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Diego Ventura em Entrevista - Parte II

  • 2019-01-17 21:30


Campo Pequeno, sim ou não?, A temporada europeia..., Em que praças vai actuar em Portugal e a Temporada em Espanha... Diego Ventura em discurso directo!

Depois de analisada a sua temporada mexicana, Diego Ventura falou ao TouroeOuro, de assuntos pertinentes como a sua presença no Festival de Alcochete, de Homenagem a Fernando Quintela, bem como dos seus projectos para a sua temporada europeia. As corridas em Espanha, como Sevilha e Madrid e a temporada portuguesa, estando no epicentro de interesse, a questão da não contração de Lisboa: 'houve conversações, mas não houve entendimento em várias coisas', acrescentando ainda 'pedi para tourear três corridas e seria apenas tourear em Lisboa. Nada mais, não queria tourear mais em Portugal, queria dar uma exclusiva a Lisboa'. Diego usou da sua costumeira frontalidade 'deixar de contratar Diego Ventura, neste momento, por uma diferença de 10.000 euros, que dividindo por três corridas, seriam cerca de 3.000 euros por corrida, ou seja, pouco por cada festejo, não é lógico e por isso não se chegou a acordo'.

Alcochete é uma data especial



TeO – Como já noticiámos, no regresso de Diego Ventura à Europa, está já o Festival de Alcochete, no fim de Março. Uma data especial, com um cartel e uma ‘finalidade’, também ela especial…
DV – O festival de Alcochete, é dos ‘tais’ que não gostaríamos de tourear pelo motivo que é (o desaparecimento de um amigo), mas é um privilégio tourear para o Quintella, grande forcado e sempre que precisem de mim, em Portugal, aí estarei…

TeO – Alcochete será o seu primeiro espectáculo na Europa, em 2019? E depois de Alcochete, que corridas vai ter?
DV – Alcochete será a primeira da temporada, em Portugal e a primeira em Espanha, será no dia 10 de Março.

TeO – Certamente, já existem conversações com as praças de Sevilha e Madrid. O que nos pode revelar?
DV – Houve sim conversações com das empresas de Sevilha e Madrid, com o meu apoderado, mas ainda nada está fechado, está tudo ainda em negociações.

Campo Pequeno...

TeO – E Lisboa?
DV – Lisboa? Também houve conversações, mas não houve entendimento em várias coisas. É pena que este ano não possa de novo estar em Lisboa. É a cidade onde nasci e que gostava muito de poder estar numa praça que adoro. Mas é como muitas coisas da que por mais que gostes e adores com toda a tua alma, não podes ter… sempre ficará a ilusão de algum ano poder estar, se bem que não vou estar sempre a tourear no momento em que agora me encontro e com os cavalos que agora tenho e por isso, tenho muita pena de não estar.

TeO – Comenta-se que o Diego terá pedido três corridas à empresa…
DV – Sim, apenas pedi para tourear três corridas e seria apenas tourear em Lisboa. Nada mais, não queria tourear mais em Portugal, queria dar uma exclusiva a Lisboa. Pedimos a corrida de inauguração da temporada, uma data, em Julho e a Corrida de Gala, em Outubro. Mas não se concretizou nada e não se pôde fazer, é uma pena.

TeO – E os valores monetários? Parece terem sido apontados também como factor de dificuldade para a sua contratação…
DV – O dinheiro? Acho que depois de dar a exclusiva a Lisboa e de só tourear para eles, depois de estar três anos sem ali tourear e depois de uma trajectória de mudança, em que cortei um rabo em Madrid e indultei no México, não poderia aceitar por uma mesma quantia que cobrei a última vez que actuei em Lisboa, acho que não seria lógico.

Nós pedimos um dinheiro e a empresa pediu que baixasse os honorários porque se saíssem do que poderiam pagar… eu, como tinha ilusão de tourear no Campo Pequeno, baixei em medida importante, ficando uma diferença de 10.000 euros e deixar de contratar Diego Ventura, neste momento, por uma diferença de 10.000 euros, que dividindo por três corridas, seriam cerca de 3.000 euros por corrida, ou seja, pouco por cada festejo, não é lógico e por isso não se chegou a acordo. É uma pena, mas espero que em 2020 se possa resolver.

TeO – Diego, o que acha que ‘bloqueia’ a sua contratação em Lisboa? Acha que existem outros factores? Certamente que os aficionados estão ‘loucos’ por vê-lo na capital portuguesa.
DV – Não é a questão de bloquear, mas o que é certo é que todo o mundo me contrata, menos Lisboa há três anos e isso não é lógico, por isso penso que alguma coisa deve ser. Mas isso não me preocupa, o que me preocupa mais é que não acabem com a Festa em Portugal e que os cartéis de Lisboa, esteja eu ou não, sejam bons cartéis.

 



A temporada em Portugal...

TeO – Em Portugal, esta temporada, onde o poderemos ver mais? Existem certamente, conversações com outras praças…
DV – Em Portugal, de momento, não está nada fechado e já que não toureio em Lisboa, tourearei umas quatro corridas mais, em praças que penso que tenham importância e que aportem coisas boas para os aficionados e para a Festa, em Portugal.

TeO – Depois do mano-a-mano com António Telles, uma corrida que ainda hoje é comentada, que gostaria mais de realizar, em Portugal?
DV – Depois do mano-a-mano com António Telles, que foi uma corrida incrível de ambiente que há muito tempo não havia em Portugal, é como um jogo de futebol. Ou seja, em casa do António, ele ganhou por três a zero, sendo que agora, toca que seja no meu campo, a segunda parte. Como todas as boas partidas de futebol, há que jogar um dos jogos na sua casa e outro na minha. Agora, outro mano-a-mano com António, numa praça importante, para ver se desta vez me tocam os touros bons a mim e posso alterar o resultado do jogo (risos…).

TeO – Comenta-se em Portugal, que esta temporada a Mara Pimenta e o António Prates, podem receber a alternativa. São dois jovens toureiros que o Diego tem apoiado.
DV – Sim, falaram comigo para dar alternativa ao António Prates e a verdade é que gostaria muito, já que acho que é um dos cavaleiros com maior projecção, na Festa, em Portugal. No caso da Mara é diferente, ela foi e será algo especial, aprendeu na minha casa a tourear com os cavalos que eu arranjei para ela e é como parte da minha família, à parte de que ela sempre teve a ilusão de que fosse eu a dar-lhe a alternativa e sempre estarei aqui para a ajudar em tudo o que esteja na minha mão.