Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Campo Pequeno - Altruísmo ou Desrespeito

  • 2017-07-14 03:08
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: J.H.M.


A temporada no Campo Pequeno teve sequência com mais uma corrida de toiros mista.
Desta feita, anunciavam-se dois toureiros espanhóis, Pablo Hermoso de Mendoza e José María Manzanares em mano-a-mano, com pegas a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor.
Perto dos três quartos de casa, numa corrida com muito que contar, ou não...
Lidaram-se toiros de quatro distintas ganadarias, Charrua, Benjumea, García Jiménez e Juan Pedro Domecq.
CRÓNICA DA CORRIDA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Desrespeito ou altruísmo?
Esta a dúvida que irá permanecer e se em tempo de jornais estivéssemos, faria correr muita tinta... Assim e como não estamos em altura de críticas ferozes (cuidado que eles andam aí e destemidos há poucos), ficaremos, praticamente assim...

Eu, graças a Deus como não faço parte dos 'yes men', posso dizer o que me vai na alma... Não hoje, não agora, mas sim, logo mais, num artigo no qual, juro, não Vos pouparei da minha opinião em relação ao que acabo de assistir no Campo Pequeno.

No entanto, é necessário explicar de onde e a partir de quê, resulta o título da crónica do mano-a-mano de Pablo com Manzanares.
O diestro alicantino, contratado, julgo que para lidar três touros (ou pelo menos, assim anunciado), num gesto aparentemente altruísta e quiçá, de cara à 'protecção' da manutenção da Festa, cedeu grande parte do seu derradeiro toiro, ao toureiro que o substituiria em caso de lesão impeditiva de actuar. Joaquim Ribeiro 'Cuqui', aproveitou e fez ele muitíssimo bem, mesmo e quando, aquele toiro de Juan Pedro Domecq, tinha potabilidade já escassa àquela altura do campeonato. No entanto, onde fica o respeito pelo público, que pagou bilhetes com preço insuflado face aos restantes espectáculos e pagou, para ver Pablo com três toiros e Manzanares com três toiros? Que moda é esta. Manzanares havia já convidado o jovem luso a protagonizar um quite ao mesmo exmplar. Cuqui merece todas as oportunidades. Juro que não é isso que está em questão, mas repito e grito, e o PÚBLICO? Moda nova? Paga-se para ver um e vê-se 'outro'?

E onde entra o Director de Corrida nisto? É isto possível? Reinardt esteve exemplar na direcção do espectáculo, mas atenção, esteve até este momento. E as duas voltas para Manzanares num toiro que não lidou? SURREAL, com a costumeira, sim, já costumeira saída em ombros pela porta grande, diria que a porta mais fácil de se abrir do universo taurino...

Neste mesmo toiro, de Juan Pedro Domecq, José María Manzanares havia estado magnífico de capote, recebendo de forma pouco em seu tipo... Uma larga afarolada, veronicas e por aí adiante. No entanto, foi frente ao de García Jiménez que deu cartas, sendo autor quiçá da mais bonita e templada faena deste ano e Portugal. Esteve francamente bem, plástico, estético, a tourear ao relantim, aproveitando a escassez de força do oponente... Frente ao primeiro, 'viu-o' pouco e nós também, dado o pouco trapio que exibiu, sendo mesmo assobiado pelo público, pela sua aparente invisibilidade. Falamos do toiro de Nuñez de Tarifa, anunciado como Benjumea.

Pablo Hermoso de Mendoza, actuou como o próprio confidenciou ao TouroeOuro, em absoluto crescendo. Se no primeiro de Charrua havia estado em plano correcto, mas discreto, diante do segundo cresceu, deixando ferros de qualidade, chegando mesmo a convidar Botero para a colocação de dois curtos. Boa parelha, sendo que, seria no seu terceiro, que a coisa surgia à altura do que o Maestro de Navarra nos habituou a todos. com o Disparate armou o taco, estando fenomenal em todos os sectores da lide. Brega, remates, reuniões... tudo perfeito e com bom gosto.

A lotação do Campo Pequeno, esteve perto de ser ocupada por três quartos de um público também ele muito apoiante do Grupo de Forcados de Montemor. A 'coisa' não foi de triunfo, sobretudo no que à segunda pega concerne. À quinta tentativa consumou João da Câmara, sendo que a primeira pega, foi consumada ao segundo intento por Francisco Bissaia Barreto. Francisco Borges efectivou à primeira.

Dirigiu um festejo desajustado em voltas e com uma porta grande 'normal' no Campo Pequeno, o Sr. Pedro Reinhardt, coadjuvado pelo Dr. Jorge Moreira da Silva.

Continuamos com a dúvida que demos à estampa no título, num assunto ainda a abordar... Desrespeito ou altruísmo de um Manzanares que todos quereriam ver em três toiros...