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Albufeira – O que a Prótoiro podia (e devia) ter feito… e não fez!

  • 2021-02-13 12:42
  • Autor: João Dinis


Confesso que queria fazer uma simples notícia e explicar o que a Prótoiro deveria ter mesmo feito e não fez, numa inactividade já recorrente, no entanto, os acontecimentos parecem tão “surreais” que merecem algo mais…

Primeiro. Será que sou só eu, nós aqui no TouroeOuro, a acharmos verdadeiramente condenável, até ao momento em que escrevo estas linhas, que nem uma associação, federação ou lá o que seja da tauromaquia, tenha vindo pelo menos lamentar o desfecho que teve esta situação chamada "Albufeira"?

Bom, depois da Associação de Toureiros ou mesmo a Prótoiro que diz querer representar toda a tauromaquia, terem pura e simplesmente “esquecido” a morte de Armando Soares e José Luís Sommer d’Andrade, "só" dois toureiros que marcaram a sua época, creio que está tudo dito…!

Quanto ao caso de Albufeira propriamente dito, e ao que a Prótoiro devia ter mesmo feito, podemos começar a falar ainda no período antes da venda…
Foi necessário a filha do empresário Fernando dos Santos tecer duras críticas à organização, que semanalmente dali levava algum dinheiro, sim é verdade que existiram algumas celeumas, tipo, ninguém sabe bem como ficaram as contas, mas a verdade é que o Algarve esteve sempre esquecido…

Ah, disseram-me esta semana, uma pessoa com responsabilidades (?) na Prótoiro, “sabes lá o que fizemos no Algarve”, bom o resultado parece estar à vista… para que a Prótoiro tentasse realizar algum esforço, para que estes pudessem colocar a publicidade na rua, e realizar um espectáculo que se encontra legal e regulamentado…

Depois, e talvez nos últimos dois anos, que a situação da venda da Praça de Touros de Albufeira era comentada, existia essa possibilidade, toda a gente sabia que sim…
Aliás, o que foi vendido foi o direito de utilização do espaço, porque o “cimento” tinha sido vendido há muito tempo…  

Aqui, acreditamos nós que, a existir uma Prótoiro que servisse os interesses da festa e não os interesses de alguns na festa, tinha que existir uma reunião séria e tentar por todos os meios, perceber como podiam mediar a situação, ou então aconselhar a que no contrato de compra e venda houvesse uma cláusula em que o espaço era vendido, mas mesmo com as obras o espaço teria que receber anualmente um determinado número de corridas… muito fácil…
Isto também poderia ter partido do lado dos antigos empresários, não basta agora vir com o discurso do choradinho… também a empresa podia e devia ter acautelado a situação!

Ainda assim, no período pós-venda, que ficou devidamente escriturado em Agosto – Setembro de 2020, a Prótoiro deveria, tinha essa obrigação, de sensibilizar a empresa para a importância da festa brava no Algarve, bem como a própria autarquia, afinal não dizem também que fazem lobby político? Ou serão que nem sabem bem como isso se faz? Mas afinal pagam ou não a agências de comunicação, gabinetes jurídicos? Ou é tudo uma falácia?

Depois, e aqui está o cerne da questão, a obra teve discussão pública, e sobretudo, foi aprovada em reunião de Câmara e Assembleia Municipal, onde a Prótoiro deveria ter marcado presença, questionado e sobretudo reivindicado.
Se teria resultados práticos? Bom, assim já vimos o resultado que teve…

Mais, a Prótoiro, poderia e devia, tinha essa obrigação, se diz defender a tauromaquia, apelado a que todos os aficionados demonstrassem o seu interesse pela realização de espectáculos taurinos no Algarve.

Se tivesse havido uma campanha forte e bem demonstrativa da força histórica da tauromaquia na região, muito provavelmente até o investidor privado tinha aberto portas à tauromaquia.

De nada valerá agora tentar evocar uma suposta alínea, num qualquer plano de apoio do Turismo de Portugal, que tem mais de 40 anos e que facilmente qualquer advogado estagiário fará cair por terra…

 Afinal, para de que vale a Prótoiro? Nestes moldes, muito pouco ou quase nada…
Porque se não consegue fazer nada no Algarve, não conseguir fazer nada em Viana do Castelo, muito menos na Póvoa do Varzim, em Setúbal zero…  imaginem agora que um provedor de uma Misericórdia é anti-taurino? Termina com a tauromaquia numa praça de touros num sopro…

A Prótoiro está obsoleta, não serve de nada, a não ser alguns interesses privados…
Um dia, numa outra oportunidade, conto-vos como se “entregaram” mais de 200 mil euros a amigalhaços… por agora, fiquem a pensar, afinal de que serve a Prótoiro se nunca pode fazer nada e cada vez são mais as praças a fechar portas?

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