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Opinião d'Ouro: O Facilitismo do Campo Pequeno!

  • 2017-07-15 00:20
  • Autor: Solange Pinto


'Nada chega para que se mude qualquer coisa? Até quando Lisboa estará sujeita a ‘coisinhas’ deste género? ‘Florinhas’ a mais, num mundo que deveria ser de homens de barba rija e mulheres menos exibicionistas e deslumbradas.'

As opiniões são como outras coisas que não me atrevo a citar, cada um tem a sua e não convém ficar com a do outro(a).

Pese embora as análises sejam subjectivas, sabemos que aos avençados, interessa agradar, ou, diria mesmo, tem que se agradar e aí sim (colocando-me na cabeça desses tais), não há nada a fazer. Quem paga, manda! Sempre assim foi, sempre assim será…

Serve tudo isto, para dizer, que a corrida de quinta-feira, no Campo Pequeno, teve as mais diversas interpretações, análises, motivando mesmo, uma onda de comentários nas redes sociais, onde todos são críticos e claro está, com a maior das legitimidades.

Ora e na mesma sequência de ideias, quem paga manda e se o público pagou e bem, manifestou-se quando entendeu e calou-se quando assim achou que deveria ser…

Eu, presumo neste momento, de não ser avençada ‘desses tais’ e mais, mesmo que o fosse, diria aquilo que sinto, porque antes de qualquer pão para a boca, sou aficionada, sou mesmo apaixonada por tudo isto…

Dizem que a paixão cega, mas a mim, não me cegou o suficiente para achar que tudo aquilo que fez Manzanares, frente ao quarto toiro da ordem de lide, em Lisboa, apagasse o que fez perante o sexto.

É preciso que se entenda, que ir a uma corrida, numa quinta-feira, à noite, implica à parte de disposição e renegação de algumas horas de sono, um gasto avantajado (neste caso, com mais dez euros que o habitual e pelo menos um toiro escandalosamente pequeno), e que, muitos dos que vão, abdicam de outros programas também bem apelativos e quiçá, mais económicos.

Sejamos francos, que ontem, parte do público foi ‘atrás’ de Pablo, muitos e muitos mesmo, atrás do Grupo de Montemor e uns outros, menos, atrás de José María Manzanares. Supondo que cem espectadores (número absurdamente hipotético) foram apenas e só, pelo desejo de ver ao vivo e a cores o diestro espanhol, com nada mais, nada menos que três touros e… ups, viram dois e meio!

Repito, grito se preciso for, que o meu sentido critico jamais se prenderá com a necessidade de oportunidades por parte de Joaquim Ribeiro ‘Cuqui’, mas sim, porque o público pagou para ver Manzanares… Cuqui, sim, deve e tem que ir ao Campo Pequeno, com o público que o quer ver a ele e ocupando um posto, que é seu por direito!

O gesto do toureiro alicantino, é dúbio, estranho e se não sem precedentes, com toda a certeza, coisa rara por entre o mundo taurino. Pouco estranho é, que tudo, mas mesmo tudo o que roça o absurdo, se passe no Campo Pequeno.

Já pensaram, que no número de corridas toureadas por José Marí, em Espanha, onde ‘toneladas’ de toureiros anseiam uma oportunidade, o matador de toiros, nunca fez isto?

Vem faze-lo ao Campo Pequeno, porque…?

Ok, sou eu que sou má língua…

Volto a dizer, para que se calem alguns que ousarão falar, ainda emocionados pelas noites de copos com o diestro, que, a faena de Manzanares, foi a melhor da época em Portugal. Disse-o no DIRECTO, sem ter que copiar nada, nem ninguém…

Campo Pequeno? É sem dúvida a praça de capital de país taurino, com maior facilitismo e que proporciona facilidades.

Duas voltas, de agradecimento pelo gesto? Não concordo, mas aceito. Esta coisa da tauromaquia, deveria ser tutelada pelos sentimentos. Mas bolas, se há regras, se aquilo permitiria uma saída em ombros, e se ‘tinha mesmo de ser’, então que desse três voltas, depois da lide do segundo do seu lote.

Neste momento, o Campo Pequeno, está mergulhado num mar de vontades pessoais, maus resultados e o tal facilitismo que rouba seriedade à praça portuguesa, até aqui a mais importante do país.

Nada chega para que se mude qualquer coisa? Até quando Lisboa estará sujeita a ‘coisinhas’ deste género? ‘Florinhas’ a mais, num mundo que deveria ser de homens de barba rija e mulheres menos exibicionistas e deslumbradas.

Manzanares, sim! Desta forma, não!