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Editorial - Junho - A liberdade que a vida nos dá...

Editorial - Junho - A liberdade que a vida nos dá...

  •  2022-06-10
  • Por: Solange Pinto

O TouroeOuro passou a fase da rebeldia.
Está hoje mais calmo, tranquilo, sereno, seguro, mas, sempre acutilante e sem 'papas na língua'.

O TouroeOuro cumpre, 11 felizes anos de 'vida'. Felizes de verdade. Felizes com a verdade.

O TouroeOuro, está sobretudo, mais maduro. Não explode por qualquer coisinha, mas não guarda para contar depois. Não tem amarras, não cala o que deve ser dito nem deixa de publicar a notícia que todos querem ler, mas que os 'agentes' querem silenciar.

Somos polémicos. Somos amados por uns, talvez não gostados por outros, mas todos cá passam para espreitar o que se passa!

Continuamos com opinião. Com os segredos, com os DIRECTOS... Passam hoje exactamente 11 anos desde que inovámos. O primeiro DIRECTO.

Continuamos a fazê-lo. Conseguimos a rapidez na publicação das criticas, mas... calma... Não nos apetece deixar de inovar... Aguardem-se as novidades.

Aqui não temos praças, não temos toureiros, mas também não fazemos chantagens. Lutamos sim, pelos direitos da liberdade de expressão e da não castração dos direitos de um jornalista.
As consequências, vivemo-las, com a consciência tranquila. Mas elas existem, são duras, mas ainda assim, não recuaremos no compromisso assumido com a verdade.

Vale para tudo. Não recuaremos, sejam quais forem as pressões.

Somos diferentes.
Somos unidos. Coesos!

Somos gratos.

Hoje, apetece-me agradecer com nomes.
Hoje, apetece-me agradecer gestos.
Hoje, apetece-me agradecer aos meus Pais, aos Pais do João Dinis... por estarem sempre lá!
Hoje, apetece-me agradecer ao Rodrigo Viana, ao António Carneiro!
Hoje, apetece-me agradecer ao João Pedro Bolota e à forma como nos recebeu em Santarém há 11 anos atrás, mas sobretudo, agradecer o abraço de Sábado passado. Os bons, ficam!
Hoje, apetece-me agradecer ao Rui Farrim e ao Tiago Ribeiro, por aquele apoio em Setembro.
Hoje, apetece-me agradecer aos nossos 'parceiros' pela confiança.
Hoje, apetece-me agradecer aos nossos visitantes, também pela confiança.
Hoje, apetece-me agradecer ao Hugo Calado, pela amizade, tão grande...
Hoje, apetece-me dizer, as saudades imensas que tenho do Luís Morais Sarmento.
Hoje, apetece-me agradecer à concorrência, que nos espevita e nos faz sermos sempre melhores.

Hoje apetece-me dizer, sem falsas modéstias, que seremos sempre os melhores, até querermos que assim seja, não havendo nada, nem ninguém, que nos demova daquilo em que acreditamos.

Obrigado a todos quantos 'são TouroeOuro'...

Nós continuaremos a ser, cada vez mais e melhor TouroeOuro... porque esta é a maior liberdade que a vida nos dá!


Editorial - Maio - As primeiras palavras já foram ditas...

Editorial - Maio - As primeiras palavras já foram ditas...

  •  2022-05-16
  • Por: Solange Pinto

Foram dois anos difíceis, aqueles que se viveram em pandemia…

O medo do desconhecido. O medo da “tempestade” sanitária, mas também, o medo pelos efeitos económico-financeiros depois de tudo isto.

A tauromaquia não foi um oásis à parte da catástrofe e teve de se reinventar.

As “desmontáveis” não se fizeram, o número de espectáculos diminuiu e sentiu-se uma tentativa de almejar a qualidade em detrimento da qualidade. Até as trincheiras se esvaziaram, as cortesias alteraram-se e as voltas de agradecimento foram abolidas. Pasme-se, até os repórteres vieram para a bancada e trabalharam… de igual forma.

Máscaras ao alto e rapidamente tudo voltou ao que era…

As corridas voltaram a demorar mais de três horas, as voltas à arena são quase uma certeza das quais raramente se abdica e as trincheiras voltaram a estar estupidamente cheias. Um verdadeiro mar de gente… Voltaram as vaidades dos bacocos que pensam que apenas estando na trincheira, se lhes reconhece prestígio.

Os reportéres voltaram a fazer ‘piscinas’, dando voltas e voltas pensando que é assim que vão conseguir ‘aquela imagem’ que lhes vai mudar a vida nas galerias que ninguém tem paciência para ver, por serem tão extensas, que ‘dói’…

Mais, continuam as pândegas por aquelas bandas, mesmo e quando na arena se toureia. Pasme-se, na trincheira, chega-se mesmo a virar costas ao ruedo enquanto um forcado ‘leva na corneta’.

Se antes os bares não funcionavam, agora todos desfilam com cervejas pelas bancadas, antes, depois e durante as lides, num verdadeiro forrobodó

Coisas ridículas de um período pós-Covid em que nada se aprendeu de positivo.

Voltaram também as “desmontáveis” e se algumas sim, fazem sentido, levando assim a tauromaquia a locais sem tauródromo fixo (ou que teve e que por inércia dos taurinos, foram demolidas ou desativadas), outras há, literalmente “entaladas” entre outras datas instaladas no calendário há dezenas de anos.

A proliferação desenfreada de espectáculos é evidente, as repetições de elencos também…

A tauromaquia continua a promover-se dentro de uma bolha, a comunicar para os taurinos e em linguagens pouco acessíveis aos generalistas que não têm que saber que ‘Alternativa’ significa profissionalização.

Custa a fazer-se, de quando em vez, até se faz, mas sempre de uma forma limitada, pouco abrangente. A promoção, claro.

Mas se quisermos falar do que está “dentro”, fale-se então de entrevistas estúpidas aos intervenientes dos espectáculos, em que se diz sempre o mesmo. Discursos ‘mortos’ pela antiguidade dos mesmos e obsoletos pela escassez de novidade e arrojo nas declarações, mas nas perguntas, também.

Aparentemente não temos pandemia, mas temos uma guerra na Europa à qual ninguém parece dar importância. Quiçá com efeitos económicos mais nefastos e que, em caso de multiplicidade de espectáculos, farão os portugueses fazer opções entre uma ida abastada ao supermercado, ou a uma corrida de toiros.

Pense-se portanto em tudo isto, antes que as bancadas falem por si.

Atenção, as primeiras palavras já foram ditas com as meias casas que por aí houve…

Basta saber ouvir, ler, interpretar os sinais e já agora, dê-se o beneficio da dúvida aos gestos diferentes, de galhardia, de vontade e dos quais, podem resultar agradáveis surpresas.

Falo da Corrida do próximo sábado na Moita. Joaquim Ribeiro ‘Cuqui’ e Ricardo Levesinho, apostaram na diferença e isso merece ser premiado, num “mundillo” onde a repetição, apenas chateia!


Editorial - Abril - Cada um no seu quadrado!

Editorial - Abril - Cada um no seu quadrado!

  •  2022-04-18
  • Por: Solange Pinto

São tempos agridoces para o mundo e porque não dizê-lo, para a tauromaquia…

O silêncio parece ser um aliado de quem não quer ver o que se passa numa realidade que se pretende paralela. Se por um lado a tauromaquia portuguesa parece ter regressado a uma era mais internacional e por isso mesmo, de maior importância, por outro, há um empobrecimento envergonhado de tantos itens que compõem a classe e que a colocam em risco.

Todos estão apenas e só preocupados com o seu quadrado. Dele vivem e dos restantes, quadrados, parecem não querer saber…

Nuno Pardal deixou a Associação de Toureiros por motivos pessoais e profissionais. Deixa um vazio importante, que se colmatará, mas que tem de ser bem pensado em prol do espírito da dita classe.

A Direcção da APET demitiu-se em bloco pelo facto do trabalho estar feito. Mas está? Fechou-se um ciclo? São estes os reais motivos?

O Campo Pequeno, dará apenas quatro espectáculos. Ninguém diz nada sobre o tema?

Até quando serão apenas os aficionados a lamentar publicamente o empobrecimento em número de festejos de uma das mais emblemáticas praças de touros do mundo?

E as entidades que querem assumir os postos de comando sempre que estão em aberto? Não dizem nada?

Onde estão os toureiros? Preocupados apenas e só se fazem 20 ou 30 corridas? Mas e se perdem os palcos e pior, se perdem o mais importante palco do país? Ficamos assim?

Não bastou o exemplo de Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Albufeira, Setúbal…? Vão continuar apenas a lutar pelo Vosso quadrado?

Bem sei que o Campo Pequeno tem dono, mas não será altura da afición mostrar que quer o Campo Pequeno de volta? Com mais datas, bons espectáculos e praças cheias?

Vão/ vamos deixar que nos tomem conta de tudo, porque estão todos ocupados com outros temas?

A temporada está projectada e parece ter por entre a sua cartelaria, nomes de postín vindos de fora e cuja importância da sua vinda a território luso, poderá ser bem maior que aquela que se supõe. No entanto, é preciso cuidar as repetições pela escassez de dimensão do espaço taurino português, mas mais ainda, é necessário cuidar um dos ingredientes ‘mãe’ da Festa, o toiro!

Tomemos como exemplo a corrida de Almeirim. Praça praticamente cheia, com ambientazo antes do espectáculo, mas muito pouca satisfação depois do seu término.

Que venham as Figuras, mas que não condicionem o sucesso dos festejos que têm que necessariamente correr bem. As carteiras dos portugueses emagreceram fruto de uma inflação desenfreada e se o investimento não alimentar a alma, repensa-se o próximo esforço para ir aos toiros.

A crítica tem também que ser revista. A moda é calar o que foi mau, dizer o que foi bom e acrescentar-lhe quilates mesmo que de ouro não se trate… É preciso que quem escreva de tauromaquia o faça com conhecimento. Que quem fotografe publique mais que caras bonitas, e que quem publicita, o faça sem vender gato por lebre…

É preciso profissionalismo. Em todas as áreas.

É preciso que os ódios de estimação não incorram em crimes de bolso e que não se negue o direito de informar, só porque a arrogância fala mais alto. Mais tarde ou mais cedo, o reino do quadradinho, acaba por abrir uma fenda difícil de tapar.

Um profissional de tauromaquia, tem que deixar os seus ressabiamentos de lado e abraçar a comercialização das suas funções sem questões pessoais à mistura…

Que o tamanho dos egos não façam rebentar os seus quadradinhos, porque no fim das contas, o Portugal dos fados de Amália, já não é o mesmo de outrora, mas, o glamour, a seriedade e o encanto pela tauromaquia, poderão continuar se todos estiverem em uníssono e não apenas, preocupados com as suas respectivas sobrevivências.

O ‘cada um no seu quadrado…’ impera, mas é uma estratégia errada, obsoleta e até muito estúpida.


Editorial - Março - ‘Não chores pelo que perdeste, valoriza o que ainda tens!

Editorial - Março - ‘Não chores pelo que perdeste, valoriza o que ainda tens!

  •  2022-03-16
  • Por: Solange Pinto

‘Não chores pelo que perdeste, valoriza o que ainda tens…’.

Esta é uma das mais emblemáticas frases do Papa Francisco, um Homem sábio, que pretende, pretendeu sempre, que a resignação fizesse parte das nossas vidas, das nossas condutas, de forma a acalmar os corações mais insatisfeitos.

Mas…

A resignação, é por definição, uma aceitação ou sujeição paciente às contrariedades diversas!

Só que não!

Não creio ter sido vontade de Deus, que um ditador com tiques de louco, coloque mães e filhos em fuga de um país, deixando os ‘seus’ Homens à mercê de uma morte quase certa.

Não há quem possa aceitar despedidas face ao quase certo - “nunca mais”!

A Ucrânia e tudo o que por lá se passa, inquieta-nos a todos, faz-nos pensar, mas fará, agora mais que nunca, agradecer a um sector, tantas e tantas vezes injustiçado e que na generalidade e em países como o nosso, é o sector culpado de muita coisa. Culpado porque conta, porque denuncia, porque não faz parte dos sistemas menos claros e porque não compactua com certas manobras.

Os jornalistas e o jornalismo, deverão ser a expressão máxima da liberdade…

A Rússia empurra para fora os jornalistas, por querer omitir a verdade. Prende-os, fá-los desaparecer, agredi-os!

Em Portugal, há grandes profissionais do jornalismo, profissionais das reportagens, que arriscaram a vida, que arriscaram tudo, para dar informações ricas em detalhe de “texto”, em detalhes de imagem… foram para a guerra na Ucrânia, para dignificar a carteira profissional que têm.

O que tem isto a ver com a tauromaquia?

Tudo.

O contexto da tauromaquia não é de guerra mas os jornalistas ou pseudo-jornalistas da tauromaquia, envergonham a classe... Vivem num contexto muitas vezes de mentira. De incapacidades, de falta de isenção, de falta de respeito às carteiras profissionais (mas pouco), que afinal de contas, para mais não servem que para redondear um lobby que pretende fechar um ciclo encerrado em si mesmo, para que se possa controlar tudo, todos e na totalidade.

Têm praças, têm toureiros, fazem cartazes, publicidade a troco de cêntimos, opinião manipulada por evidente conflito de interesses, integração nas associações do sector, agora – excursões… isto é o jornalismo feito pelos oportunistas que de quando em vez surgem na tauromaquia, com o apoio de outros iguais, pares na estrutura suja, muito suja. Mas pior, falta de verdade e privilégio na obtenção da informação, atropelando as regras básicas do jornalismo, mais ainda, atropelando a dignidade dos jornalistas na verdadeira e mais completa acepção da palavra.

'Como não colocaste o meu toureiro na temporada, dás-me o exclusivo do lançamento dos cartéis...' - É disto e nisto que estamos!

Choro pelo que perdi mas também valorizo o agora tenho… a dignidade que eu, os profissionais deste site e este site, nunca perderão!

Sou, somos livres!

Também tenho força que baste para ir contra o sistema. É uma promessa!


Editorial - Fevereiro - A competição tem sido cá fora…

Editorial - Fevereiro - A competição tem sido cá fora…

  •  2022-02-20
  • Por: Solange Pinto

A competição é sem lugar a qualquer dúvida, um dos factores que maior interesse pode suscitar por entre os aficionados.

Na e com a arte, não se deveria competir, mas a verdade, é que numa arena, a vontade de “um” se proclamar triunfador em detrimento de outro, faz ou deveria fazer crescer a qualidade exibida, fazer cuidar a preparação prévia ao espectáculo e sobretudo, superar e tornar efectivas as tentativas de improviso face às características que o oponente apresenta, diga-se, o toiro e suas nuances irrepetíveis…

Mas nem sempre assim é… e porquê?

Vamos aos motivos.

O triunfo, agora e de há uns anos para cá, não vale na sua maioria dos casos, repetição no tauródromo onde se alcança sucesso; não significa mais contratações e mesmo, não é sinónimo de conta bancária recheada.

Posto isto, o que sim vale, é a quantidade de praças que os apoderados têm, as alianças que os ditos gestores têm e mais ainda, as trocas que a sua capacidade negocial é capaz de fazer.

Assim sendo, certo é que um toureiro, tem que triunfar em dobro, em triplo ou mesmo em quádruplo para que seja notado, mas, tem que triunfar elevado ao expoente máximo e repetidamente para que, se o seu apoderado não tiver praças de touros o consiga incluir nos elencos diversos…

Resultado final: a competição é afinal de contas e em abono da verdade, feita cá fora. Fora da arena, fora da presença do toiro, fora do olhar do público, mas ainda assim, demasiado às claras para que algum de nós, não possa reparar…

Elevam-se os valores “oferecidos” pelas concessões dos palcos, para que se ganhe “sem espinhas” e assim afastar os “inimigos”… A competição, convençam-se, é cá fora… longe do perigo de queda de um cavalo e colhida…

A par com tudo isto, vale também ter bons relacionamentos com as figuras, que, assim sempre poderão mover influência no sentido de colocar o toureiro “A” ou “B” em determinado cartel e agora ainda também, vale ser pupilo, para que o Mestre o coloque consigo num cartel…

Demasiados factores externos que empurram o triunfo para fora da arena…

Qualquer dia e se não abrimos a pestana, corremos mesmo o risco, da parte mais interessante de uma temporada, ser o defeso, onde se discute quem tem o quê.

Dou um exemplo positivo que contraria tudo isto, e um negativo, que infelizmente corrobora o que escrevi atrás.

O positivo: Salgueiro da Costa encerra-se com seis touros, em Vila Franca. Justo, mais que justo perante a temporada de êxito que protagonizou. Mérito do verdadeiro, do legítimo e protagonismo mais que justificado.

O negativo: Ana Rita, não sei mais que poderá fazer, para que se inclua nas grandes feiras em Espanha e nos grandes cartéis, em Portugal.

De uma vez por todas, espera-se que a temporada se possa fazer, na arena, de frente ao toiro, com o risco e a genialidade dos toureiros a funcionar. Se puder ser com arte, tanto melhor…

Que a temporada não se volte a fazer cá fora, com triunfos inventados, insuflados ou camuflados. Que os triunfos não sejam só aqueles que se escrevem, mas sim aqueles que o público sente de verdade… Triunfar com o público a sair da praça para ir jantar, não é triunfo...!

 

 

 


Editorial de Janeiro - A maçã com bicho!

Editorial de Janeiro - A maçã com bicho!

  •  2022-01-11
  • Por: Solange Pinto

Há qualquer coisa aqui no burgo, que não está bem… Essa ‘qualquer coisa’, simples de ver, é afinal de contas, uma paz podre entre os empresários…

Parece haver petróleo pelos lados do Montijo e Figueira da Foz, mas pior que os valores inflacionados, são mesmo as conclusões que de tudo isto se podem retirar.

A primeira de todas elas, é que afinal, se os valores em jeito de ‘base de licitação’ atraem empresários, a tauromaquia é um negócio muito mais rentável do que os empresários defendem ser… No entanto e em contas rápidas de fazer, percebe-se que com a escassez de patrocínios na tauromaquia, tudo o que gera dinheiro, é única e exclusivamente a bilheteira e essa, fabrica tanto dinheiro assim, a ponto de tornar tudo isto um negócio rentável?

Ou afinal de contas este negócio é para alguns dos eventuais interessados um eficaz mas discreto “detergente”?

Também pode ser e numa segunda análise mais “idiota”, apenas e só uma forma de certos agentes se afirmarem neste mundo, por ser o único que lhes deu “cova” de forma a existirem socialmente.

Mais conclusões de tudo isto.

Para que existe a APET? Não era suposto haver uma concertação entre os seus associados?

Não era suposto, que afinassem todos, pelas mesmas estratégias de forma a defender um bem maior?

É que noutras matérias, já percebemos que os jogos paralelos e as acções individuais são as que imperam.

E a haver interessados (que sabemos que os há…) em gerir nestes moldes as praças da Figueira e Montijo, quem serão os prejudicados no futuro? Toureiros, ganadeiros e claro está, todas as restantes peças incluídas na promoção de um espectáculo.

Mas calma. Há mais prejudicados. Em abstracto, ou não, os aficionados acabarão também e de forma muito discreta, por pagar caro a factura… Os bilhetes subirão, a qualidade descerá ou pelo menos, resultará viciada (disto falaremos muito em breve).

E a Covid-19 e suas condicionantes? Já passou? É que até aqui pediram-se descontinhos aos diversos intervenientes dos espectáculos.

Feitas as contas, no Montijo, a renda do imóvel afecta a cada espectáculo ronda os 10.000 euros.

Na Figueira, aproximadamente o mesmo valor.

As perguntas que se impõem são: a quem interessam estes valores? Os concursos da Figueira e Montijo já foram elaborados desta forma para que se afastassem outros interessados e se favorecessem alguns…? Quem vai perder no futuro?

Enfim, arriscaria em dizer que perdem todos, numa tauromaquia que se pode bem comparar a uma maçã com bicho e apenas duas soluções: ou se corta a parte do bicho e área circundante e se aproveita a maçã sã, ou a maçã apodrecerá na sua totalidade e rapidamente.


Editorial Dezembro - Feliz Natal...

Editorial Dezembro - Feliz Natal...

  •  2021-12-24
  • Por: Solange Pinto

O TouroeOuro não faz aquela que é a única paragem do ano!
São pouco mais que 24 horas de inércia, em que nada se escreve, nada se opina, mas em que todos os desejos se renovam, numa comemoração absoluta do Nascimento de Jesus...

A passada semana, terá ficado marcada pelas acções solidárias, pela capacidade de olhar para o "outro" de forma altruísta ainda que e infelizmente, isso aconteça em muitos casos, apenas uma vez ao ano.

A Tauromaquia existe nas quatro estações do ano, nos diferentes cantos do mundo onde ainda é uma realidade e nós, cá vamos dando eco disso mesmo, numa globalidade de acções e sentimentos que se pretende Universal, o sentimento e afición a uma Festa Brava, venha ela de onde vier, com a sua multiplicidade de idiomas, tradições e nuances.

O que também é universal, embora a palavra seja tão portuguesa, é a saudade dos que partiram. Desde há dois anos, a viver o flagelo da pandemia por Covid-19, muitos são os que partiram precocemente.
Deveriam cá estar, isso é uma certeza!

O que peço, pedimos aqui no TouroeOuro, são desejos simples e ao alcance de todos nós: que nunca nos falte a verdade, que nunca ninguém nos silencie e que tenhamos todos, a capacidade de entender o "outro" e de argumentar e validar distintas opiniões sobre uma mesma temática.

No dia em que chegarem os Reis Magos, anseia-se que tragam na bagagem: amor, paz e sobretudo, muita saúde.

Hoje, que a Festa se faça não a uma mesa recheada de alimentos, mas com o necessário, o que realmente é estritamente necessário e que a verdadeira Festa, aconteça, dentro de cada um de nós.

Feliz Natal para todos, sem excepção!


Editorial - Novembro - Já nada será igual!

Editorial - Novembro - Já nada será igual!

  •  2021-11-11
  • Por: Solange Pinto

Pese embora o meu desejo de que todos os editoriais sejam publicados ao dia 10 de cada mês, a verdade é que, por uma boa evocação, adiei este escrito precisamente para hoje, dia de São Martinho...

Tradicionalmente, nesta altura do ano, o TouroeOuro está já "preocupado" em dar à estampa, artigos de opinião, comentando a temporada ora terminada... Uma espécie de balanços das mais diversas áreas da tauromaquia, não se esquivando (jamais...), a dissertar sobre quem se destacou positivamente ou até mesmo, se caso disso for, quem desampontou...

Estão a caminho, aguardem!

A opinião, continua, no mundo dos touros, a ser mal vista e bem paga (bem, vejamos... troquitos). Bem sei que esta afirmação é politicamente incorrecta, mas sabemos todos que é mais que verdadeira. Diz-me quanto pagas e logo se vê o tamanho do teu triunfo. Triunfas à força e isso, mesmo que não mude a tua carreira, eleva-te o ego, tantas e tantas vezes empobrecido de valor ou competência.

Se não se entra no "esquema", podemos tão-só dar-nos mal e aí, começa a verdadeira "tourada".
Hoje em dia, na tauromaquia, criticar, pode mesmo ser tarefa para afoitos e para todos aqueles que queiram ir a uma corrida de touros, com o "coração nas mãos", mas, com a emoção à flor da pele. Afinal de contas, em muitos dos espectáculos, parece ser esta a única sensação forte...

A tauromaquia, vive e é preciso encarar isto, num gueto, do qual ninguém quer sair.

Vamos à corrida à Varzea de Cima e todos, mas mesmo todos triunfaram gloriosamente. Esta é a melhor critica e aquela, que vale o passaporte para a Festa de fim de temporada, a tal, onde se pode levar o troféu para casa e APARECER nas fotos de um jet set completamente bacoco.

De quando em vez, aparecem loiras jeitosas com fotogenia evidente e que, se autoconvecem que "nisto", até é fácil brilhar. Segredo: barreiras duas temporadas seguidas e passaporte para o tal mundo rosa, de uma 'prensa del corazón' vista por uma meia dúzia de pessoas.

De tudo isto vive a actual Golegã, longe do glamour de outros tempos... Das dinásticas presenças, das famílias ilustres, das coudelarias afamadas e das roupas adequadamente finas...

Longe vão os tempos, em que o cheiro a castanha assada se misturava com um abafado. Hoje é a económica imperial a rainha de tudo isto e para os mais chiques, o gin da moda.

Trocaram-se os entendidos em cavalos, para os reis da "feria", os beberolas da night...!

Os convívios à volta da casa da e na Golegã, onde sempre entrou mais um, dá agora lugar ao jantar no restaurante improvisado na tenda mais badalada, eventualmente e com sorte, ao som de uma flamencada...

A foto para publicação nos sites de fotogalerias, parece ser a grande motivação das maquilhagens elaboradas e dos chapéus que ainda trazem o cheirito a mofo fruto de um ano fechados nos armários!

Por ocasião da Feira Nacional do Cavalo, impossível esquecer, que já nada é como era e que já nem o meu amigo João Cortesão por lá passeia... As suas amigas freiras, onde tradicionalmente se instalava, sentirão a sua falta e comungarão de certeza do mesmo sentimento que eu... já nada será igual!

 


Editorial - Outubro - A bolha prestes a rebentar!

Editorial - Outubro - A bolha prestes a rebentar!

  •  2021-10-17
  • Por: Solange Pinto

A temporada vive as suas derradeiras jornadas e o defeso aproxima-se irremediavelmente…

A paragem para que a criação de toiros tenha a sua continuidade, é necessária, mas mais ainda, é premente que neste defeso, se façam reflexões importantes para a continuidade da espécie, mas sobretudo, para a continuidade do “objecto” que dá mote à existência do bravo, ou seja, os espectáculos taurinos nas suas mais amplas vertentes…

Nos últimos dias, voltou-se a levantar um novo obstáculo.
A alteração da idade mínima dos espectadores, agora insuflada para os 16 anos, é e não vale a pena repetir o mesmo de outros escritos de outros autores, uma falsa questão. Ou melhor, não é questão de fundo… são pequenotas pedras nos sapatos de todos nós, apenas e só para que nos distraiamos do que é realmente urgente.
Repensar se, as pedras nos sapatos são mais importantes que o facto dos ditos sapatos estarem literalmente rotos.

A metáfora serve apenas para dizer, que a tauromaquia está envolta num ‘tapa buracos’ constante, nunca se pensando, que afinal de contas, tudo o que precisamos é mesmo de uns sapatos novos.

A questão da idade aborrece a nível moral, mas não terá efeitos práticos numa Festa Brava, onde as machadadas no orgulho, foram tão maiores.

Ai e tal ganhámos o processo de Viana do Castelo. E a Póvoa…?!
E tantas outras que levam o mesmo caminho...

Mas as praças estão lá, firmes e hirtas à espera das decisões judiciais? Claro que não estão e isso sim, é preocupante.

E agora, preocupamo-nos com questões etárias, quando há outras tão maiores que já não têm resolução e outras, mais agigantadas ainda, que estão evidentemente na calha?

Já pensaram que esta da idade mínima é apenas a menor, de uma outra que está “cozinhada” e que nos pode “colocar nos olhos” um velcro?

Vamos lá deixar de branquear aquilo que nos pode verdadeiramente “matar” e dar valor e trabalhar no que urge que não seja ignorado.

Soluções? Há.
Uma das mais importantes, é tentar perceber o que falhou em palcos de visibilidade importantes e tratar de corrigir erros, de forma a que, “os de fora” não pensem que a tauromaquia está obsoleta.

Vamos lá trazer novidades às arenas, motivos de interesse e concertação na montagem de espetáculos e respectivos elencos.

Temos todos que sentir, que não toureiam só os que têm apoderados com praças, que não toureiam sempre os mesmos, num enjoo inevitável, em lides sem novidades, com os mesmos “números”, sempre guardados para os últimos toiros e achar que está tudo bem assim e que o público sente o apelo de ir ver sempre o mesmo. E a pagar “bem” por uma coisa que até já tinha visto "ontem"!

As praças têm que estar limpas, bonitas, sem pó, em espectáculos com ritmo.

Os cartéis têm de incluir competição e aliciantes. Novidades, “peleas”…

Os toiros, têm que ser toiros. Não nos podem dar a sensação de facilidade e total ausência de perigo.

A crítica tem que existir, sem ser comprada. Tem que poder contar o que foi bom, o que correu menos bem e não ter medo de andar na rua com medo de uns e outros.

Os órgãos de comunicação, têm de o ser, literalmente e cumprir aquilo a que estão obrigados.

Está na hora de respeitar e para que se seja respeitado, não inventar uma dúzia de triunfadores, quando na verdade houve sim e apenas, destaques importantes por entre um marasmo inequívoco.

É preciso mais classe. Marketing inovador.

É necessário profissionalismo e sair definitivamente de uma bolha que estás prestes a rebentar.

Talvez ainda haja tempo, mas…


Editorial - Setembro - - Se isto não é o lado romântico da Festa, então o que é...?

Editorial - Setembro - - Se isto não é o lado romântico da Festa, então o que é...?

  •  2021-09-13
  • Por: Solange Pinto

Num momento em que procuramos valores na tauromaquia, capazes de suportar afrontas diversas, por parte de anti-taurinos e mesmo, de alguns taurinos, concentremo-nos, num “bocadinho” de romantismo que ainda resiste…

Já lá iremos…

A Tauromaquia em Portugal, está definitivamente absorvida pelo toureio a cavalo e pelos rapazes das jaquetas de ramagens e nisso, não vem mal ao mundo. Ninguém tem que estar contra ninguém e podemos gostar e beber das duas artes, toureio a cavalo e a pé.

Contudo, nota-se e não digam que não, um certo sectarismo e divisão de tauromaquias e uns, parecem não estar com os outros, quando importante seria, complementarem-se.

Gosto de ser justa e por isso, terei de enaltecer a coragem de Luís Miguel Pombeiro ao promover uma corrida de oito toiros, todinha a pé. O cartel, mesmo com Finito de Córdoba (na sua formula original), era meio esquisitito, mas, a verdade é que o empresário, deu o passo em frente na promoção desta arte.

Mas, também é importante dizê-lo. Se fazemos algo, temos de fazer para ganhar. Não vale o ‘mais ou menos’, ou o ‘aquilo serve’, pois podemos arriscar a ter nas bancadas meia dúzia de pessoas e aí sim, colocar em causa uma série de outras coisas em causa…

Para que vale promover o toureio a pé, se não lhe dermos força?

Pois bem, percebemos todos que a não vinda de Finito à Tenta que serviu de apresentação do dito cartel lisboeta, não era bom presságio. A substituição por Román, pese embora o seu valor, não era equiparada em termos de ‘cartel’ e por isso, o Campo Pequeno ressentiu-se.

Voltemos ao toureio a pé e no importante e urgente que é apoiá-lo.

Hoje no Sobral, terça e quarta na Moita, depois Vila Franca.

Temos todos de ir aos toiros e alimentar a esperança, de que daqui a uns anos, não tenhamos apenas folclore do barato e tenhamos toureio do ‘caro’, do ‘fino’ e personagens capazes de alimentar com romantismo, tudo isto que agora tem demasiada escassez de tantos valores importantes.

Em Lisboa, na passada quinta-feira, estava José Trincheira. Mas estava também, um Homem que me fez cair a lágrima, o que acreditem, já não é fácil.

Manuel Jacinto, foi empresário, mas foi principalmente, toureiro de prata. Foi toureiro. Ponto!

Este Homem, andou de lado para lado, chamando a atenção de todos para que estava ali, na bancada, José Trincheira e que merecia um brinde da parte de algum dos matadores.

Passado algum tempo e tentativas, veio ter connosco para avisar que o brinde iria acontecer por parte de Dias Gomes e que captássemos o momento.

Entendem o que quero dizer? Manuel Jacinto, correu ‘seca e meca’ para dar protagonismo a outro toureiro. Não pediu nada para si ou para a sua vaidade pessoal. Se isto não é o lado romântico da Festa e o lado que quero ver dos Grandes Homens, então o que é?


Editorial - Agosto - A laranja inteira e a meia laranja!

Editorial - Agosto - A laranja inteira e a meia laranja!

  •  2021-08-10
  • Por: Solange Pinto

O mês de Agosto é e como todos os aficionados já sabem, um, se não mesmo, o mês mais taurino do ano.
Nunca este conceito foi tão verdadeiro, sobretudo, porque este Agosto, herdou espectáculos vindos de meses passados, ao tempo adiados, devido às restrições e imposições pandémicas.

Ficamos todos contentes, é certo, por termos a hipótese de retomar a actividade e voltar a abrir praças, que este ano ainda não tinham albergado espectáculos e algumas até, que no passado ano, nunca chegaram a anunciar o que quer que seja. No entanto, aconselha-se prudência...

Com a redução das lotações, para 50% ou menos, o que se tem vindo a verficar, é a repetição excessiva dos elencos e ausência, na grande maioria dos cartéis, do factor novidade.

Houve regozijo e eu própria o relatei em crónica, pelo facto do Campo Pequeno ter registado um ambiente à antiga, mas, também o terei de dizer, que face ao "perigo de morte" que páira sobre as suas torres, a verdade é que não esgotou, quando era exactamente isso e não menos, o que se impunha.

O cartel tinha os seus atractivos, mas os sucessivos adiamentos não ajudaram, bem como um fait diver desnecessário pelo mundo cibernauta. Contudo e ainda assim, falamos de uma mísera metade de laranja, quando se diz à boca cheia por aí, que a laranja pode apodrecer a qualquer momento...

Afinal em que ficamos? Será que o público aguentará uma temporada baseada em intensidade no mês de Agosto?

Será que o público está a ver interesse ou falta dele nos cartéis?

E Alcochete? Esgotou? Ou nem por isso? Estranho que a data forte desta praça, com o seu célebre concurso de ganadarias, não tenha colocado o cartaz de 'no hay billetes' numa praça minúscula.

Estará o público fartinho de por ali ver o mesmo toureiro, por três vezes só nesta temporada? 

Bem sabemos que os cartéis estão reféns dos apoderados que gerem praças e vice-versa, mas... qualquer dia, em vez da laranja, o público, o pagante, o que verdadeiramente alimenta tudo isto, apenas come uma clementina e fica satisfeito e até enjoado. Quero com isto dizer, que o pessoal que mete a cabeça na bilheteira, é tudo menos parvo.

Está na altura, de dosearmos a vinda dos espanhóis a Portugal. Queremo-los, mas não em vindas repetidas e a qualquer preço. Adoramos que venham. E sim, podem fazer campanha, desde que isso, traga algum benefício à nossa tauromaquia. 

Se um matador vem e se se concluir que tem interesse que venha, então que venha e leve "à boleia" um dos nossos matadores, para que se deixem ver...

Cuidado com os que querem mandar nisto. Cuidado com a forma como conduzem a Festa. Cuidado com a forma como se difunde a tauromaquia. 

A bolha em forma de laranja, está cada vez mais pequenina. As empresas continuam a pular as regras no que concerne à imprensa. Continuam também aqui a cometer erros básicos de querer calar a boca a uns, "aceitando" apenas os que não têm opinião.

Que se cuidem, aproveitem o Agosto e vão aos toiros. Apesar de tudo, continuo a acreditar que quando cairem as laranjas podres, novas nascerão e com gomos mais docinhos. 


Editorial - Julho - Até os papagaios se cansam

Editorial - Julho - Até os papagaios se cansam

  •  2021-07-11
  • Por: Solange Pinto

Vivemos uma temporada todavia pior que a anterior. Mas é importante pensar e repensar estratégias.

O disco, o meu, e o de mais um ou dois colegas, parece estar riscado, o que faz de nós papagaios, a quem se acha piada, mete-se na gaiola e espera-se que se calem…

Pois é, mas a repetição das ‘maleitas’ da tauromaquia, é importante.

As críticas deverão ser aproveitadas positivamente e não ser encaradas como ‘mais do mesmo’ e ‘deixem que falem’.

Urge aliás, perceber onde tudo isto vai parar.

Já o disseram outros e eu, corroboro. Cartéis repetitivos, sem qualidade não pelos nomes mas pelas miscelâneas que não se entendem e sobretudo, datas inventadas, numa época que não permite passos em falso.

Vejamos o resultado de Olivenza. Uma corrida só porque sim, numa data que não corresponde a nenhuma feira e na bancada, não se esgotou o papel, num elenco que à partida daria garantias de ficar gente na rua.

Por cá, as coisas estão ainda mais complicadas. Além das datas inventadas e da sobrecarga evidente de corridas para o futuro, algumas delas numa altura sem razão de ser, eis que olhamos para os cartéis, e tentamos imaginar os motivos que levarão o aficionado a comprar um bilhete.

Ultrapassada a questão, fantasiamos ainda, se chegaremos ao dia e se, o espectáculo se realizará e ainda, a realizar-se, se é necessário teste, se é necessário certificado de vacinação ou, em caso de não haver espectáculo, se iremos emoldurar o bilhete para mais tarde recordar por não ter havido lugar a devolução, nem a explicações que devolvam a confiança aos aficionados.

Mais. Actualmente, teremos ainda de equacionar, se chegaremos a tempo a corridas que se anunciam em dias de semana (por exemplo sextas-feiras), às 21 horas e algumas ainda antes.

Perguntarão, que culpas no cartório terão os empresários e porque raio, estarei eu sempre a bombardear com estes temas que afinal de contas e aparentemente, não são culpa de ninguém e sim, de uma pandemia que ninguém ousava sequer imaginar que um dia surgiria.

Pois é, mas os aficionados, esses ‘pobres coitados’ que compram bilhetes e movem a economia tauromáquica, devem exigir respeito e devem sobretudo, ser mimados, com esclarecimentos constantes, de procedimentos em vigor, inibições ou restrições, condições de acesso ao espectáculo “a”, “b” ou “c”.

A APET, como entidade aglutinadora do sector empresarial tauromáquico, tem definitivamente de delinear uma estratégia, de forma a cuidar os cacos que ainda se podem colar. A emissão de um boletim semanal, por exemplo, com as condições de acesso ao espectáculo da localidade “y”, seria uma mais-valia, bem como, o aviso de que essa corrida, está ou não de pé, para que os aficionados se possam organizar.

A credibilidade do sector, terá de ser notória e real, para que não se façam contas de cabeça… Ah pois é. Já alguém pensou, que a bilheteira de Santarém, ESGOTADA para uma corrida e muito bem vendida para outra, estará a render qualquer coisinha. Pois, porque suponho que o valor em causa, não esteja guardado num qualquer armário de casa do pessoal que organiza o evento. Mas entretanto, o “Joaquim dos Anzóis”, quer o dinheirinho de volta, quiçá para ir a outra corrida que eventualmente possa haver, e não tem.

Esta não é a tauromaquia a que nos habituamos no passado.

A pandemia não justifica tudo.

A solução terá de estar baseada em poucas premissas: qualidade e competitividade dos elencos, datas ‘cumbre’ e seriedade, com uma boa estratégia de comunicação.

Por enquanto, vejo pouco destas premissas, numa tauromaquia em que cada um rema para seu lado, apenas na tentativa que o barco esteja a boiar e não com o objectivo maior que o barco chegue afinal a um destino.

Não basta queixarmo-nos de descriminação, não basta insultar o governo, exige-se uma liderança eficaz… Liderança de quê? De tudo, porque já percebemos que temos uma Protóiro que para esse papel, não serve.

Acordem de depressa, caso contrário, qualquer dia, nem os papagaios perderão tempo a palrar o que quer que seja…


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