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Opinião d'Ouro - A defesa da tauromaquia afinal, faz-se onde?

  • 2021-07-05 22:05
  • Autor: Solange Pinto


'Dos valores, esses, creio que não há um para contar a história. Uma história empobrecida de referências, de cultura e sobretudo, de conhecimento.'

Sempre fui defensora de manifestações para defesa da tauromaquia.

Muito antes da célebre manifestação de Valencia, que juntou nas ruas, largos milhares de aficionados, no “longínquo” ano de 2016, já eu era adepta da ideia, de que, ninguém melhor para defender a tauromaquia, que eu, ele, nós, vós, eles… todos!

Por cá, pediram-nos sempre, que respeitássemos os silêncios das Prótoiro, os tempos da dita federação e as investidas que diziam existir e que, só se feitas na ‘penumbra’ teriam sucesso.

Nunca entendi, continuo sem entender e mais, não acredito numa única virgula do que nos foi dito sempre.

Com os catastróficos “resultados” da estratégia silenciosa, foi-se incutindo na ‘malta’, a necessidade das manifestações, mas, a malta, foi mostrando, que se custou a adaptar à ideia. Alguém gosta de ser hostilizado? Ora bem…

A dita malta sentiu o apelo, aquando do “caso Santarém”. É chato pensarmos todos que viveríamos uma jornada taurina das antigas, com uma figura que não se vê por cá todos os dias e que assim, desta forma desenjoaríamos do que andamos fartinhos de ver…

Foi isto, acreditem, foi isto que mobilizou as gentes dos toiros. Um orgulho ferido, uma irritação das grandes e lá foram, na melhor das hipóteses, umas 2.000 pessoas marcar presença em frente à Monumental Celestino Graça, coitadita, nem vista, nem achada nestas confusões.

Descobriu-se a pólvora e na verdade, aquilo que ali houve, até foi um sucesso, à nossa pequenina escala de valores…

Pois é, na tauromaquia, um dos chavões que mais se apregoa, são os valores, bem como as tradições.

Das tradições, vamo-nos vendo livres a passo… Ora agora são cortesias diferentes, são corridas no Campo Pequeno a dias que não as quintas-feiras e por aqui poderíamos seguir…

Dos valores, esses, creio que não há um para contar a história. Uma história empobrecida de referências, de cultura e sobretudo, de conhecimento.

Tudo isto para chegar a Vila Franca.

Tudo isto, para dizer, que José Falcão, com quem não tive o prazer de coabitar neste mundo, mereceu a Homenagem que a autarquia lhe fez, mas, que o país taurino, não a mereceu…

A Câmara de Vila Franca, deu e dá, dez a zero a este país taurino de ‘caca’, onde mais importa garantir a senha para a corrida no Campo Pequeno, marcando presença massiva em Aracena.

Luís Miguel, isto não é consigo. Sabe bem disso. A si, louvo-o pelos novos voos. Mas bolas, desculpem-me dizer isto. E as referências da nossa tauromaquia? É esta que está em perigo. Descansem que a Espanha poderemos ir durante mais anos. A tauromaquia por lá, não acabará nem tão cedo se Deus quiser. Mas é aqui que ‘peligra’.

Onde estavam todos?

As associações do sector? A imprensa do sector? Os colegas do Homenageado?

‘Ah e tal os forcados tomam contam disto…’, ah pois é e estavam lá!!!

Mas afinal de contas, a defesa da Festa faz-se onde? Numa qualquer sede de partido político? Em Aracena? Na televisão em debates gélidos? Numa manifestação porque as medidas Covid não permitiram uma realização de espectáculos?

E a nossa história, e os nossos? As nossas referências? A identidade?

Uma vergonha à ‘portugaise…’.

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