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Santarém – Ao povo, o que o meu povo gosta!

  • 2017-06-11 03:42
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Santarém foi ontem palco de mais uma corrida de toiros, integrada na Feira do Ribatejo.
Em praça estiveram Diego Ventura, Morante de La Puebla e El Juli, juntamente com o Grupo de Forcados Amadores de Santarém.
Com toiros de Guiomar Moura, Garcigrande e Nuñez del Cuvilho, sagram-se máximos triunfadores, Ventura e Juli.
Meia casa forte!
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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Várias poderão ser as teorias avançadas para o facto de Santarém não ter esgotado. Sim, porque não se impunha casa cheia, impunha-se acabar com o ‘papel’ no mais importante cartel feito nos últimos anos, em território luso.
Facto: Santarém, 10 de Junho, corrida integrada na Feira do Ribatejo, data consagrada, cartel de importância mundial. Meia casa forte!

Conclusão: ao povo, o que o meu povo gosta! Cartel de seis cavaleiros, seis pegas e toiros com seis mudanças na caixa de velocidades!

Contra factos, não há argumentos, para concluir, temos que analisar e então cá vai. Vaticinou-se, ou melhor, vaticinaram os profetas das desgraças, que João Pedro Bolota estaria ‘meio morto’ como empresário taurino. Bolota, deu um ‘estaladão’ a certos ‘decapitados mentais’ e, não foi de modas. Eis que monta um cartel de relevância, digno de qualquer praça do mundo taurino.

A resposta do público foi inequívoca. O meu povo gosta é de seis cavaleiros, muitos forcados e toiros a arrear umas bombadas valentes. Se isto é ou não arte, que se lixe, a malta quer é sentir emoção e cada um busca-a da forma que sabe…

Aficionados sérios, conhecedores, amantes de arte, poucos há cá pelo burgo, mas, público, do generalista, do que vai à toirada, disso pode haver e é nesse público, que João Pedro Bolota se terá que focar, bem como todos os demais organizadores de eventos.

Os críticos utilizadores das redes sociais, criticaram em tempos o antigo cabo dos Amadores de Alcochete, por montar cartéis ‘fáceis economicamente’ falando. Agora, criticaram Bolota, por fazer um cartel de espanhóis… Amanhã, criticarão porque a Festa existe e é bem dizer mal, de tudo e de todos…

Cada um tem o que merece, e nós, merecemos ‘mamar’ com a tangada do costume.

Santarém e a sua tradicional corrida do Dia de Portugal, foi uma lição e além da conclusão já referida, dizer também, que, Padilla foi sacado a ombros de forma ‘fácil’ em Lisboa, em mais que uma ocasião e que Juli, abandonou a pé a arena escalabitana. Lisboa praça fácil? Sim! Público com total desconhecimento da importância de um toureiro como Juli, também!

O que Julián Lopez Escobar fez em Santarém, é a verdadeira elevação do toureio a pé, quer seja em Portugal ou em qualquer tauródromo do mundo. Faena muito completa frente ao seu primeiro Garcigrande, com séries importantes por ambos os pitons, num labor construído com ‘mimo’, com técnica e valor. Colosso do toureio, digno como só ele!
Frente ao segundo, um manso com potabilidade zero, Juli fez o que arrisco em dizer, nenhum outro faria. Com o astado desde o início a fugir para tábuas e quando tudo parecia irremediavelmente perdido, Juli atracou-se ao oponente junto a tábuas e ‘pega-lhe’ duas séries de grande nível. Depois, fez meia Celestino Graça atrás do ‘animal’, sacando-lhe muletazo daqui, passe de acolá… Que faenão! Sem ligação, sem repetição, com o manso perdido, mas com um verdadeiro génio do toureio, um dos dois que marca os últimos 25 anos!

Morante de la Puebla, veio a Santarém, quiçá divertir-se, quiçá desfrutar, mas… não da corrida, nem dos Cuvillos que insistiu em não tourear. Se no primeiro o público ‘aceitou’ a escassez de voluntarismo do diestro, no segundo, tudo o que fez foi assobiar. De Morante, apenas duas chicuelinas e uma série curtíssima de muletazos… pouco! Demais…

Diego Ventura esteve em grande plano, em Santarém.
Duas lides distintas, mas que agradaram ao conclave. No primeiro, o seguro Nazari, depois o Fino e por fim o Remate. Grande brega da primeira montada, grande curto de Fino e muito bons violinos de palmo com o Remate.
No segundo, foi Sueño quem bordou… E claro, Dólar, com um par de bandarilhas sem cabeçada, cravado após cite de frente!

Concepção do toureio em bom, em ‘número 1’, em outra dimensão. Contudo, há que referir bonificando a verdade, que, a escassez de transmissão dos toiros de Guiomar, desvaneceram as reacções de um público, bem mais preocupado com a valorização de um toque na montada ou um escorregão acontecido depois de um curto de escândalo.

Passemos à frente. Duas pegas efectivas pelos Forcados de Santarém. Francisco Graciosa e Luís Seabra, em duas boas funções.

No que concerne à ‘arbitragem’ do jogo, tudo decorreu de forma coerente, por Lourenço Luzio.
Na próxima semana há mais, em Santarém, numa lotação que se espera… bem, prognósticos só depois do jogo, mas… é disto que o meu povo gosta!

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