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Chamusca - Salgueiros, Cid e S. Pedro em tarde de inspiração

  • 2019-04-06 20:22
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Praça quase cheia e um grande triunfo de João Salgueiro e seu filho João Salgueiro da Costa na Chamusca, no Festival do Centenário do tauródromo ribatejano.
Actuaram ainda, António Telles e António Telles filho, bem como forcados dos Amadores e Aposento da Chamusca. A pé, lidaram novilhos-toiros de várias ganadarias, os diestros Paquirri, Morante de la Puebla, El Cid e Vasco Veiga.
CRÓNICA DO FESTIVAL
GALERIA FOTOGRÁFICA

As expectativas eram elevadíssimas…

Regressar à Chamusca é sempre um prazer acrescentado, sobretudo se pensarmos que pela arena em epígrafe, passaram já nomes importantes da tauromaquia mundial…

Se dúvidas houver, consulte-se a exposição inaugurada hoje mesmo, na Galeria Municipal e vejam-se os ilustres que por ali actuaram e que ‘desfilam’ em cartazes históricos.

Cartel de luxo para a comemoração do centenário do tauródromo da Chamusca. António Telles pai e filho, foram os encarregues de abrir a tarde de grande ambiente, pese embora o frio, vento e ameaça de chuva constante. Bem estiveram os toureiros da Torrinha, com bons ferros e grande disposição.

Sem desprimor aos restantes, um dos grandes atractivos do elenco, era o ‘regresso’ por um dia de João Salgueiro. Bolas, bolas, bolas… que saudades, que vontade de ver o génio de Valada e que bem esteve, que inspiração e a prova provada que quem sabe, jamais esquecerá… Actuação poderosa, em que Salgueiro da Costa, cravou alguns dos melhores ferros da sua carreira… sim, da sua carreira! E seu Pai, foi atrás, emocionou-se e emocionou tudo e todos. A dupla foi ovacionada de pé!

As pegas foram efectivadas ao primeiro intento pelos forcados Francisco Borges e Vasco Reis, dos Amadores e Aposento da Chamusca, respectivamente.

Lidaram-se novilhos-toiros de David Ribeiro Telles e Eng. Rosa Rodrigues.

No que concerne ao toureio a pé, bons modos de Francisco Rivera ‘Paquirri’, frente a um astado de Assunção Coimbra, bem como, se enaltece o voluntarismo de José António Morante de La Puebla, frente a uma rês de Manuel Veiga. Morante, fez o que pôde frente a um exemplar que não colaborou e que em nada facilitou a vida ao toureiro. O público reconheceu o esforço do diestro, ‘obrigando-o’ a dar volta.

Mas e porque há sempre um mas, outro dos momentos da tarde, foi protagonizado por Manuel Jesús ‘El Cid’. Esteve soberbo, sobretudo com a mão esquerda. Séries de muita plasticidade, que deleitaram o público, a resultarem em duas voltas à arena. Cid, que este ano se despede das arenas, lidou um bom exemplar de Calejo Pires.

Encerrou o capítulo o jovem Vasco Veiga, destacando-se sobretudo em bandarilhas, deixando um segundo par de grande nível. De muleta, frente a um novilho da marca da ‘casa’, lutou a com a ‘irreverência’ do astado, sendo que ainda assim, agradou!

Dirigiu o seu primeiro festejo de praça quase cheia, Domingos Jeremias, com assessoria de José Luís Cruz, médico veterinário.