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Opinião d'Ouro - Pandemia ou Pandemónio?

  • 2021-06-30 17:33
  • Autor: Solange Pinto


'Não adianta contornar as regras, ou não adianta mesmo, mudarmos as datas para uma ou duas semanas a seguir, ou mesmo, alterarmos as horas, se não nos podermos agigantar.'

A tauromaquia vive momentos de inferno absoluto e não vale a pena, dizerem que não porque as evidências falam por si…

Madrid, sem Feira de Santo Isidro há dois anos, bem como a Feira de Abril, em Sevilha e Pamplona, idem…

Se falarmos de Madrid e de um Simón Casas que sempre defendi, teremos agora que falar também de Valencia e de um Simón Casas que agora não entendo.

Os seus toureiros, alguns e alguns dos de peso, toureiam porque faz falta, mas não nas praças cuja gestão leva o empresário francês. Estranho?

As vozes da razão começam a levantar-se contra atitudes já pouco defensáveis, pese embora possamos desconhecer todos os pontos em cima da mesa que terão levado a este triste desfecho.

Houve já grandes episódios de triunfo e é disso que vivemos. Vivemos, nós, os aficionados… Falo de casos como a faena de Juli, em Madrid, ou Manzanares em Alicante, um Roca Rey que se põe em Figura consolidada, mas… Sai Enrique Ponce, de uma forma muito mais insipida que a sua carreira inigualável.

De Ponce, há que dizer que, goste-se ou não, mais ‘bico da muleta’ ou menos, a verdade é que jamais se poderá virar a cara à sua trajetória. Imagine-se, e falo sobretudo para os puristas do toureio, que não se pode enganar toda a gente, ao mesmo tempo, durante 30 anos e mais de 2.000 corridas toureadas… Todos parvos?

Pois bem, tudo isto acontece, ao mesmo tempo em que se cancelaram os festejos de Vila Franca. Depois mesmo, o de Coruche e que mais será?

Coerentes? Sim, claro que sim. A Tauroleve e os seus responsáveis, bem comos os de ‘A Nossa Praça’, mostraram que a dita coerência é parte maior do amor à Festa.

Ahhh, e até devolvem o dinheirinho dos bilhetes, mostrando muita seriedade.  Digo isto, porque nós aqui, no TouroeOuro, já recebemos e-mails a dizer que há empresas que se estão a financiar à conta dos aficionados e que não podem ter tanto tempo o dinheiro investido…

Aos adiamentos, juntamos Santarém, Montijo…

A vida é isto. Um passo atrás, ganhar balanço e dar dois agigantados para a frente.

Há que encarar a pandemia como uma realidade. Triste, é verdade, mas uma realidade antes que a mesma, ‘vire’ pandemónio.

Não adianta contornar as regras, ou não adianta mesmo, mudarmos as datas para uma ou duas semanas a seguir, ou mesmo, alterarmos as horas, se não nos podermos agigantar.

Não havendo espectáculos perdemos todos. Mas havendo, sem moldura humana demonstrativa de vitalidade da festa, é melhor estar quieto.

Está na hora, de haver a tal concertação, porque imaginem, o que vai acontecer nos vindouros meses de Julho, Agosto e Setembro, se a situação pandémica melhorar e oxalá que sim. Espectáculos em cima de espectáculos…

Agora sim, é preciso ter cuidado, analisar e ponderar datas, para que não se dê um passo maior que as pernas.

Datas cirúrgicas, as estritamente necessárias e bem pensadas e sem abundância de cartéis repetitivos, que foi exactamente aquilo que se viu no início da temporada…

Mais do mesmo, sempre o mesmo, e repetição de elencos em praças que distavam escassos quilómetros.

Cuidem a qualidade, deixem a quantidade e façam-no bem e com categoria.

O aficionado já não suporta ver o Zé Manel, se o viu ontem e se ainda por cima, não vê sequer uma novidade na sua forma de tourear...

Façam comunicados inteligentes e por “gente” que saiba escrever, retratem imagens por fotógrafos que saibam fotografar e anunciem toureiros que este ano ainda não vimos…

Profissionalismo é o que se pede. Categoria. Menos amadorismo e menos ‘saloismo’.

A Festa em Portugal, precisa urgentemente de categorização, em detrimento dos que tomaram ‘isto’ de assalto e dão, no momento às ‘toiradas’, uma publicidade que não nos convém…

Urge intervenção, antes que a pandemia, transforme a Festa dos Toiros em pandemónio.

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