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Opinião d’Ouro – O não exemplo da Azambuja

  • 2021-06-04 22:22
  • Autor: João Dinis


'O que a Senhora Presidente de Junta fez, foi deixar ainda mais isolada a tauromaquia das restantes actividades culturais.
Desde o fim-de-semana o número de subscritores que assinou a missiva da Animal contra a transmissão de Corridas de Touros na RTP aumentou significativamente, fruto de mais uma opção errada.'

Na passada semana, Azambuja esteve nas ‘bocas’ dos aficionados, pelas melhoras e mais dignas razões. Com mérito absoluto para o empresário Luís Miguel Pombeiro e com o mote dado por si, foi ali realizado um dos poucos, se não mesmo o único certame de novilhadas no nosso país, tentando assim colocar um ‘grão de areia’ na continuidade e fomento do futuro da Festa dos Touros, em Portugal.

Agora, escassos dias depois, Azambuja volta a estar nas ‘bocas’ do mundo, mas desta feita, pelas piores razões…

A Presidente de Junta, Inês Louro, acredito que ainda embrenhada numa reviravolta e revolta politica que a ‘conduziu’ de um extremo ao outro, mas que agora não vem ao caso, colocou na página da rede social Facebook, uma mensagem que deixava antever que a dita Junta, não contrataria artistas que tivessem ‘intenções’ anti-taurinas, ou seja e melhor dizendo, que tivessem subscrito o manifesto da Associação Animal, contra a transmissão de corridas na RTP.

Descortine-se…

Que eventos? É que a esmagadora maioria dos eventos na castiça e muito aficionada vila de Azambuja, são de ou com fortíssima envolvência da sua Câmara Municipal.

Depois e como era expectável, toda a repercussão que a publicação teve. Negativa, claro está. Publicação essa, que entretanto desapareceu (pior ainda: se colocou depois tinha que dar o ‘peito às balas’, independentemente dos comentários que ali fossem colocados).

É verdade que a Senhora Presidente conseguiu ter os holofotes todos virados para si, mas com efeitos nefastos para o sector taurino, que mais uma vez sai beliscado quando a politica se mete ao barulho.

A tauromaquia tem que ‘integrar’ e não ‘dividir’.

Não podemos fazer ‘cá dentro’, o que acusamos o Governo e grande parte da sociedade de fazer ‘lá fora’… não vamos hostilizar, somos pessoas de bem e respeitadoras, por isso temos que respeitar tudo e todos!

Criticámos a ditadura do gosto, praticado em Viana e/ou na Póvoa e agora apoiamos o mesmo tipo de actitudes?

O exemplo dado por uma Presidente de Junta, que mais não quis que ser uma “afirmação de novas políticas”, tem que ser mesmo repudiado até pelos seus pares. Mais ainda quando esta diz ter conhecimento que na Associação de Municípios Taurinos, que ela obviamente queria dizer Secção de Municípios com Actividade Taurina, pois a associação não existe ainda, iria tomar idêntica opção à da Freguesia que gere, quando isso não corresponde minimamente à verdade. Todos os municípios vão contratar quem acham que melhor se enquadra, não olhando a se gostam ou toleram a tauromaquia, se são do Benfica ou do Sporting…

O que a Senhora Presidente de Junta fez, foi deixar ainda mais isolada a tauromaquia das restantes actividades culturais.
Desde o fim-de-semana o número de subscritores que assinou a missiva da Animal contra a transmissão de Corridas de Touros na RTP aumentou significativamente, fruto de mais uma opção errada.

Senhoras e Senhores, a tauromaquia não tem partidos, cores ou credos, a tauromaquia é de esquerda, direita e centro, é de todos e para todos!

A tauromaquia se quer liberdade e apelar à liberdade, tem que a promover cá dentro, para que possa ser exemplo!

O não exemplo dado pela Presidente da Junta da Azambuja foi só mais um passito para uma estratégia errada!

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