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Festival da Rádio Campanário – Leonardo Hernández ‘gritou’ mais alto

  • 2019-03-16 20:38
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na tarde de hoje, no Coliseu de Redondo, um Festival Taurino, o décimo da história da Rádio Campanário.
Cerca de meia lotação preenchida e um cartel composto pelos cavaleiros António Telles, Ana Batista, Leonardo Hernández e João Maria Branco, sendo que a pé, actuaram os espadas espanhóis, Juan Serrano 'Finito de Córdoba' e Ginés Marín.
As pegas estiveram a cargo dos Amadores de Montemor e Redondo, com novilhos de diversas ganadarias.
O grande e máximo triunfador do festejo, acabaria por ser, Leonardo Hernández.
CRÓNICA DO FESTIVAL
GALERIA FOTOGRÁFICA

Quando se pensa uma rádio, pensa-se em voz e no poder indiscutível que tem um microfone… O que ‘passa’, é que o microfone, tem de ser bem utilizado e isso, sabemos que não é para todos!

Dez anos de Festival da Rádio Campanário, uma Rádio que desde há muito, encara a tauromaquia como uma das suas bandeiras e porque não dize-lo, como uma das suas grandes ‘Fiestas’ anuais.

Este ano, menos público, sobretudo se à comparação nos dermos… Depois do êxito rotundo do passado ano, a sua décima edição, ‘soube’ a muito pouco, mas, é preciso de uma vez por todas, que se perceba a afición de cada terra e as necessidades e gostos de cada público.

E porque de voz se fala, porque não dizer, que foi Leonardo Hernández quem falou mais alto, sendo seu o ‘grito’ de triunfo… Até à sua actuação, tudo decorreu em tom demasiadamente morno. António Telles e Ana Batista, protagonizaram prestações apenas em timbre regular, com as devidas condicionantes impostas pelos seus oponentes, na ocasião de Passanha e Prudêncio.

Voltamos a Leonardo e sim, ao ‘acordar’ dos mais distraídos… Lidou um astado de Maria Guiomar Cortes de Moura, sem abundância de força, mas com bom fundo e que, Hernández lidou de muito boa forma. Rejoneo puro, alegre e ‘afoito’, a evidenciar a extrema facilidade na monta. O ponto alto chegou com a sua montada que salta no cite e os palmitos ‘al violin’.

João Maria Branco foi o quarto cavaleiro a sair à arena. A sua lide, decorreu de menos a mais, sendo que Branco, foi autor de dois dos melhores ferros curtos da tarde, cravados após reunião perfeita, com ligeira batida e muita suavidade. Branco lidou um novilho de Romão Tenório.

As pegas, estiveram a cargo dos Amadores de Montemor, que aproveitou para lançar para as caras dos oponentes, dois dos seus mais novos elementos, e também, Amadores de Redondo.

Pelos de Montemor, foram na linha da frente Joaquim Borges e Manuel Carvalho, em consumações ao segundo e primeiro intento. Pelos de Redondo, pegaram de caras, os forcados Luís Feiteirona e André Claudino, ambas as funções, concretizadas ao primeiro ntento.

E porque o festival era misto e frente a novilhos de José Luís Cochicho, actuaram a pé, Juan Serrano ‘Finito de Córdoba’ e Ginés Marín. Os melhores momentos, quer de capote, quer de muleta, estiveram a cargo de Finito, com as mais cadenciadas séries, sobretudo com a mão esquerda. Ginés Marín, passou discreto e sem história, por uma praça que não valoriza o toureio a pé.

O espectáculo dirigido pelo Sr. Agostinho Borges, iniciou-se com o fado ‘Avé Maria’, interpretado por Teresa Tapadas, em memória, de todas as ‘personagens’ da festa, que nos deixaram recentemente.