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Elvas – Contemporâneos de Bastinhas agigantam-se em sua Homenagem

  • 2019-09-28 06:14
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


João Moura, Paulo Caetano, António Telles, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Diego Ventura e Marcos Bastinhas, foi o elenco escolhido para Homenagear o cavalero Joaquim Bastinhas, a título póstumo, numa festa bonita, com palco no Coliseu Comendador Rondão de Almeida.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Évora e Académicos de Elvas.
A Praça de Touros de Elvas, ESGOTOU.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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Já sabemos que é de lágrima fácil e sabemos também, que se mais provas não precisa de dar até ao fim dos seus dias, de que é o maior colosso de todos os tempos no que ao toureio a cavalo concerne. Contudo e se isso é possível, agiganta-se perante grandes compromissos e foi isso, que aconteceu ontem, em Elvas.

Não vou abusar dos costumeiros e oportunos ‘ditos’ em crónicas, contudo, para os mais novatos da crítica, apenas posso lamentar que não tivessem estado em Elvas, ‘matando saudades’ daquilo que não puderam ver e que por isso, os faz tristemente ignorantes…

João Moura esteve numa qualquer outra dimensão. Chegaram-me a cair lágrimas de emoção, de saudade talvez, de nostalgia de tempos que jamais voltarão e que apenas perdurarão na memória de quem viu… Mas há ‘coisas do Diabo’ e ontem, no Coliseu Comendador Rondão de Almeida, esses tempos voltaram… Moura brindou à família de Joaquim Bastinhas, como de resto todos os seus colegas e ao céu, deixando cair na arena o seu tricórnio… Com ar natural, de quem ‘começa’ agora, crava o primeiro comprido em sorte de gaiola e dá umas três voltas à arena, com o toiro a apertar, mas sem que nunca lhe tocasse. Levantou praça, todos em delírio… Não, não foi tudo. Começou o recital dos curtos com o toiro fechado em tábuas, sem lugar a fugas. Moura citou de largo, reuniu na perfeição e deixou bandarilhas de antologia. Mais, saiu a rematar com ladeios, marca da ‘sua casa’!

João Moura, será sempre, sem lugar a dúvidas, o melhor de todos os Mouras e talvez, o melhor de todos os outros… Público entregue de verdade e com ‘molas’ nas cadeiras. Loucura total…

Antes do início do festejo, foi descerrada uma placa evocativa do mega-cartel ali levado a efeito e sobretudo, do cartel de Homenagem a Joaquim Bastinhas.

Praça ESGOTADA, fazendo jus ao facto da importância do elenco ali conseguido.

Paulo Caetano esteve em plano de ‘Senhor do Toureio’. Primeiramente actuou com o Campo Pequeno, depois, em curtos com o Xispa e que actuação. Que classe, que poderio, que arte e que veterania justificada. Destacaria os detalhes que ninguém percebe por serem tão subtis… E o remate das sortes primeiras, ou seja, da ferragem comprida.

António Telles lidou o terceiro, um astado com as suas complicações e que depois dos compridos veio a menos. Telles sentiu o tom de ‘pelea’ e foi à porta gaiola receber o seu ‘inimigo’. Foi o melhor momento, de uma serie de curtos de timbre regular, com um toque pelo meio, mas muito ofício.

Rui Salvador, andou com a sua costumeira raça e pundonor, contornando as dificuldades impostas por um toiro que também não foi ‘brilhante’. Cumpriu de boa forma a sua passagem por Elvas.

Não está habituado a assobios o ginete de Pegões, no entanto, houve uns quantos aquando das suas ‘algumas’ passagens para cravar um palmo e par de bandarilhas. Antes, Luís Rouxinol havia estado bem e vistoso nos ladeios com o Douro.

Todos esperavam por Diego Ventura e não se arrependeram… Depois de mais um comprido em sorte de gaiola, saiu à arena com o Lio, deixando curtos com imponente entrada ao piton contrário. Depois cravou com o Gitano, violinos com cite frontal e ainda, dois pares de bandarilhas com o Dólar. O primeiro foi após duas passagens em falso e ao segundo efectivo intento, sendo que surgiram na ocasião uns ‘pitos’ vindos da bancada, que Ventura foi obrigado a calar com a cravagem do tal segundo exemplar par…

Marcos Bastinhas, depois de brindar aos seus companheiros de cartel e de Homenagem a seu Pai, seguiu para uma actuação com porta gaiola, mourinas, violino e palmo e dois pares de bandarilhas… Foi ovacionado de pé, pela actuação e por tudo…

Os toiros de Varela Crujo deixaram-se lidar, sendo o primeiro soberbo, premiado com volta ao ganadeiro. O segundo da ordem, era Guiomar Cortes de Moura, cumprindo também...

A corrida com sete cavaleiros, teve apenas e só, dois Grupos de Forcados, ambos alentejanos, como de resto bem ficava neste cartel.

Pelos Amadores de Évora, foram ‘caras’, João Madeira, efectivando ao primeiro intento e Ricardo Sousa e José Maria Caeiro, ao segundo.

Os Académicos de Elvas, escolheram para a linha da frente, os forcados António Machado e Paulo Barradas, concretizando à primeira tentativa e Gonçalo Machado, efectivando ao terceiro intento.

A sétima pega, foi tentada e consumada com grupo misto, contendo elementos das duas formações. Consumou facilmente Manuel Rovisco, dobrando as duas iniciais tentativas de Luís Januário.

O festejo, foi dirigido pelo Sr. Agostinho Borges, assessorado pelo médico veterinário José Guerra.

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