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Para que a terra não esqueça... eu não esqueço seguramente!

  • 2021-07-09 23:35
  • Autor: Solange Pinto


Não me lembro o dia em que nos conhecemos.

Desconfio que terá sido o Miguel (Alvarenga) a colocar-nos na mesma rota.

Pouco importa quando. Importa mais, o ‘engraçado’ que o achava… Engraçado, pela estranha forma de vida que tinha. Como na verdade, sinto também eu que a tenho.

Ouço Amália enquanto escrevo. Apeteceu-me...

Sei que ninguém é eterno, mas, não precisava ser já… precisava falar-lhe e não me deu tempo. Bolas!

Adiante.

Gosto, sempre gostei aliás, de pessoas meio loucas. O João transmitia-me isso, alguma (muita) dose de loucura, mas uma loucura ‘invejável’, com piada, com felicidade, com orgulho não nos bens materiais que construiu, se construiu (isso não conta para nada), mas sim, nos lindos filhos e netos que teve e cujas qualidades e feitos, propagandeava aos sete ventos…

Pai e avô feliz, é assim que o verei sempre.

Dizer bem dos filhos, é natural. Mas o João Cortesão, fazia-o com todos de quem gostava e por quem nutria amizade. É amigo e ponto. Dizia muita vez ‘posso não concordar com tudo o que diz, mas colocar-me-ei a seu lado sempre, porque os amigos são assim…’.

E foi sempre assim. Ou melhor, não sempre.

Eu e o João, tivemos boa relação, depois má (muita tinta correu…) e depois muito boa (às vezes é necessário um passo atrás, para dar dois à frente e connosco foi assim. O Cortesão fez aquilo que eu aprendi depois como fazer também. Dar o braço a torcer quando sentimos que errámos.

Pediu desculpa publicamente num jantar de entrega de troféus. Eu perdoei até mesmo antes de sair de casa para ir a esse jantar em Coimbra… As grandes atitudes, são para os grandes Homens.

A escrever, era como na vida, repito, meio louco. Uns palavrões, sarcasmo por todos os poros, e ‘para que a terra não esqueça’, um contador de histórias.

Antes das corridas no Campo Pequeno era assim. Histórias e mais histórias, por entre uma sopa e um prego. Umas do Jaime, outras do António e outras dos touros, ‘sítio’ aliás, onde a conversas iam sempre parar.

Agradeço-lhe os textos em minha/nossa defesa. Perdi um dos bons… E esses, o da amizade verdadeira, dos valores, vão escasseando.

João, cuide da malta aqui do TouroeOuro. Em troca, deixo-o ‘roubar’ todas as fotos que quiser (xiuuu, segredo nosso).

Amanhã, bebo um copo brindando a si. Sei que adoraria que assim fosse.

Beijinho, gosto de si.

 

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