Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Editorial Fevereiro - Dos escombros de uma guerra, nascem novos edifícios, mas... cuidado!

  • 2021-02-10 14:57
  • Autor: Solange Pinto


"Será precisa coragem e em grandes doses, para enfrentar uma temporada com muitas caras que já não estão, mas com uma crise social que se adivinha como uma certeza e dessa, ninguém ousa falar… a tauromaquia já não será a mesma de antes, é preciso pensá-la de outra maneira."

Por inegável questão cultural, o povo português é muito sensível à perda, no geral e à morte, em particular…

Já cantava o fado… saudade, sempre a tão portuguesa palavra saudade no comando de muitos poemas, cantados ao longo dos anos, com a dor de quem sofre a não estadia terrena dos seus entes queridos.

Se a saudade é contada e cantada em poemas, a palavra morte é evitada em linguagens mais literárias, mas muito utilizada na linguagem jornalística.

A linguagem jornalística, não se quer enfeitada, dissimulada ou floreada. O choque é a marca que prende a atenção e é até quase uma cartilha a seguir, por quem escolheu ser isto: jornalista!

Longe vai o “não tema” da publicação ou não de imagens explícitas de colhidas, como para nós, é um “não tema” utilizar a palavra morte em detrimento de um estúpido e mascarado “faleceu”…

Tudo isto, serve para dizer, que, pese embora a dureza das diversas formas de comunicar, “o seu terá que ser sempre entregue a seu dono” e jornalista não é quem quer, fadista não é quem o sonha ser, médico é quem na sua formação investiu e por aí fora…

A formação ajuda, mas, na verdade, o que seriamos todos sem qualquer espécie de vocação. Mas que fique claro, a vocação e a dureza da expressão e comunicação, jamais nos retirará o sentimento face à obrigação de noticiar.

No TouroeOuro, não somos amadores, nem nascemos da necessidade de aniquilar os nossos pares. Nascemos com a tal vocação… mas com a responsabilidade de fazer o que tem que ser feito, sem cunhas, sem “amiguinhos” que connosco formaram “grupinhos” no passado…

Cumprimos obrigações, noticiamos de forma directa, confirmada, concisa e sim, também com sentimento ‘silencioso’, sem que tenhamos que contar que quem partiu, afinal até era nosso amigo.

As missões são assim, o jornalismo é isto, a dureza da expressão, com poucos filtros, mas com muita verdade.

A temporada vem com toda a certeza, longe. Mas as colhidas da vida não se fizeram esperar.

Será precisa coragem e em grandes doses, para enfrentar uma temporada com muitas caras que já não estão, mas com uma crise social que se adivinha como uma certeza e dessa, ninguém ousa falar… a tauromaquia já não será a mesma de antes, é preciso pensá-la de outra maneira.

Dos escombros provocados por uma guerra, nascem novos edifícios, mas muitos deles erguidos à pressa numa tentativa de aproveitamento de oportunidades. Mas cuidado, nem sempre estes edifícios, são os mais seguros…

"Imagem" muito comum numa guerra ou numa catástrofe natural, são os "saques" aproveitando as fugas inesperadas e portas abertas sem tempo de as fechar... Acredito que a tauromaquia está assim, a "saque" e à mercê de umas quantas pessoas que são tudo e nada são, que aparentam ter muito e afinal nada têm e que encontraram na tauromaquia, o pouso certo para 'ilicitudes' ou tão-só, para uma existência social.

Continuo a achar, que ou se é empresário, ou se é jornalista, ou se é membro de uma associação, ou se é até, coisa nenhuma.

Que Deus nos ajude a superar isto com inteligência e não com 'espertisse', ou... estará tudo perdido!

google.com, pub-5416276538842499, DIRECT, f08c47fec0942fa0