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Beja - Triunfo da Festa!

  • 2017-08-05 04:55
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Houve triunfos para todos, na corrida que na sexta-feira à noite se realizou em Beja.
Em praça, ESGOTADA, actuaram os cavaleiros Rui Fernandes, Diego Ventura e Filipe Gonçalves, bem como o Grupo de Forcados Amadores de Beja, que em solitário e bem, pegou os seis touros da ganadaria Diego Ventura.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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Se houve um triunfo destacado? Sim, houve e esse triunfo foi de Diego Ventura!

O rejoneador luso-espanhol esteve emblemático e sim, fez a diferença, num espectáculo que ainda assim, contou com triunfos diversos, mas onde, quem verdadeiramente ganhou, foi a Festa dos Toiros.

Praça ESGOTADA, burburinho à antiga, gente e mais gente, seriedade e repetição do sucesso empresarial logrado há exactamente um ano, no mesmo tauródromo.

Se por ocasião da Ovibeja as coisas não correram de feição ao empresário Rafael Vilhais, hoje, poderá bem orgulhar-se do que conseguiu, sendo esta data de Agosto, um verdadeiro talismã para o organizador de eventos tauromáquicos.
No fim do espectáculo, Vilhais foi mesmo um dos 'chamados' à arena, recolhendo o aplauso do público, que reconheceu o mérito da organização e do cartel ali levado, pelo segundo ano consecutivo.

Hoje, homenageava-se o antigo cabo da formação bejense, Manuel Almodôvar. E que melhor homenagem se poderia fazer, do que o seu grupo ter estado ao mais alto nível nesta encerrona.

Das seis pegas, quaro foram ao primeiro intento, uma ao segundo (com o forcado da cara a sair inanimado da arena) e uma de cernelha, por pura opção.

Foram caras destas funções, Guiherme Santos, Ricardo Castilho, Luís Eugénio, dobrando o inicial Francisco Patanica, Miguel Nuno Sampaio e Diogo Morgado, sendo a dupla de cernelheiros, composta por Rui Tareco e Nuno Vitória.

Hoje, lidaram-se touros da novel ganadaria de Diego Ventura, tendo sido o saldo muito positivo. O mais complicado foi o quinto, mansote, sendo que o terceiro motivou a volta de António Ventura e o maioral à arena. O sexto foi bom e teria merecido semelhante distinção por parte de um Director de Corrida, com exigências elevadas e pior, nalguns casos, infundadas...

Diego Ventura, foi o máximo triunfador de um festejo, em que os três cavaleiros estiveram bem, divertiram e divertiram-se.

Ventura lidou o primeiro de forma magistral, com Lambrusco, Nazari e Remate. Actuação em tom crescendo, destacando-se a brega de Nazari, os bons curtos com ele deixados e os palmitos 'al violin', de Remate.

Se esta sua prestação foi de luxo, o que dizer da segunda, frente ao mais mansote do festejo? Bem, foi uma actuação de diamante, de soberba, de fazer aos toiros coisas que nunca se pensou ver. Depois de receber magnificamente com o Guadalquivir, eis que sai à arena com o Fino e começa a armar o taco e 'lio' grande mais grande. Duas bandarilhas de saltar de fazer o público saltar da pedra, sendo o segundo deles, com o toiro metidíssimo em tábuas. Depois de mais uma bandarilha com forte quiebro, regressa ao 'ruedo' alentejano com o seu cavalo que crava pares de bandarilhas sem cabeçada. Deixou um palmo e por ocasião do par, disse Agostinho Borges que a 'coisa' se ficava por ali. E precisamente 'dali' não abalou, pese embora o esforço e muitos pedidos do ginete, bem como, o sonoro 'pedido' do público. Confesso que a mim, me pareceu uma ordem e mesmo com o toiro a vir a menos, ter-se-iria justificado, sem a miníma dúvida... Bronca monumental a Agostinho Borges, como há muito não se ouvia num tauródromo português.

Bem mas bem esteve Rui Fernandes nas suas duas actuações. Nas duas se destacou pela brega, mas creio não infringir a verdade, se disser que foi o cite balanceado que mais furor fez. Bons curtos com esta montada e publico, em pé!

Filipe Gonçalves foi autor de duas lides muito vistosas e de momentos muito dissemelhantes entre si. Este toureiro é capaz do melhor, mas por vezes, por entre intermitências diversas... Ainda assim, destaca-se o segundo curto da primeira actuação e o par de bandarilhas, e a regularidade da segunda prestação.

Bom espectáculo, valendo os dez minutos de atraso... quem espera sempe alcança e aqui, valeu a espera.
Corrida de fazer aficionados...!

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