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Miguel Alvarenga: Era Junho, era o Dia de Portugal!

  • 2021-06-10 23:09
  • Autor: Miguel Alvarenga


'O “Touro e Ouro” marcou um espaço, tem, hoje o seu lugar de destaque na informação taurina nacional. Inovou com os “directos” das corridas, superou as barreiras que lhe puseram pela frente, tem opinião e expressa-a sem medo.'

Fomos beber um copo ao “Hard Rock Café”, em Lisboa, onde o João Dinis e a Solange - que um dia eu tinha convidado a integrarem a minha equipa no jornal “Farpas” - fizeram questão de me dar a conhecer o seu ambicioso projecto.

Iam lançar um site taurino chamado “Touro e Ouro”. “Abençoei-lhes” a decisão e desejei-lhes a maior sorte. Revia-me, confesso, na ambição deles, na vontade de quererem ser diferentes e de tentarem marcar a diferença.
Quando comecei, apadrinhado por Vera Lagoa no jornal “O Diabo”, era igual a eles, sentia que “ia mudar o mundo”. Depois, tivemos algumas quezílias. Mas eu nunca guardei rancores, passei à frente - e aqui estou.

Nem sempre a Solange e o João acordaram “bem dispostos” e muitas vezes “dispararam” em todas as direcções e contra todos os alvos. Nem sempre, a meu ver, tiveram razão - eu também muitas vezes não a tive.
A realidade é que, a páginas tantas, quase se isolaram do resto do mundo, foram mal-amados, atacados, até agredidos - mas não viraram nunca a cara. Mesmo não concordando muitas vezes com as posições que assumiam, admirei sempre a coragem com que lutaram pelos ideais, pelas causas, em que acreditavam.

E é por isso que aqui estou. E é por isso que aceitei, sem vacilar, o convite que a Solange me endereçou para estar aqui a seu lado - e do João - no dia em que celebram dez anos de luta.
No Dia de Portugal em que começaram, trazendo um significado tão especial ao arranque deste site. E estou aqui precisamente porque continuo a acreditar que um e outro, mais a equipa que os rodeia, podem sempre fazer mais e melhor.

Há uma coisa que ninguém pode ter dúvidas: gostem ou não gostem, amem ou odeiem, não acredito que haja alguém que seja indiferente ao trabalho deles. O “Touro e Ouro” marcou um espaço, tem, hoje o seu lugar de destaque na informação taurina nacional. Inovou com os “directos” das corridas, superou as barreiras que lhe puseram pela frente, tem opinião e expressa-a sem medo.

O João, já o escrevi muitas vezes, é um grande repórter fotográfico. A Solange tem o condão de saber escrever - que é coisa que não sabem fazer muitos dos que se auto-proclamam escribas taurinos.
Vêem e analisam a Festa à sua maneira. E não é fácil “interpretar” e descrever uma corrida de toiros agradando a gregos e a troianos. Quantas e quantas vezes eu próprio “descrevi” o que vi e outros viram o que eu vi de forma totalmente distinta. A arte do toureio é capaz de ser uma das artes que provoca as mais diferentes e mais subjectivas opiniões de quem assiste.
Nunca ninguém concorda com ninguém… E por isso… nunca será tarefa fácil vestir a pele de “crítico tauromáquico” e agradar a todos os que nos lêem.

Admiro a coragem dos que escrevem o que sentem, mesmo que o façam “debaixo das balas”. E é por isso, repito, que aqui estou hoje. Para aplaudir o trabalho deste dupla de jovens ao longo dos últimos dez anos, mesmo quando estive em desacordo com eles, sem nunca deixar de reconhecer o querer e a vontade com que foram em frente. O tempo é sempre o melhor dos mestres. O tempo ensinou-me e amadureceu-me.
Os que me lêem reconhecem hoje que já não sou o mesmo “espalha-brasas” que era no princípio, mas não deixei de ter a irreverência e a verticalidade, nem a coragem tantas vezes precisa - que Vera Lagoa me ensinou.

À Solange e ao João vai um dia acontecer o mesmo. Não desistam! Sigam em frente! Parabéns por dez anos de luta - em que procuraram e souberam, disso ninguém terá dúvidas, enaltecer e engrandecer a Tauromaquia.
Fizeram-no e fazem-no à vossa maneira. Como eu fiz à minha maneira. Quem não gosta, temos pena…

Miguel Alvarenga

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