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Campo Pequeno - Fernandes ganha o primeiro derby lisboeta

  • 2019-04-13 03:01
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na Praça de Touros do Campo Pequeno, a primeira corrida de touros do abono deste ano 2019.
Em praça estiveram os cavaleiros António Telles, Rui Fernandes e Duarte Pinto, bem como os Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Vila Franca de Xira.
Lidou-se um curro de toiros de António Silva, com o Campo Pequeno a registar, dois terços fortes de entrada.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO (COM VÍDEOS)

Inaugurou-se a temporada lisboeta, em concreto, o abono reservado para o ano 2019.

Em dia atípico, as nocturnas do Campo Pequeno, iniciaram-se a uma sexta-feira e não a uma quinta, como de resto é costumeiro acontecer na capital.

O futebol tem destas coisas, sendo que a empresa tentou evitar a ‘colisão’ com o desporto rei.

Cerca de dois terços de entrada fortes ou três quartos muito fracos, dependendo do ponto de vista, uma vez que os dados da lotação almejada, não são fornecidos à comunicação social, como de resto acontece por exemplo, no ‘concorrente’ futebol…

O cartel jogava com valores individuais, sabendo-se antecipadamente que cada um dos toureiros jogaria com o seu valor e carisma, adivinhando-se a divergência de estilos exibidos e por isso, uma competição mais branda…

António Telles, Rui Fernandes e Duarte Pinto, foram o elenco escolhido para se enfrentar, com um curro de toiros da ganadaria de Dr. António Silva.

O prognóstico, apontaria para que Rui Fernandes, fosse o menos favorecido pelo elenco ganadeiro, apenas e só, claro está, pelo seu habitual conceito de lide. Os prognósticos enganam e foi exactamente Rui Fernandes, o indiscutível triunfador da noite, ao levar a efeito, duas actuações de muitos quilates.

Diria eu, que temos de regresso (se é que alguma vez tenha ido…), o grande artista Rui Fernandes, com a sua irreverência e capacidade de captar a atenção de todos. Homem espectáculo sem ‘ridicularidades’, conceito de entertainer e de bom lidador.

Rui Fernandes, soma assim, apenas e só triunfos no que já leva desta precoce temporada, somando ao seu contador, dois triunfos numa só noite, e claro, valorizado pelo encaste dos ‘inimigos’. Música e volta em ambos… e a Figura ‘herdeira’ do trono, ao comando de novo!

António Telles era o cabeça de cartaz e com ele tinha a responsabilidade de cativar e meter no bolso, o público do Campo Pequeno, segurando o espectáculo logo de início. As suas duas prestações desenvolveram-se de menos a mais, terminando a primeira delas em muito bom plano.

Duarte Pinto foi autor de duas actuações distintas. Na primeira delas, andou com intermitências de início, sendo que talvez por isso, não lhe tenha sido concedida música. Erradamente, claro está, porque e em abono da verdade, a partir do último terço da sua exibição, tê-lo-ia merecido.

E porque de música falamos… A banda deveria ter tocado aquando da cravagem do segundo comprido, deixado por Duarte, ao segundo toiro do seu lote. Este foi o momento alto, ou seja, os compridos, de uma actuação que ficou em tom morno.

O curro de toiros de António Silva, teve um trapio de meter inveja, ou seja, estampas idílicas, e que bem se poderiam converter em pinturas dos mais belos quadros… O quinto e sexto, motivaram ainda, a atribuição de volta à representante da ganadaria.

No que a pegas concerne, dois dos mais destacados grupos lusos. Montemor e Vila Franca, em competição mais que saudável, numa bonita noite de ambas as formações.

Pelos de Montemor, foram na linha da frente, Francisco Bissaia Barreto, efectivando ao primeiro intento, bem como João da Câmara, também à primeira. Ao segundo intento, mas de forma emotiva, pegou Francisco Borges (como uma valorosa primeira ajuda).

Pelos de Vila Franca, foram na linha da frente, David Moreira e Rui Godinho, em efectivações à primeira tentativa e Francisco Faria, à terceira, com o Grupo de Montemor, a coadjuvar em caso de emergência, convertendo esta pega, num momento de puro romantismo e emoção, pela camaradagem entre os dois grupos.

O espectáculo iniciou-se com um minuto de silêncio, sendo dirigido pela primeira vez em Portugal, visto que o país vizinho se adiantou, por uma mulher, ou seja, Lara Oliveira, na ocasião, assessorada pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.