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Editorial - Setembro - - Se isto não é o lado romântico da Festa, então o que é...?

Editorial - Setembro - - Se isto não é o lado romântico da Festa, então o que é...?

  •  2021-09-13
  • Por: Solange Pinto

Num momento em que procuramos valores na tauromaquia, capazes de suportar afrontas diversas, por parte de anti-taurinos e mesmo, de alguns taurinos, concentremo-nos, num “bocadinho” de romantismo que ainda resiste…

Já lá iremos…

A Tauromaquia em Portugal, está definitivamente absorvida pelo toureio a cavalo e pelos rapazes das jaquetas de ramagens e nisso, não vem mal ao mundo. Ninguém tem que estar contra ninguém e podemos gostar e beber das duas artes, toureio a cavalo e a pé.

Contudo, nota-se e não digam que não, um certo sectarismo e divisão de tauromaquias e uns, parecem não estar com os outros, quando importante seria, complementarem-se.

Gosto de ser justa e por isso, terei de enaltecer a coragem de Luís Miguel Pombeiro ao promover uma corrida de oito toiros, todinha a pé. O cartel, mesmo com Finito de Córdoba (na sua formula original), era meio esquisitito, mas, a verdade é que o empresário, deu o passo em frente na promoção desta arte.

Mas, também é importante dizê-lo. Se fazemos algo, temos de fazer para ganhar. Não vale o ‘mais ou menos’, ou o ‘aquilo serve’, pois podemos arriscar a ter nas bancadas meia dúzia de pessoas e aí sim, colocar em causa uma série de outras coisas em causa…

Para que vale promover o toureio a pé, se não lhe dermos força?

Pois bem, percebemos todos que a não vinda de Finito à Tenta que serviu de apresentação do dito cartel lisboeta, não era bom presságio. A substituição por Román, pese embora o seu valor, não era equiparada em termos de ‘cartel’ e por isso, o Campo Pequeno ressentiu-se.

Voltemos ao toureio a pé e no importante e urgente que é apoiá-lo.

Hoje no Sobral, terça e quarta na Moita, depois Vila Franca.

Temos todos de ir aos toiros e alimentar a esperança, de que daqui a uns anos, não tenhamos apenas folclore do barato e tenhamos toureio do ‘caro’, do ‘fino’ e personagens capazes de alimentar com romantismo, tudo isto que agora tem demasiada escassez de tantos valores importantes.

Em Lisboa, na passada quinta-feira, estava José Trincheira. Mas estava também, um Homem que me fez cair a lágrima, o que acreditem, já não é fácil.

Manuel Jacinto, foi empresário, mas foi principalmente, toureiro de prata. Foi toureiro. Ponto!

Este Homem, andou de lado para lado, chamando a atenção de todos para que estava ali, na bancada, José Trincheira e que merecia um brinde da parte de algum dos matadores.

Passado algum tempo e tentativas, veio ter connosco para avisar que o brinde iria acontecer por parte de Dias Gomes e que captássemos o momento.

Entendem o que quero dizer? Manuel Jacinto, correu ‘seca e meca’ para dar protagonismo a outro toureiro. Não pediu nada para si ou para a sua vaidade pessoal. Se isto não é o lado romântico da Festa e o lado que quero ver dos Grandes Homens, então o que é?


Editorial - Agosto - A laranja inteira e a meia laranja!

Editorial - Agosto - A laranja inteira e a meia laranja!

  •  2021-08-10
  • Por: Solange Pinto

O mês de Agosto é e como todos os aficionados já sabem, um, se não mesmo, o mês mais taurino do ano.
Nunca este conceito foi tão verdadeiro, sobretudo, porque este Agosto, herdou espectáculos vindos de meses passados, ao tempo adiados, devido às restrições e imposições pandémicas.

Ficamos todos contentes, é certo, por termos a hipótese de retomar a actividade e voltar a abrir praças, que este ano ainda não tinham albergado espectáculos e algumas até, que no passado ano, nunca chegaram a anunciar o que quer que seja. No entanto, aconselha-se prudência...

Com a redução das lotações, para 50% ou menos, o que se tem vindo a verficar, é a repetição excessiva dos elencos e ausência, na grande maioria dos cartéis, do factor novidade.

Houve regozijo e eu própria o relatei em crónica, pelo facto do Campo Pequeno ter registado um ambiente à antiga, mas, também o terei de dizer, que face ao "perigo de morte" que páira sobre as suas torres, a verdade é que não esgotou, quando era exactamente isso e não menos, o que se impunha.

O cartel tinha os seus atractivos, mas os sucessivos adiamentos não ajudaram, bem como um fait diver desnecessário pelo mundo cibernauta. Contudo e ainda assim, falamos de uma mísera metade de laranja, quando se diz à boca cheia por aí, que a laranja pode apodrecer a qualquer momento...

Afinal em que ficamos? Será que o público aguentará uma temporada baseada em intensidade no mês de Agosto?

Será que o público está a ver interesse ou falta dele nos cartéis?

E Alcochete? Esgotou? Ou nem por isso? Estranho que a data forte desta praça, com o seu célebre concurso de ganadarias, não tenha colocado o cartaz de 'no hay billetes' numa praça minúscula.

Estará o público fartinho de por ali ver o mesmo toureiro, por três vezes só nesta temporada? 

Bem sabemos que os cartéis estão reféns dos apoderados que gerem praças e vice-versa, mas... qualquer dia, em vez da laranja, o público, o pagante, o que verdadeiramente alimenta tudo isto, apenas come uma clementina e fica satisfeito e até enjoado. Quero com isto dizer, que o pessoal que mete a cabeça na bilheteira, é tudo menos parvo.

Está na altura, de dosearmos a vinda dos espanhóis a Portugal. Queremo-los, mas não em vindas repetidas e a qualquer preço. Adoramos que venham. E sim, podem fazer campanha, desde que isso, traga algum benefício à nossa tauromaquia. 

Se um matador vem e se se concluir que tem interesse que venha, então que venha e leve "à boleia" um dos nossos matadores, para que se deixem ver...

Cuidado com os que querem mandar nisto. Cuidado com a forma como conduzem a Festa. Cuidado com a forma como se difunde a tauromaquia. 

A bolha em forma de laranja, está cada vez mais pequenina. As empresas continuam a pular as regras no que concerne à imprensa. Continuam também aqui a cometer erros básicos de querer calar a boca a uns, "aceitando" apenas os que não têm opinião.

Que se cuidem, aproveitem o Agosto e vão aos toiros. Apesar de tudo, continuo a acreditar que quando cairem as laranjas podres, novas nascerão e com gomos mais docinhos. 


Editorial - Julho - Até os papagaios se cansam

Editorial - Julho - Até os papagaios se cansam

  •  2021-07-11
  • Por: Solange Pinto

Vivemos uma temporada todavia pior que a anterior. Mas é importante pensar e repensar estratégias.

O disco, o meu, e o de mais um ou dois colegas, parece estar riscado, o que faz de nós papagaios, a quem se acha piada, mete-se na gaiola e espera-se que se calem…

Pois é, mas a repetição das ‘maleitas’ da tauromaquia, é importante.

As críticas deverão ser aproveitadas positivamente e não ser encaradas como ‘mais do mesmo’ e ‘deixem que falem’.

Urge aliás, perceber onde tudo isto vai parar.

Já o disseram outros e eu, corroboro. Cartéis repetitivos, sem qualidade não pelos nomes mas pelas miscelâneas que não se entendem e sobretudo, datas inventadas, numa época que não permite passos em falso.

Vejamos o resultado de Olivenza. Uma corrida só porque sim, numa data que não corresponde a nenhuma feira e na bancada, não se esgotou o papel, num elenco que à partida daria garantias de ficar gente na rua.

Por cá, as coisas estão ainda mais complicadas. Além das datas inventadas e da sobrecarga evidente de corridas para o futuro, algumas delas numa altura sem razão de ser, eis que olhamos para os cartéis, e tentamos imaginar os motivos que levarão o aficionado a comprar um bilhete.

Ultrapassada a questão, fantasiamos ainda, se chegaremos ao dia e se, o espectáculo se realizará e ainda, a realizar-se, se é necessário teste, se é necessário certificado de vacinação ou, em caso de não haver espectáculo, se iremos emoldurar o bilhete para mais tarde recordar por não ter havido lugar a devolução, nem a explicações que devolvam a confiança aos aficionados.

Mais. Actualmente, teremos ainda de equacionar, se chegaremos a tempo a corridas que se anunciam em dias de semana (por exemplo sextas-feiras), às 21 horas e algumas ainda antes.

Perguntarão, que culpas no cartório terão os empresários e porque raio, estarei eu sempre a bombardear com estes temas que afinal de contas e aparentemente, não são culpa de ninguém e sim, de uma pandemia que ninguém ousava sequer imaginar que um dia surgiria.

Pois é, mas os aficionados, esses ‘pobres coitados’ que compram bilhetes e movem a economia tauromáquica, devem exigir respeito e devem sobretudo, ser mimados, com esclarecimentos constantes, de procedimentos em vigor, inibições ou restrições, condições de acesso ao espectáculo “a”, “b” ou “c”.

A APET, como entidade aglutinadora do sector empresarial tauromáquico, tem definitivamente de delinear uma estratégia, de forma a cuidar os cacos que ainda se podem colar. A emissão de um boletim semanal, por exemplo, com as condições de acesso ao espectáculo da localidade “y”, seria uma mais-valia, bem como, o aviso de que essa corrida, está ou não de pé, para que os aficionados se possam organizar.

A credibilidade do sector, terá de ser notória e real, para que não se façam contas de cabeça… Ah pois é. Já alguém pensou, que a bilheteira de Santarém, ESGOTADA para uma corrida e muito bem vendida para outra, estará a render qualquer coisinha. Pois, porque suponho que o valor em causa, não esteja guardado num qualquer armário de casa do pessoal que organiza o evento. Mas entretanto, o “Joaquim dos Anzóis”, quer o dinheirinho de volta, quiçá para ir a outra corrida que eventualmente possa haver, e não tem.

Esta não é a tauromaquia a que nos habituamos no passado.

A pandemia não justifica tudo.

A solução terá de estar baseada em poucas premissas: qualidade e competitividade dos elencos, datas ‘cumbre’ e seriedade, com uma boa estratégia de comunicação.

Por enquanto, vejo pouco destas premissas, numa tauromaquia em que cada um rema para seu lado, apenas na tentativa que o barco esteja a boiar e não com o objectivo maior que o barco chegue afinal a um destino.

Não basta queixarmo-nos de descriminação, não basta insultar o governo, exige-se uma liderança eficaz… Liderança de quê? De tudo, porque já percebemos que temos uma Protóiro que para esse papel, não serve.

Acordem de depressa, caso contrário, qualquer dia, nem os papagaios perderão tempo a palrar o que quer que seja…


Editorial - Junho - '10 Anos de uma estranha forma de vida'

Editorial - Junho - '10 Anos de uma estranha forma de vida'

  •  2021-06-10
  • Por: Solange Pinto

Impossível começar este editorial de aniversário, sem me recordar de quem esteve e está ao nosso lado.

Aos meus pais e aos pais do João Dinis, o meu mais sincero obrigado, por estarem sempre numa retaguarda que constitui, nas alegrias, nos triunfos, mas também nas preocupações e dias menos felizes, o nosso maior amparo.

Estar ao lado desta aventura, com a vida ‘estranha’ que escolhemos, é a maior prova de amor que podemos ter.

Agradecemos a todos os colaboradores. Os que estão, os que estiveram e se estiveram foi porque ao tempo foram importantes e sobretudo, agradecemos aos visitantes, fiéis, sim, muito fiéis e que nunca nos deixaram ao longo destes tempos.

Agradecemos também, àqueles que fazendo parte da nossa concorrência, nos foram espevitando e dando força para sermos cada vez, melhores. Continuo a ser capaz, de perdoar. Longe vãos as guerrilhas impulsionadas por opiniões divergentes, como por exemplo com o João Cortesão, que adoro de verdade ou, Miguel Alvarenga (temos de ir beber um copo ao Hard Rock, novamente…), por quem nutro uma admiração pública, pese embora possa discordar das suas opiniões.

Os Homens, por radicais que sejam, quando são de bem, perdoamos-lhes os defeitos, ficamos com as virtudes e a amizade, prevalecerá sempre.

Ao Hugo Calado, um beijo do tamanho do mundo. A dita concorrência, jamais superou a amizade que nos une, para sempre… saudades tuas e dos creio que centenas de jantares a seguir às corridas.

Ao nosso “anjo da guarda”, amigo oculto por sua expressa vontade, muito obrigado, nunca esquecerei o impulso a todos os níveis.

A todos os outros amigos, os taurinos que estiveram connosco nos momentos ‘cumbre’, aos não taurinos, por sentirem a falta da nossa presença, a todos os que têm a coragem de dizer que gostam de nós, bem-haja!

Somos diferentes, sim, somos e gostamos de ser assim.

A nossa irreverência, já nos fez passar momentos desagradáveis. Mas desistimos? Óbvio que não. Deitamos a cabeça na almofada e no dia seguinte, acordamos com a força redobrada. Será assim, sempre!

A esses, os que fisicamente ou com jogos de bastidores tentaram silenciar-nos apenas podemos aconselhar a que não percam tempo.

O TouroeOuro, apenas acabará no dia em que não houver tauromaquia!

Hoje, é também inevitável, recordar o dia-primeiro, do TouroeOuro.

Viemos para fazer diferente e diferentes, continuamos. Se somos rebeldes? Sim, somos e isso, como sabem, não agrada a gregos e troianos mas, ao longo destes 3650 dias em que não descansámos um dia que seja, agradámos a muitos, a tantos, que fomos, sempre e na nossa existência, os líderes de uma informação taurina.

Revolucionámos e daqui a pouco, às ‘cinco en punto de la tarde’, cumprem-se 10 anos desde que contámos e pela primeira vez no mundo inteiro, as incidências de uma corrida, em tempo real, com texto e imagens. A partir deste momento, fizemos história!

Estávamos em Santarém, Dia de Portugal. A Monumental Celestino Graça e o seu empresário João Pedro Bolota, receberam-nos de braços abertos (obrigado João Pedro, por tudo…) para que pudéssemos iniciar o nosso querido projecto.

Acompanhámos o sorteio, o ambiente e todas as incidências de um espectáculo, que juntou na arena Moura, Ventura e Tomás Pinto.

Praça cheia e muitos não vieram, mas estiveram em Santarém pelo veículo de informação que foi o TouroeOuro.

Que brutal mudança de há dez anos a esta parte. O mundo taurino vive momentos conturbados, de incerteza, de injustiça e até, perdoem-me, de alguma incompetência… Temos de ser assertivos, com passos cirúrgicos, concertados e estratégicos.

Pois, é que nós aqui temos opinião e valor para aguentar com a repercussão dessa opinião, seguida pelos generalistas.

Hoje, estaremos em Santarém, porque não poderia ser de outra forma.

Por muito que duvidem (e a mim dá-me igual, porque sei quem sou), estamos e somos tauromaquia, mas tauromaquia da boa, sem cor política, sem aproveitamentos, sem segundas intenções.

O TouroeOuro e a sua estranha forma de vida, aqui estarão, seguramente, por mais dez anos…


Editorial - Maio - Podemos também triunfar nós e sem mentiras

Editorial - Maio - Podemos também triunfar nós e sem mentiras

  •  2021-05-10
  • Por: Solange Pinto

Vivemos tempos de ansiedade. Eu, pelo menos, sinto assim…

O plano de vacinação…

O Campo Pequeno que nunca mais abre portas…

E o Sporting? Bolas, está difícil, mas tudo parece encaminhar-se e daqui a pouco já saberemos se chegou, finalmente a hora do rugido do ‘nosso’ leão… Não sei se devo dizer que sou do Sporting, mas também estou-me ‘barimbando’ para isso. Sempre disse o que me apetecia, o que me ia na alma e sobretudo a verdade…

Semanas ‘tontas’ estas no que à informação concerne. O surto em Odemira dominou. A questão do Zmar a parecer uma novela de terror, mas… e até, imagine-se, um foguetão a ponto de ‘despencar’ nas nossas cabeças.

A coisa boa de tudo isto, é que estou, de férias!

Sim, porque eu tiro férias para ir aos touros. Também, diga-se a verdade, não tinha outra solução se quis acompanhar o arranque da temporada em Portugal e não tinha outra solução, porque as corridas não foram em horários compatíveis para quem trabalha.

A ansiedade que falei lá atrás, pelos vistos foi a mesma com que as gentes dos toiros, estavam (Em quatro, esgotou-se uma!). Ânsia de organizar festejos, mesmo com o impeditivo da hora, versus, dias de semana.

Menos mal que assim renovam-se as minhas esperanças de que a Feira Taurina da Moita, em Setembro, volte a ser à tarde, pois, foi alterado o seu horário original pelo facto das pessoas trabalharem de semana e isso, poderia, numa teoria inicial, influenciar na afluência às bilheteiras.

O TouroeOuro nunca abrandou o ritmo, mas, na verdade, voltou ao terreno (que é como quem diz, aos espectáculos), com a sua máxima força.

Sempre estivemos, mas esta temporada, estamos mais que nunca, decididos a colocar os pontos nos is no que ao rigor e verdade concerne.

Isto aqui, não há triunfos gloriosos se não os forem, nem mesmo, esperanças garantidas, se tudo não passar de um flop. Aqui, não dizemos o que os intervenientes querem ler.

Mas, aos intervenientes dizemos. Não se ralem, do triunfo ou petardo, não depende a contratação. Mantenham sim os apoderados com praças, alimentem as trocas e assim, não passarão mal.

Adiante!

Daqui por um mês, estamos de parabéns pelo cumprimento do nosso décimo aniversário.

Já vimos tantas coisas. Tantos que nos queriam aniquilar, e… aniquilaram-se.

Tantos que nos quiseram, imagine-se, até calar, mas calaram-se… outros chegaram-se, outros ainda (ups, cala-te boca…), mas uma coisa é certa, estamos de ‘pedra e cal’.

Estamos, ficaremos e somos felizes, animados e sobretudo, convictos.

Os nossos números, que em breve revelaremos, falarão por si. Mas adianto-vos, que o nosso site, extrapola em muito, a visita semanal do empresário que se quer ver de charuto na boca a ‘mandar nisto tudo’, ou, transcende a visita do ‘novo rico’ que só compra barreiras para dizer aos outros que ‘estou podendo’…  e ultrapassa mesmo, a visita do apoderado, para confirmar se o seu ‘patrocínio’ deu resultado na análise da crónica.

O TouroeOuro, é neste momento uma referência e não somos nós que dizemos.

Dou como exemplo a questão relatada por nós, do pó em Vila Franca e Salvaterra. O tema ficou ‘viral’ e no centro da discussão.

Não importa se foram os artistas a não querer regar a arena, não importa se foram os empresários… O que importa, é que cuidem este e outros aspectos. Calhando e a continuar assim, teremos mesmo que adoptar o estilo ganga velha, t-shirt e ténnis.

Bem, por hoje é quase tudo.

Quero, agradecer aqui a todos quantos nos enviaram mensagens, apoiando o conteúdo das reportagens de Reguengos, Vila Franca e Salvaterra. Dizem ter lido a verdade e isso a nós, basta-nos para sermos felizes, afinal de contas, podemos também triunfar nós e sem mentiras.


Editorial - Maio - TouroeOuro vetado pela ‘Toiros e Tauromaquia’ no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Editorial - Maio - TouroeOuro vetado pela ‘Toiros e Tauromaquia’ no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

  •  2021-05-04

Não que seja dado novo, não que o tema não seja sobejamente conhecido, não que os ataques ao direito de informar não sejam repudiados aos olhos dos cidadãos que se dizem de bem, mas, a triste realidade, conta que os ataques e bloqueios ao direito de informar, ainda existem, mesmo nos dias de hoje…

Os ataques à liberdade de imprensa, são tema novamente em voga, desde que José Sócrates quis ‘comprar’ órgãos de comunicação com o forte objectivo de os ‘silenciar’ ou, agora mais recentemente, com a comprovada ‘agressão’ de Pedro Pinho, nos anexos do Estádio do Moreirense, a um jornalista da TVI…

Todos condenam, todos dizem estar contra, mas muitos caem ainda na asneira de o fazer, ou seja, de atentar contra a Liberdade de Imprensa, um direito adquirido e assumido por um Estado de Direito e Democrata.

Ironia do destino, a empresa de Toiros e Tauromaquia, de Margarida e António Cardoso, voltou a incorrer neste delito. Fazem-no deliberadamente. Intencionalmente. De forma tão injustificada, quanto cobarde e ignorante. Sim, porque prefiro pensar que são ignorantes, do que pensar que o fazem usando o argumento… qual argumento? Nem sei o que os poderá mover contra um órgão de comunicação, que ‘apenas’ paga impostos, que ‘apenas’ difunde a tauromaquia com rigor e verdade, que ‘apenas’ noticia, que apenas relata factos, mas que apenas não dá publicidade, porque a venda como forma de subsistência da sua actividade.

Para que conste, no passado dia 24 de Abril, o TouroeOuro, solicitou à referida empresa, credenciais para cobertura jornalística. Fizemo-lo pelo interesse que vimos no facto de ser o primeiro espectáculo tauromáquico em Portugal, fizemo-lo, porque a Praça de Touros José Mestre Batista, é um ícone da tauromaquia portuguesa e fizemo-lo sobretudo, dentro das normas e cumprindo todas as regras estipuladas. O mail, este que transcrevemos: ‘Vem o TouroeOuro.com, órgão de informação especializado em tauromaquia, registado na Entidade Reguladora para a Comunicação com o n.º 126716,  por esta via solicitar à empresa Toiros e Tauromaquia, promotora do evento de dia 03 de Maio, na Praça de Touros de Reguengos de Monsaraz, acreditação jornalística para os seguintes jornalistas:Redactora – Solange Pinto (Carteira Profissional – ****),Fotógrafo (senha de trincheira ou equiparado) – João Dinis (Carteira Profissional – ****)Agradecemos desde já a confirmação da nossa solicitação, pela mesma via, podendo no entanto o TouroeOuro, a exemplo do que acontece com outras empresas tomar uma não resposta, como a confirmação à nossa solicitação.’, não teve qualquer resposta.

À chegada a Reguengos, deslocamo-nos à bilheteira para recolha das referidas credenciais. No lugar das ditas cujas, estava um envelope, com duas barreiras e o custo a pagar de 50 euros, calcula-se, custo das referidas entradas.

Deixamo-las lá ficar, porque, como se poderá ler no mail atrás transcrito, o que fizemos, não foi uma reserva ou tentativa de aquisição de bilhetes, foi sim um pedido de credencial, direito que assiste a um órgão de comunicação para cobertura de espectáculo público.

Pese embora tudo isto e antevendo as reacções demasiados previsíveis dos ‘meninos’ dos touros (destes em concreto), o TouroeOuro tinha já previamente adquirido duas barreiras, como a empresária, por motivos que ela sabe contar quais são, se viria a aperceber.

O TouroeOuro, jamais viraria costas ao compromisso assumido com os seus visitantes, jamais viraria costas, ao dever de informar, mesmo que, constantemente sofra pressões no sentido inverso.

Contamos tudo isto, não para nos vangloriarmos que fizemos ‘caridade’ com a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos ou com a empresa promotora do evento, mas, para lamentarmos publicamente, que a tauromaquia portuguesa, esteja no limiar da mediocridade, envolta em questiúnculas tão miudinhas, que as tornam tão ridículas quanto os seus intervenientes e que estes sim, são trunfos para os anti-taurinos.

Este escrito, serve também para outra coisa: dizer que enquanto tivermos 1% de convicção que a tauromaquia não morrerá pelas mãos destes personagens, lutaremos pelos nossos direitos enquanto órgão de comunicação, que a nós ninguém nos calará e sobretudo que nos debateremos pela verdade na tauromaquia, tentando desmontar a ‘zona escura’ da Festa, que não tem culpa, dos ataques internos de que é alvo.

Far-se-á justiça. É uma promessa e atenção, que não costumo faltar às minhas promessas.

Por último, não poderia terminar este artigo, sem agradecer de forma pública, as palavras de apoio ao TouroeOuro, proferidas por Miguel Alvarenga, ontem, no seu blog.

Os jornalistas a sério, são assim… Na tauromaquia lusa, ‘carteiras’ espojadas nas barreiras, há muitas, mas se contarmos jornalistas, sobram dedos de uma mão.


Editorial - Abril - Sócrates há muitos...

Editorial - Abril - Sócrates há muitos...

  •  2021-04-14
  • Por: Solange Pinto

Foi indiscutivelmente o tema que marcou os últimos dias.
José Sócrates arguído, sim ou não? 'Nim'...
'Prescreveu' foi a palavra de ordem e a mais pronunciada pelo Juíz Ivo Rosa. Este facto, deixou uma sensação de relaxe total face ao estado da jústiça portuguesa. 
Tudo se permite, tudo se tolera e afinal de contas, 'o crime compensa'.
José Sócrates saiu de todo aquele cenário mediático, 'gritando vitória', quando na verdade, tudo o que deveria estar, era envergonhado com os seus actos.

Desculpem-me a sinceridade, mas se a toda a conduta do suposto Engenheiro, acrescentarmos as inúmeras tentativas de manipulação da imprensa, ui... 

Moral da história: não se passa nada e dificilmente, se irá passar alguma coisa, digo eu...

Espantada? Claro que não. Olho há muitos anos para o pequenino e quase insignificante universo tauromáquico, analiso, pondero, falo sobre ele... e muito não falo, nem escrevo, mas sei (diz que se escrever, prejudica porque convém que isto tudo pareça cor-de-rosa)...!

Vejamos. 

Praça de Viana, finalmente, no chão. Culpados? Claro que não há. Mas também não há justificações, pedidos de desculpa ou apuro dos verdadeiros responsáveis, nem que seja, por inércia total.

Deixemos o capítulo das praças perdidas, já cansativo, para chegarmos aos favorecimentos.
Vamos por partes.
Se não sabem, eu digo. Um órgão de comunicação, tem regras, condutas associadas, linha editorial, obrigações e uma delas, é lógico, é a isenção e imparcialidade.
- Como se justifica, que um órgão de comunicação social (taurino), tenha como director um gestor de uma praça portuguesa?
- Como se justifica, os favorecimentos que daí resultarão? 
- Como se justificam os conflitos de interesses inegáveis?
Isto é mais ou menos assim: eu faço publicidade no teu site e tu contratas-me... ou, tu contratas-me e eu faço publicidade no teu site. 
Mais. O dito site, está claramente a ser levado ao colinho, pela federação que 'manda nisto tudo'. Ah pois é. Alguém acredita, que o tal director, tenha conhecimentos com os pares internacionais da dita federação?

Bem, estranheza sobre o estado do país, em quê? Deixem-se andar que isto assim está muito bem, obrigado!

O bom disto tudo, é que estou tão contente hoje, que em vez de chorar de pena, dei gargalhadas como há muito não dava, ao ver um vídeo, de um sorteio de artistas para cartéis numa praça alentejana (da minha querida terrinha natal), que mais parecia os vídeos dos jihadistas, camuflados, onde só se ouvem vozes e não se conseguem ver os rostos. 
Qualquer semelhança entre isto e o sorteio para a cartelaria de San Isidro 2019, é demência séria e crónica na certa.
Que vergonha meu Deus, que aberração e que falta de nível a que todos estiveram sujeitos. Ainda por cima, difundiram o "evento" que perante tamanha falta de profissionalismo, deveria ter sido 'escondido'.

Esta é a categoria que temos, a mais não somos obrigados e... 

Cuidem-se, afinal de contas, Sócrates, há muitos!

 

 


Editorial Março - Futuro da festa, perigosamente hipotecado?

Editorial Março - Futuro da festa, perigosamente hipotecado?

  •  2021-03-10
  • Por: Solange Pinto

A presente temporada, tal e como aconteceu na do passado ano, ficará indubitavelmente marcada pelo número de ilustres aficionados, toureiros e forcados que nos deixaram, em consequência da Covid-19.

Tristes serão as nossas bancadas, com ausência lamentável de quem nos ‘queria bem’… No entanto, diga-se, que esta temporada, tal como a transacta, ficará também marcada e pelo segundo ano consecutivo, por um número importante de lugares vazios, fruto das reduzidas lotações…

Que as praças não estiveram sempre cheias ao longo da história, é uma realidade. Mas que se parta para um espectáculo onde, o horizonte máximo, são os 50 ou 75% de ocupação máxima, certo é que se altera todo o cenário de risco implícito na organização de um evento deste género.

Fé em Deus e sobretudo, esperança que a vacinação possa alterar tudo isto…

O que não se alterará com a vacinação, são as catástrofes pouco naturais que têm ocorrido aos tauródromos lusos, em tipo ‘morte lenta mas muito anunciada’.

Um dia Viana do Castelo, outro dia, Póvoa de Varzim, outro dia ainda, Setúbal… E imagine-se, Albufeira.

Perdeu-se um ‘monte de cimento’, mas, um ‘monte de cimento’ que era parte da nossa história de aficionados, parte da nossa vida, das nossas memórias e muito mais importante que tudo isso, postos de trabalho para os nossos toureiros e consequente continuidade daquilo que amamos.

Concentremo-nos em Albufeira. Recordam-se que a Monumental de Albufeira, era ‘só’ a Praça de Touros que mais dava oportunidades aos novos?

Onde actuarão agora os jovens que alimentam o sonho de ser toureiros?

Onde mora o futuro e a continuidade da tauromaquia?

Moita, Vila Franca e uma tímida novilhada no Campo Pequeno, começam a ser pouco para que daqui a uns anos, a haver praças de touros em ‘pé’, haja quem nelas toureie.

Prótoiro minha querida. Perceberam que estamos a matar aos poucos a possibilidade de continuidade? Sem praças não há palcos de sonhos?

Empresários meus queridos. Conseguem pensar que é urgente organizar espectáculos com amadores, praticantes, novilheiros? Percebem que a tauromaquia não pode ser só feita dos toureiros dinásticos e que os outros também precisam de oportunidades?

O que iremos fazer ao ‘produto’ resultante das Escolas de Toureio? Ok, mesmo que daqui apenas surjam toureiros de prata, como passarão os estágios necessários até atingirem a profissionalização?

Alguém com responsabilidades na Festa, está preocupado com aquilo que não seja o imediato?

Sem querer ferir susceptibilidades, tenho de dar os parabéns a Fernando dos Santos, pelo tanto que fez em prol dos mais novos. À sua maneira é certo, mas fez!

Parabéns e agradecimento também a Pedro Marinho que nunca deixa que a sua Moita abandone os mais novos e à eterna Vila Franca, com todas as suas potencialidades associadas em autêntica sinergia, no sentido de ‘abrir portas aos sonhos’.

Não estará o futuro da festa, perigosamente hipotecado?


Novilhadas de Mugron e Garlin adiadas

Novilhadas de Mugron e Garlin adiadas

  •  2021-03-07

Começa a ser uma constante neste início de temporada, tal e como havia já acontecido no período homólogo do passado ano.
Adiamentos e cancelamentos diversos, em vários paises taurinos, devido à manutenção de risco de contágio por Covid-19.
O tradicional dia de jornadas taurinas de Páscoa, em Mugron, que incluia uma novilhada com cavalos e outra sem, foi adiada, sendo que se as condições assim o permitirem, realizar-se-ão em Maio próximo.
Também em Garlin estava programada uma novilhada a 11 de Abril, com reses de Pedraza de Yeltes, ficando também adiada pelos mesmos motivos atrás citados, com data prevista também para o mês de Maio.


Editorial Fevereiro - Dos escombros de uma guerra, nascem novos edifícios, mas... cuidado!

Editorial Fevereiro - Dos escombros de uma guerra, nascem novos edifícios, mas... cuidado!

  •  2021-02-10
  • Por: Solange Pinto

Por inegável questão cultural, o povo português é muito sensível à perda, no geral e à morte, em particular…

Já cantava o fado… saudade, sempre a tão portuguesa palavra saudade no comando de muitos poemas, cantados ao longo dos anos, com a dor de quem sofre a não estadia terrena dos seus entes queridos.

Se a saudade é contada e cantada em poemas, a palavra morte é evitada em linguagens mais literárias, mas muito utilizada na linguagem jornalística.

A linguagem jornalística, não se quer enfeitada, dissimulada ou floreada. O choque é a marca que prende a atenção e é até quase uma cartilha a seguir, por quem escolheu ser isto: jornalista!

Longe vai o “não tema” da publicação ou não de imagens explícitas de colhidas, como para nós, é um “não tema” utilizar a palavra morte em detrimento de um estúpido e mascarado “faleceu”…

Tudo isto, serve para dizer, que, pese embora a dureza das diversas formas de comunicar, “o seu terá que ser sempre entregue a seu dono” e jornalista não é quem quer, fadista não é quem o sonha ser, médico é quem na sua formação investiu e por aí fora…

A formação ajuda, mas, na verdade, o que seriamos todos sem qualquer espécie de vocação. Mas que fique claro, a vocação e a dureza da expressão e comunicação, jamais nos retirará o sentimento face à obrigação de noticiar.

No TouroeOuro, não somos amadores, nem nascemos da necessidade de aniquilar os nossos pares. Nascemos com a tal vocação… mas com a responsabilidade de fazer o que tem que ser feito, sem cunhas, sem “amiguinhos” que connosco formaram “grupinhos” no passado…

Cumprimos obrigações, noticiamos de forma directa, confirmada, concisa e sim, também com sentimento ‘silencioso’, sem que tenhamos que contar que quem partiu, afinal até era nosso amigo.

As missões são assim, o jornalismo é isto, a dureza da expressão, com poucos filtros, mas com muita verdade.

A temporada vem com toda a certeza, longe. Mas as colhidas da vida não se fizeram esperar.

Será precisa coragem e em grandes doses, para enfrentar uma temporada com muitas caras que já não estão, mas com uma crise social que se adivinha como uma certeza e dessa, ninguém ousa falar… a tauromaquia já não será a mesma de antes, é preciso pensá-la de outra maneira.

Dos escombros provocados por uma guerra, nascem novos edifícios, mas muitos deles erguidos à pressa numa tentativa de aproveitamento de oportunidades. Mas cuidado, nem sempre estes edifícios, são os mais seguros…

"Imagem" muito comum numa guerra ou numa catástrofe natural, são os "saques" aproveitando as fugas inesperadas e portas abertas sem tempo de as fechar... Acredito que a tauromaquia está assim, a "saque" e à mercê de umas quantas pessoas que são tudo e nada são, que aparentam ter muito e afinal nada têm e que encontraram na tauromaquia, o pouso certo para 'ilicitudes' ou tão-só, para uma existência social.

Continuo a achar, que ou se é empresário, ou se é jornalista, ou se é membro de uma associação, ou se é até, coisa nenhuma.

Que Deus nos ajude a superar isto com inteligência e não com 'espertisse', ou... estará tudo perdido!


Editorial Janeiro - O cartaz que acordou os 'Belos Adormecidos'

Editorial Janeiro - O cartaz que acordou os 'Belos Adormecidos'

  •  2021-01-10

Frio muito frio aquele que se regista na Península Ibérica e que têm proporcionado, bonitas imagens, sobretudo onde a queda de neve surpreendeu… Alentejo em modo ‘gelado’, Madrid e Las Ventas em modo ‘lindíssimo’ e nós por cá, apenas em modo ‘hostil’ com tudo o que mexe… ou quase tudo…

O mundo do touro, ou melhor, este país, parece querer ignorar o óbvio… sim, porque todos os que agora ergueram as suas vozes criticando o outdoor de autoria da Prótoiro ou não o tinham feito antes ou… ou, se o fizeram, ninguém deu importância.

Diz-me onde estás, dir-te-ei quanto vale a tua opinião’, é um pensamento de autor mas que adaptei às circunstâncias, um pouco irritada, com o facto do TouroeOuro dizer há anos que esta ‘federação’ de defesa da festa, não serve!

E fomos maus, muito maus… porque dizíamos o óbvio, mas o que nunca deu jeito a ninguém que se lesse… vergonha talvez, de se manter uma estrutura a peso de ouro, que afinal não serve.

É fraca em demasia, apenas reage e nunca se antecipa. A sua comunicação é deficiente, por muitas e mais agências que contratem, e são ‘politiqueiros’.

Antes tínhamos Paulo Pessoa de Carvalho altamente conotado com o CDS, tivemos até corridas deste partido, facto de critiquei até me cansar, principalmente porque se levou a efeito um espectáculo de um partido que estava evidentemente a começar a naufragar… Prometeram e…? Nada, tomara o CDS que os apoiem a eles.

Agora, temos outros visionários, radicais que vêem na tauromaquia um pólo interessante de votos. Mas afinal de contas, as autarquias onde há corridas de touros, são maioritariamente geridas por elementos de que partidos…? Partido Socialista, o tal a quem os iluminados resolveram afrontar sem categoria, sem a categoria que a tauromaquia sempre teve…

Luís Miguel Pombeiro teve razão, mas tem razão agora perante a bala final... Luís Miguel, as asneiras já duram há muito tempo. Eu falei antes, o Alvarenga foi falando, o Calado, foi falando… e? Houve outros tiros que foram cozinhando em lume brando uma morte anunciada e que exige uma redefinição rápida e urgente de quem defende a tauromaquia.

A tauromaquia não tem partido. Ponham esta frase básica na cabeça antes que seja tarde demais. E reestruture-se quem miseravelmente nos defende agora.

Não sou deste nem daquele partido e se sou, não vem ao caso, o que sim vem ao caso, são as balas descontroladas que a Prótoiro tem atirado e a inércia caricata perante as bombas que nos chegam do inimigo.

Que fique claro: Não concordo com corridas de partidos, não concordo com cartazes que afrontem quem quer que seja, não concordo com o facto dos elementos das Associações Tauromáquicas deixarem demasiado visível quais as suas ligações partidárias, e muito menos, quero sequer aceitar, que possa haver outras intenções por trás daquele malfadado cartaz.

Retirem a tauromaquia disto e se não sabem fazer melhor, deixem que seja o povo a decidir de que lado querem estar… Mas do Vosso, começa a ser difícil.

Que o cartaz da discórdia, tenho pelo menos servido, para acordar os ‘belos adormecidos’.


Editorial - Dezembro - Annus horribilis

Editorial - Dezembro - Annus horribilis

  •  2020-12-10

Annus horribilis… todos concordarão e nesta temática, creio que não haverá discórdia…

Perderam-se mais de 5000 almas apenas e só em território luso e isto, é pouco se numa visão de globalidade, tivermos consciência de quão são gigantescos os números a nível mundial.

Com a maioria dos falecimentos a serem absorvidos pelos mais velhos, é impossível não pensar, que com os ansiãos do mundo, vai a identidade de um povo(s), seja este, ou qualquer outro…

Pensemos por exemplo, na cultura cigana e no verdadeiro símbolo que os mais velhos são para filhos e netos.

Talvez seja isto que nos falta a todos. Exemplos, referências e a impossibilidade total de abandonar tradições.

Evolução? Sim!

Como não acompanhar a evolução dos tempos, da verdadeira ascensão das plataformas cibernautas, das possibilidade de chegarmos ao outro lado do mundo sem grandes custos…

Como poderia eu ser contra, se afinal de contas, me estão a ler, através de uma plataforma digital.

Ok, até aqui chegámos sem dúvidas. Mas cuidado... poderemos abandonar todas as referências e abraçar apenas o ‘avanço dos tempos’ sem correr riscos? Não!

Li por aí, que Luís Miguel Pombeiro cogita a possibilidade de mudar o dia da semana em que se realizam as corridas de touros no Campo Pequeno. A fórmula já foi tentada. Rui Bento já deu corridas à sexta e a afluência não foi tão maior.

Não chegará já que pense também iniciar a temporada em Julho?

Inovar, bem, adulterar tradições e desvirtuar aquilo que sempre foi o Campo Pequeno, não me parece tão bem, sobretudo se mesclado este pormenorzito, com o facto do Campo Pequeno ser uma ‘casa de arrendamento’, agora com cores mais ‘azuis, brancas e vermelhas’…

É preciso repensar o que correu mal na temporada 2020, e bem sei que a tarefa não era de todo fácil. Não entendam tudo como ‘dizer mal’, é o que é, foi o que foi e talvez tenha sido o possível… Serve de atenuante a corrida contra o tempo, não só no Campo Pequeno, mas em todo o planeamento. Serve de atenuante, o medo pela redução de 50% da lotação. Serve de atenuante, não saber da eventual adesão do público face ao medo de contrair o vírus. Serve de atenuante face ao enfraquecimento dos cartéis, a não capacidade de pagar cachets ‘normais’ às figuras e serve de atenuante, o medo que as figuras tiveram de baixar honorários para a eventualidade de tão cedo não os poderem recuperar…

Mas calma que não vale tudo.

Évora lançou as datas previstas para a temporada 2021, a Tauroleve também, para as suas praças de Moita, Vila Franca, Chamusca e Figueira da Foz e por isto, quero acreditar, que todos os outros empresários, têm também já marcadas as datas, por terem estado em profunda articulação uns com os outros, com as programações da próxima época taurina. Ou não?

Também quero acreditar, que os festivais serão bem menos e que ‘cenas de festivalinhos’ como o que aconteceu em Azambuja no fim de temporada, serão abolidos, pela escassez de sentido…

Tudo tem que ser bem pensado, bem analisado, bem estruturado e só a gestão conjunta poderá ditar a continuidade com sucesso e sobretudo, com coesão. Se isto não for exactamente assim, corremos o risco, de num futuro muito próximo, irmos a uma corrida e em vez do tradicional ‘então, como é…?’, começarmos a ouvir mais ‘ça va bien…?’, ou mesmo ‘hombre, que tal…?’. E nesse caso, lá vai para o canteiro das flores, a tal identidade.

Tentemos que o annus horribilis seja um exemplo, mas que o medo, não nos coloque em mãos alheias, num caminho talvez sem retorno.

Rezemos para que o que aí vem, seja um annus mirabilis


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