Solange Pinto

Já todos perceberam, quanto mais não fosse, porque foi amplamente noticiado, que o comunicado dos catorze revoltados, não passou de uma revanche ao touroeouro.com e parte da sua equipa…

Os catorze assinantes iniciais, entretanto perderam assinantes, visto que, poucos dias depois, fizeram exactamente o contrário daquilo que defendiam, provando a total estupidez do que haviam encabeçado e que nem eles, acreditavam na ideia que defendiam, com o argumento pouco diferente do ‘só porque sim’…

Atrás dos catorze iniciais ‘assinantes’, com menos um ou dois (desistentes ou com pouca personalidade), vieram alguns cavaleiros, apoderados, matadores, empresários e mais não sei quê… disso, ou melhor, desses, ‘damos de barato’, afinal de contas, vivemos num país de livres opiniões e cada um, tem ou deveria ter a sua… opinião, por mais ignorante que se revele.

O TouroeOuro investigou o intuito, dimensão e qual a história que envolvia tudo isto e sem grande trabalho, percebeu o que a maioria foi clara em confirmar, ‘foram ludibriados’… A história vendida era a defesa da festa (como se a festa se defendesse com ideias retrógradas e castradoras da liberdade de imprensa) e nunca comentada a real motivação de tudo isto, acabar com o TouroeOuro… dá-nos uma certa graça, porque disto, não sobram mais que umas belas gargalhadas à conta de um assunto que não tem sumo e o melhor dos melhores elogios por parte de aficionados, numa demonstração de apoio e importância do TouroeOuro, cuja dimensão, garanto, nos surpreendeu.

Graça, sim, mas pena também pelo facto da tauromaquia estar votada a ideias tontas, perigosamente vendidas por indivíduos amadores, apenas fotógrafos sem cariz jornalístico em nenhuma das suas envolvências com a Festa.

Deus perdoa, pelo quão saloios são, mas Deus engrandecerá quem na verdade foi a única com um valente par de ‘tim-tins’ por ter vindo a público confirmar o confirmado. Que foi enganada no que concerne ao dito comunicado, nas suas intenções e propósitos.

Falo de Sónia Matias, repito, a única com a coragem suficiente, para vir a terreiro, dizer que foi enganada! Valente na arena e fora dela. Tão valente, que estimulou a mais repugnante atitude por parte de três sites: ‘forcadilhas e toiros’, ‘porta dos sustos’ e ‘tauronews’ (pelo menos estes)… imagine-se, que vetaram Sónia Matias na passada ‘Corrida das Mulheres’, na Nazaré, ignorando por completo, a existência da ginete em tudo o que publicaram sobre o referido espectáculo.

Jamais citaria o nome destes sites, publicitando-os em grande escala no TouroeOuro, sendo talvez a primeira vez que o faça, mas, o meu conceito de respeito e gratidão pelo gesto de galhardia de Sónia Matias, a isso me obriga…

Esta gente sem categoria, colocou-se agora mais que nunca, a nu, demonstrando ao que andam e o que os move. Falta de ética agora sim, mais do que tudo o resto que defendem, cujas intenções jamais serão a defesa da Festa.

Com ameaças ou sem elas, com comunicados ou sem, o TouroeOuro nunca deixou para trás nenhum interveniente da Festa. Por muito que não nos respeitem, jamais este site deixou de contar as actuações, seja de quem for, uma actuação boa ou má… esta é a verdade!

Mais me choca, que as quatro associações que ‘gerem’ a tauromaquia, se tenham associado a este comunicado. Choca-me e ponto!

O TouroeOuro, sabe que, o apoio ao referido comunicado, foi pedido às esquinas, nas trincheiras, ao telefone e como literalmente ‘calhasse’… O TouroeOuro, do alto do seu profissionalismo, pediu uma reunião às quatro associações.

As reacções de algumas delas, ainda não vamos adiantar, sendo que as noticiaremos com detalhe, quando o capítulo estiver encerrado. Ainda assim, resta-nos lamentar, que da mesma forma pública com que prestaram apoio à castração de informação por parte dos órgãos de comunicação, não tenham condenado, publicamente, o veto a que foi sujeita uma das associadas da ANDT por parte destes sites(zinhos).

Acordem enquanto em tempo… nem sempre dividir para reinar foi a melhor solução. Chega mesmo a ser ‘sinal de pouca inteligância’ que procuremos o apoio dos cómodos, ostracizando os incómodos, por isso mesmo, porque são incómodos!

 

 

 


Editorial – Julho - Publicar? Claro que sim!

Editorial – Julho - Publicar? Claro que sim!

  •  2019-07-14
  • Por: Solange Pinto

Troquei o passado dia dez, pelo dia de hoje, para que passasse exactamente uma semana da corrida de 6 de Julho, em Coruche.

Quis ver todas as reacções, assim que percebi que as haveria, quis ver todos os comentários, quis saber todas as opiniões, sem que contudo, alguma vez duvidasse do que fazer, do que publicar naquelas circunstâncias, do que dizer e escrever sobre uma corrida tão acidentada, como na verdade foi…

Florear acontecimentos, mascará-los ou ocultar notícias, nunca foi a postura deste órgão de comunicação, que o é, na verdadeira acepção da palavra.

Tudo escrito, tudo mostrado, tudo e todos informados em tempo mais que real, com rigor, com confirmações e sem suposições. O TouroeOuro, fez aquilo a que deontologicamente está obrigado. Publicou as imagens das quedas dos cavaleiros, confirmou junto do corpo médico (com gravações) a extensão das suas lesões, bem como o fez, no caso dos forcados.

A decisão da publicação das imagens, não foi pensada naquele momento, uma vez que o TouroeOuro, tem uma linha editorial, que afina pela verdade, pela coerência e por balizas bem definidas do que é ou não notícia e claro, ali, em Coruche, todos sabíamos o que fazer.

Que fique claro, o TouroeOuro informa, conta, mostra e jamais será um órgão castrado pelo medo dos anti-taurinos. O TouroeOuro escreve e fotografa para todos e são esses todos, quem escolhem ser ou não aficionados. A Festa dos touros, a sua envolvente e as paixões, os triunfos e as não desejáveis mas, possíveis tragedias, são os mais fortes motivos para se ser aficionado e repito, não vale a pena mascarar a festa para que venham mais uns quantos ao engano, julgando que o toiro é um animal de quintal e que um toureiro, é um acrobata ou um bailarino.

Não temos dúvidas e se acaso tudo se repetisse um qualquer dia, o TouroeOuro faria exactamente o mesmo, porque somos jornalistas, profissionais, e informar é a nossa prioridade.

Lamentamos tudo o que ocorreu em Coruche, os danos causados, mas, estivemos onde esteve a notícia e isto, é apenas e só, uma declaração de intenções face a casos futuros, porque não saberíamos nunca, fazer de forma diferente.

Não poderia deixar de neste Editorial, felicitar o fotógrafo João Dinis, pela soberba reportagem feita no TouroeOuro. Estava no lugar certo, não escondeu a ‘objectiva’ e fez, o que deveria fazer… Pela qualidade das suas imagens, as mesmas correram pelos órgãos generalistas, em reportagens que foram da responsabilidade de quem assinou as peças, e disso, não tenham dúvidas…

Grande repórter, um dos melhores fotojornalistas que se ‘passeia’ numa trincheira e claro, um dos poucos a quem se pode chamar isto… fotojornalista!

Os outros, os que pensavam que ser fotógrafo era apenas tirar fotos a tricórnios, barretes e lábios pintados nas bancadas, na ânsia de vender uma fotografia a 5 euros, desses, jamais rezará a história jornalística… não existem, são exactamente aquilo que uma vez disse, aquelas melguitas que nos pousam em cima, chateiam, mas que, quando nos fartamos, aniquilamos num abrir e fechar de olhos, pela dissemelhança de tamanho e pela desproporção evidente…

Parabéns dados ao autor das imagens, resta pedir a todos, que pensem que o Correio da Manhã, é o único órgão de comunicação a dar importância à tauromaquia, realizando na temporada, três corridas com a sua marca, bem como mantém, regularidade na publicação de fotolegendas, e mesmo algumas reportagens mais alargadas.

Ao contrário do que por aí se diz, o Correio da Manhã, também publica o bom!

Haja agradecimento, reconhecimento e menos tacanhice, porque a reportagem da estúpida polémica, foi forte, mas não foi anti-taurina como outras que vi noutras publicações, patrocinadas por entidades de relevância na tauromaquia.

E porque as pessoas de bem, têm apenas um peso e uma medida, quero agradecer a todos, quantos nos enviaram mensagens de apoio face a certos ataques (e não foram poucos, anónimos, amigos, diversos forcados e até cavaleiros figuras do toureio a nível mundial), a todos quantos nos felicitaram publicamente e saíram em absoluta defesa e sobretudo, aos colegas, Francisco Morgado, João Cortesão, Miguel Alvarenga e Hugo Calado por nos engrandecerem com os profissionais que são e o desassombro de defenderem sobretudo, uma coisa séria que é o jornalismo!

Se a pergunta é “Publicar o triunfo e a tragédia?”, a resposta é: Claro que sim!


TouroeOuro – Oito anos felizes!

TouroeOuro – Oito anos felizes!

  •  2019-06-10
  • Por: Solange Pinto

Foi sonhado muito antes, mas, foi no ano 2011, que o sonho deu lugar à realidade…

O ano designado por ‘Ano Internacional das Florestas e Ano Internacional da Química’, foi também inequivocamente marcado por impactantes manifestações em países árabes, pelo casamento do Príncipe Wiliamm e Kate, pela passagem dos dez anos do atentado do 11 de Setembro, em Nova Iorque.

Neste ano, morreu o maléfico símbolo Osama Bin Laden, ou o ícone informático Steve Jobs.

Taurinamente falando, foi neste ano também, que se cumpriram os dez anos da estocada efectiva de Pedrito de Portugal na Feira da Moita e claro, alternativas como as de Tomás Pinto ou Ana Rita.

No dia 10 de Junho, de 2011, o mesmo dia da profissionalização de Tomás Pinto, nasceu o TouroeOuro. Com ele, a inequívoca mudança da informação taurina em Portugal.

Às seis da tarde, dávamos início ao primeiro DIRECTO da história do TouroeOuro e sobretudo, mudava-se o rumo celeridade na chegada da notícia.

Em tempo real, contámos todas as incidências, de um cartel composto pelos cavaleiros João Moura, Diego Ventura e Tomás Pinto. Praça absolutamente cheia, num Dia de Portugal, com portugueses e uma grande carga emocional para uma equipa que viria a revolucionar a comunicação cibernauta, em Portugal e até mesmo a nível mundial. Nunca antes, se tinha dado à estampa, uma crónica em tempo real, com imagens publicadas no mesmo momento.

Oito anos depois, continuamos a inovar, continuamos a mostrar que todo o vasto e intenso trabalho desenvolvido, nos coloca justamente no lugar cimeiro da preferência dos portugueses na hora da busca de informação.

O TouroeOuro, é hoje importante referência e fonte para outros órgãos de comunicação generalista e a sua desassombrada coragem na hora de opinar, coloca-nos na mira de lobbys instalados que tentamos a tudo o custo desmascarar, a bem da Festa que defendemos acima de tudo!

O arrojo, a pluralidade de informação, fez já a sua escola por entre os novéis órgãos que até aqui não entendiam a tauromaquia como um todo.

O TouroeOuro, rompeu fronteiras, sendo consultado nos quatro cantos do mundo, sendo respeitado em todos eles, quiçá muitas vezes mais do que no seu próprio país, onde os tais interesses instalados, se sentem beliscados…

Com carteiras ou sem elas, com palmadas nas costas ou bofetadas, com educação ou ausência dela por parte dos agentes taurinos, continuaremos na luta pela verdade, pela coerência e pela arte, porque aqui, é disso que falamos, sem que sintamos ser necessário alimentar egos de quem se promove à custa da Festa, por escassez de outras razões de exaltação social.

No TouroeOuro, somos felizes, temos amigos por muito que pensem e queiram fazer o contrário e não morremos, nem que nos matem… Na trincheira, fora dela, na bancada ou onde quer que seja, somos fortes e não desistimos de mostrar que somos realmente os melhores e que quem tem os milhões de visitas, somos nós!

Perdoem-nos a ausência de humildade, mas, somos bons de verdade, nós e a equipa que ao longo destes oito anos proporcionou o sucesso absoluto que é o TouroeOuro.

Continuaremos felizes, hoje diferentes de há oito anos atrás, mas, jamais esqueceremos os grandes amigos que tivemos a nosso lado… os bons, ainda aqui estão e aqui continuarão! Os maus, eram apenas isso, maus… mas perdoemo-los, desses não rezará a história!

Obrigado, aos nossos colaboradores, aos seus pais, aos seus filhos, aos seus maridos e mulheres, por ‘permitirem’ as prolongadas ausências na época taurina.

Obrigado às nossas famílias e amigos, por sofrerem connosco, por nos defenderem incondicionalmente, mas principalmente, por partilharem os nossos triunfos.

Obrigado, a João Pedro Bolota, por há oito anos, nos ter aberto as portas da ‘sua’ Celestino Graça, linda por ter roçado o ‘Esgotado’ e para que entre barreiras, realizámos o nosso primeiro DIRECTO.

Santarém, sempre foi uma Praça Maior… Como grande sempre foi e sempre será o TouroeOuro!

TouroeOuro – Oito anos felizes!


Editoral - Maio - Em Madrid ganharam os portugueses, na Europa…

Editoral - Maio - Em Madrid ganharam os portugueses, na Europa…

  •  2019-05-27

Foi um fim-de-semana importante…

Importante no que a lições e ilações concerne, sobretudo se associadas à tauromaquia. Senão Vejamos. Moita! O tauródromo que não nego, ter particular carinho e que, para mim, foi mal entendido nos dois anos transactos, por um empresário, que, não teve em termos de público, os melhores resultados.

‘Dos mortos, fracos e cagões não reza a história…’, a história continua!

Família Levesinho ao poder e, a confirmação de duas coisas: do soberbo empresário que é Levesinho, um ícone actual de seriedade, cordialidade e savoir faire… e, a confirmação de que a Praça de Touros Daniel do Nascimento, não está morta e enterrada e de que, não enterra empresários, como por aí se disse em jornadas idas.

Moita a recuperar o seu lugar, esperanças renovadas portanto, na recuperação do seu prestígio e da sua importância no panorama taurino nacional…

A única coisa que me levaria a trocar a Moita e a sua corrida de Maio, por outra qualquer coisa, era a corrida de rejoneo de Madrid, onde actuariam três cavaleiros de créditos firmados e não só agora firmados… Depois de Moura, houve apenas Fernandes, Caetano, Moura Júnior e agora Telles Júnior e, três destes quatro nomes, estavam incluídos na cartelaria da mais importante praça de touros do mundo. Não era motivo de reportagem e interesse? Claro que era!

Ali fomos, com a certeza que algo teria de mudar no entendimento actual e que, passado um período morno, teria de vir, um período quente e, foram essas altas temperaturas, as que se viveram ontem, para as bandas de Santo Isidro.

Três toureiros, uma orelha para Moura Júnior e outra para Telles e uma grande actuação de Fernandes… todos eles, com um nível de qualidade arrebatador face aos seus pares espanhóis e uma recuperação inequívoca do prestígio luso.

A sugestão é, tornar o toureio cada vez mais universal, mantendo obviamente, os estilos ‘privados’ de cada um e a personalidade toureira. Mas, a sugestão é também, que se deixem de ‘inventar’ ídolos onde não os há… Que as críticas sejam realistas e balizadas pelas limitações inerentes aos estágios das carreiras em que se encontram os toureiros e que os pagamentos aos críticos, não façam levantar os pés do chão a quem escreve.

Que Fernandes, Moura Júnior e Telles Júnior sejam confirmações e consagrações, jamais duvidarei. Que Caetano seja par destes nomes, e Palha caminhe a passos muito largos para os acompanhar, também não duvido… O resto, convém ir mais devagar, porque os caminhos, as estradas são inequivocamente distintas. Verdade no toureio, mas verdade nas palavras, é o que se impõe, para que não se viva uma agradável mentira…

A verdade é que os portugueses ganharam ontem em Madrid, mas que, infelizmente e para grande tristeza de todos nós, quem ganhou as Europeias, foi o PAN, com a eleição de um eurodeputado. Corte dos máximos troféus a Barrancos por ter sido a única localidade sem um único voto ao PAN, mas, bronca, a todos quantos por omissão, permitiram este catastrófico e alarmante resultado a favor do PAN…

Continue-se a achar que a Festa está impecavelmente defendida, continue-se a fomentar apenas e só o apoio por um partido político, como agradecimento subserviente a uma ou duas visitas à Assembleia, e não se aposte numa mega campanha de sensibilização junto dos citadinos, onde o PAN vai ganhando terreno.

Abram-se todos os olhos enquanto é tempo, deixem-se de teorias e ponham em marcha uma mega campanha… Caso contrário, no Outono, podemos estar todos a chorar pelo ‘leite derramado’… e ter de ir ver a Madrid, os três ou quatro que ali têm lugar!


Editorial – Abril - A tauromaquia é um mundo de oportunidades…

Editorial – Abril - A tauromaquia é um mundo de oportunidades…

  •  2019-04-10
  • Por: Solange Pinto

Foi tema do TouroeOuro por mais que uma vez, em reuniões da sua equipa de direcção, o exagero por demais evidente da ligação de um partido político à tauromaquia.

Entenda-se, que todo o apoio é pouco, venha ele de onde vier, mas, já dizia o ditado popular, que a esmola quando é muita, o pobre desconfia… e acrescento eu, 'põe-se à coca'.

Há tempos, quando em Coruche se levou a efeito uma corrida com o namming Juventude Popular, fui das poucas pessoas a comentar (escrever), sobre o perigo de indexar a tauromaquia a um partido político. Não me parece inteligente, associar à Festa, nenhuma cor política, sob pena, das restantes não se reverem em certas acções e de por isso, se sentirem excluídos de uma cultura que é de todos e que alguns insistem em querer fazer crer que corre perigo de morte.
Na ocasião, ninguém tinha ouvido falar em certas personagens e a mim, particularmente, pareceu-me tudo demasiado estranho.

Infelizmente, já vi passar muita gente por ‘aqui’, que veio e foi, com o único objectivo de adquirir reconhecimento público. Uma espécie de notoriedade à moda dos Reality Shows… Fama fácil, rápida e a seguir, possibilidade de fazer umas presenças pagas, ou, no caso da tauromaquia, que renderão uma ou outra oportunidade extra…

Mas, adiante… todos são credíveis e inocentes até prova em contrário.

Passados dois anos, a aparição de certas personagens, em espectáculos tauromáquicos de postín, foi cada vez mais frequente, sendo que, se notou a ausência das mesmas personagens, em momentos 'cumbre' como a Póvoa de Varzim…
Detalhes, que não teriam interesse ou relevância, se não estivéssemos a falar da Defesa da Festa, tão apregoada por alguns e tão ignorada por tantos outros.


Não bastou a tal corridita e passou-se então à organização de uns almoços nos ‘anexos’ da Assembleia da República, convidando-se agentes da Festa, que, por bem, lá vão, na crença de que aquilo, nos fará bem a todos e que assim, estamos a proteger a tauromaquia. Será mesmo?


Passeiam-se uns vestidos, chama-se o repórter que fotografa a preços mais económicos e sorri-se… E pronto, Festa blindada, consciência tranquila e espalha-se a ideia de que aquele é o único partido política que nos serve.

Será?

Em conversas de bastidores, tertúlias, reuniões e conversas ocasionais, vai-se criando a ideia, de que aquele logótipo, é o único que nos serve e que só assim, a continuidade da Festa estará assegurada. Espalha-se a ideia!

Será?


Relembre-se, que em Espanha, existe mais de um quadrante político a apoiar a Festa e nesses diversos quadrantes existem rostos taurinos de elevado prestígio. Ainda assim, esse é um direito que assiste a cada cidadão. Que o toureiro ‘a’, ‘b’ ou ‘c’ se associe a uma campanha partidária, não vem mal ao mundo. Sim haveria, se a plataforma que defende a tauromaquia no país vizinho, quisesse criar um lobby de voto, ou seja, se induzisse constantemente o aficionado a acreditar que apenas aquela ‘cor política’ apoiava a Festa.


Victorino Martín, Presidente da Fundación Toro de Lídia, chegou mesmo a afirmar publicamente, que ‘los verdaderos políticos están al servicio del pueblo independientemente de los gustos personales que puedan tener y, si el pueblo lo exige, y aunque a ellos no les guste, tendrán que cuidar y apoyar el patrimonio que es de todos’.


Nós por cá, somos muito mais inteligentes, achando que é agarrando-nos exclusivamente a um partido, que nos vamos livrar do mal e assegurar o bem. Não seria mais fácil atacar a raiz do problema?


Repare-se em localidades como Lisboa, Vila Franca, Beja, Barrancos, Moura, Alcochete, Vinhais, Idanha-a-Nova, Figueira da Foz, Alandroal, Mourão, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo, Nazaré, Arruda dos Vinhos, Alter do Chão, Elvas, Sousel, Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos, Tomar e Montijo, com autarquia PS, bem como Moita, Cuba, Serpa, Évora, Montemor, Mora, Vila Viçosa e Monforte, com câmaras geridas pelo PCP e ainda exemplos, como Albufeira, Caldas da Rainha e Pombal, como referências de autarquias PSD…
Não serão os eleitores destas localidades, os grandes pilares da Festa de Toiros em Portugal? Como ficarão estes cidadãos se quisermos colar a tauromaquia apenas a um partido político?


Pois bem… tudo isto, para dizer, que, tudo na vida tem uma explicação e até mesmo aquilo que parece uma bênção, pode bem ser um presente envenenado…

Há dias, ficámos todos a saber, que o Presidente da Prótoiro e simultaneamente, Presidente da APET – Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, é cabeça de lista, pelo CDS no distrito de Évora…


Portugal é ainda um país de terceiro mundo, em que as influências contam e as oportunidades se criam de forma estupidamente visível…

Ontem mesmo, Paulo Pessoa de Carvalho, anunciou a suspensão do cargo que desempenhava na Prótoiro, ou seja, deixa, de momento, a presidência da Federação, enquanto vai ali à política. Recorde-se, que Diogo Costa Monteiro, também suspendeu a sua actividade na Prótoiro, de forma a continuar com a sua carreira enquanto advogado. É verdade, o que é feito de Diogo Costa Monteiro?

Mas, com tudo isto fiquei confusa. Paulo Pessoa continua na liderança da APET?

Tudo confuso. Digo eu…


Tirem as Vossas conclusões e pense-se na Tauromaquia, sem interesses, sem que seja um trampolim ou um degrau para outros objectivos.


Afinal de contas, é preciso que todos percebam aquilo que nós, demorámos mais a entender, a tauromaquia, é um mundo de oportunidades.


Cremos na Festa e queremos a Festa… também no Alentejo!

Cremos na Festa e queremos a Festa… também no Alentejo!

  •  2019-03-13
  • Por: Solange Pinto

Cada vez mais e com teoria reforçada pelos meus escritos, vou-me quase que assumindo razinza e birrenta no que concerne a certas questões da Festa Brava…

Escrevo cada vez menos de alegrias e emoções, para, escrever cada vez mais, do que está mal, na ânsia que alguém me dê ouvidos… e atenção, sei que me leem, pelas estatísticas e claro, pelas indisposições que por aí vou criando, admitindo 'eles', que leem as minhas incessantes reclamações, fruto, dos intermináveis desgostos…


Atenção e que fique claro, quem escreve, não está contra a tauromaquia, quem escreve, pretende acordar e abanar mentalidades, de forma a fazer agir, sempre com vista ao crescimento deste sector artístico.


Cremos na Festa e queremos a Festa!


Mas queremo-la em todo o lado, onde as suas raízes são uma certeza, mas, onde e nalguns casos, as suas raízes estão votadas ao desprezo e abandono.
Chega disto!


Depois de uma tentativa de dar um único partido à tauromaquia, parece haver também, não a tentativa, mas um estúpido esquecimento dos agentes da festa em relação a certas regiões do nosso território.

Toda a mobilização em torno do Dia da Tauromaquia, tem de servir de mote, para a luta em torno do 'regresso' da Festa ao Alentejo
, com o fulgor que indubitavelmente perdeu e com a magia ali vivida outrora e que, sejamos francos, não existe há muito tempo!

É urgente, que se revitalize a tauromaquia no Alentejo e que se reestruturem os palcos ali perdidos.

É necessário que não se tape o sol com a peneira e que se perceba, que há praças inactivas e que se mais anos passarem nestas condições, os danos, ou seja, perca total de afición nestas localidades, serão irreversíveis.

O Dia da Tauromaquia, ou acções similares, não deverão estar apenas afectos aos grandes palcos, porque desses, não 'reza o risco'!

Sabemos, que tauródromos como Nisa, Alpalhão, Cabeço de Vide, Alandroal, Assumar, Bencatel, Cuba, Santa Eulália, Sobral da Adiça, Sousel, e até Portalegre, entre outras, não são financeiramente apelativos e que sobre si não recaem holofotes, contudo, se estes cenários forem encarados como um todo, falamos de uma região de supra importância e que, mesmo não dando louros, farão com que a Festa se fortaleça como parte expressiva da identidade cultural do nosso país.


Sabemos, que o ditado do 'mais vale parecer que ser', é querido por muitos que por aí apregoam a defesa da festa, mas, se gostam realmente disto, abandonem o ditado, e façam algo, antes que seja tarde demais.

A 'malta' com responsabilidade na defesa da tauromaquia, parece ter já optado por um partido, parece ter já optado por certas praças e parece querer optar por uma ou eventualmente duas regiões do país…
Cuidado com as seleções e com os filtros, não fiquemos qualquer dia, restritos aos simpatizantes do CDS, ao público do Campo Pequeno e sobretudo restritos, à afición da região de Lisboa e 'arredores'.


Editorial – Fevereiro – ‘Sousel… e as outras!’

Editorial – Fevereiro – ‘Sousel… e as outras!’

  •  2019-02-10

Choca-me o caso de Sousel e… as outras!

Terminado o prazo de apresentação de propostas para organização de um espectáculo tauromáquico, em Sousel (tradicional segunda-feira de Páscoa), eis que nos deparamos, com a triste realidade. Nenhum empresário quis ‘saber’ de Sousel.

Sabemos que a lotação do tauródromo é mínima e que, por isso mesmo, é pouco susceptível de ‘dar guito’, mas, a verdade aqui, é a mesma de outras verdades… Sousel, é porque é economicamente falível, mas, e Viana do Castelo? E Setúbal? E Póvoa de Varzim? E Cabeço de Vide?

Porra, que já chega de dizerem que a festa isto e aquilo… que a bem da festa devemos isto e aquilo… Balelas. Vamos lá todos dar importância ao festival de Lisboa, vamos lá todos dar importância ao Dia da Tauromaquia, vamos lá todos dar importância às lides ‘por colleras’, vamos lá todos ver o Campeão de Equitação de Trabalho ao som do fado, vamos lá todos ver exibições dos miúdos das escolas, com tourinhas e… que se lixem praças como Sousel, Setúbal e Póvoa de Varzim, como de resto se lixou a de Viana do Castelo.

Continuemos a achar que a sobreposição de festivais e corridas, é normal e dar a esse facto, a mesma importância de vender t-shirts com cabeças de toiros estilizadas.

Continue-se a achar, que a imprensa é feita apenas de fotógrafos e fotografias e que as ‘crónicas escritas em ucraniano’ são importantes… e que em nada dão boa imagem da tauromaquia lusa e dos seus verdadeiros profissionais. Continue-se a achar, que os Media Partners da Prótoiro, são e têm que ser os órgãos de comunicação generalistas e continuem a achar, que fazer cartazes, é o mesmo de ser órgão de comunicação.

Iludamo-nos e entretenhamo-nos com o confortável lobby que sim existe e deixemos, que sejam os anti-taurinos a organizar um evento em Sousel… Santarém e a sua Praça Maior importam e muito, mas Sousel (e as outras) e as suas praças menores, também existem e precisam de ajuda…


Editorial - Janeiro - 'O camuflado'

Editorial - Janeiro - 'O camuflado'

  •  2019-01-11

É difícil para pessoas da minha geração, imaginar como foram os tempos de repressão, em que nada ou muito pouco se poderia dizer publicamente, sem que houvesse ‘castigo’ público…

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, já dizia o ditado e a propósito de notícias vindas a público recentemente, envolvendo ‘operários’ do INEM, há que dizer, que informar sim, castrar e julgar publicamente, não!

As sedes para julgamentos existem e não se deverão fazer condenações precipitadas, sob pena de se cometerem injustiças, criando danos irreparáveis na sociedade em geral…

Qual o verdadeiro e legítimo papel da imprensa?

Contar, e contar com verdade, mas contar factos!

A análise, a existir e sim, também é legítima, deverá ser feita com base numa série de versões, que envolvam todas as partes envolvidas nas histórias que se contam…

Nós, no TouroeOuro, falamos com conhecimentos, procurando sempre ouvir as partes envolvidas em todas as matérias que julgamos importantes. Investigamos e se da investigação resultar a dúvida, tentamos procurar desfaze-la… no mundo dos touros, o telefone dos intervenientes, nem sempre é atendido, mas quase sempre, depois das notícias publicadas, aparece um ‘alguém’, que por mail, resolve ‘qualificar’ o trabalho do TouroeOuro, como ‘especulativo’… Coisas de quem verdadeiramente parece não estar por bem na Festa e desses, mais cedo ou mais tarde, não rezará a história.

De toda a questão levantada sobre a participação de ‘alguns’ e não são ‘quaisquer’ grupos de forcados no Dia da Tauromaquia Portuguesa, eis que, depois de noticiada a questão, se tentou dissipar a importância da mesma, de forma a suavizar e quiçá camuflar os acontecimentos…

Camuflar parece ser a palavra de ordem, não vá estar algum anti-taurino à espreita e utilizar a informação de forma pouca abonatória. A acontecer assim, passará a ser a imprensa, quem desejou mal à tauromaquia… Somos nós e sempre fomos, a imprensa, quem parece denegrir a Festa e não os seus mais activos agentes… Aguentamos a responsabilidade. Temos uma missão e vamos leva-la a bom porto, na perspectiva de melhorar e contar o que deve ser mudado.

Queremos crer, que a o tal Dia da Tauromaquia Portuguesa, Nacional ou lá como se chama tudo isto, pretenderá, ser a ajuda financeira, necessária, para processar quem resolve achincalhar a memória de um dos mais célebres toureiros falecido recentemente. Queremos crer, que o gabinete jurídico da Prótoiro (cremos que existe), será o responsável por fazer história na defesa do bom nome da tauromaquia e dos seus artistas e que procurará condenar em sede própria, quem ousou escamotear a memória do cavaleiro…

Queremos crer, que mais que a porcaria de estudos e sei lá mais que bandeiras que a Prótoiro gosta de envergar, o resultado económico do Dia da Tauromaquia, será de uma vez por todas, utilizado de forma visível e aí sim, estaremos todos, com a mesma motivação e claro, sabendo a que se destina o esforço de cada aficionado.

A colaboração de todos nós, deve ser da mesma dimensão da transparência do evento, deste e de outros semelhantes… caso contrário, corremos (a tauromaquia), o risco da desacreditação total…

Façamos tudo sem ‘camuflados’ porque a tauromaquia não pretende ser a ‘guerra’, mas sim a paz de espírito que a arte exige para ser bem desfrutada…

 


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