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Editorial - Setembro - - Se isto não é o lado romântico da Festa, então o que é...?

  • 2021-09-13 21:00
  • Autor: Solange Pinto


'Mas estava também, um Homem que me fez cair a lágrima, o que acreditem, já não é fácil...'

Num momento em que procuramos valores na tauromaquia, capazes de suportar afrontas diversas, por parte de anti-taurinos e mesmo, de alguns taurinos, concentremo-nos, num “bocadinho” de romantismo que ainda resiste…

Já lá iremos…

A Tauromaquia em Portugal, está definitivamente absorvida pelo toureio a cavalo e pelos rapazes das jaquetas de ramagens e nisso, não vem mal ao mundo. Ninguém tem que estar contra ninguém e podemos gostar e beber das duas artes, toureio a cavalo e a pé.

Contudo, nota-se e não digam que não, um certo sectarismo e divisão de tauromaquias e uns, parecem não estar com os outros, quando importante seria, complementarem-se.

Gosto de ser justa e por isso, terei de enaltecer a coragem de Luís Miguel Pombeiro ao promover uma corrida de oito toiros, todinha a pé. O cartel, mesmo com Finito de Córdoba (na sua formula original), era meio esquisitito, mas, a verdade é que o empresário, deu o passo em frente na promoção desta arte.

Mas, também é importante dizê-lo. Se fazemos algo, temos de fazer para ganhar. Não vale o ‘mais ou menos’, ou o ‘aquilo serve’, pois podemos arriscar a ter nas bancadas meia dúzia de pessoas e aí sim, colocar em causa uma série de outras coisas em causa…

Para que vale promover o toureio a pé, se não lhe dermos força?

Pois bem, percebemos todos que a não vinda de Finito à Tenta que serviu de apresentação do dito cartel lisboeta, não era bom presságio. A substituição por Román, pese embora o seu valor, não era equiparada em termos de ‘cartel’ e por isso, o Campo Pequeno ressentiu-se.

Voltemos ao toureio a pé e no importante e urgente que é apoiá-lo.

Hoje no Sobral, terça e quarta na Moita, depois Vila Franca.

Temos todos de ir aos toiros e alimentar a esperança, de que daqui a uns anos, não tenhamos apenas folclore do barato e tenhamos toureio do ‘caro’, do ‘fino’ e personagens capazes de alimentar com romantismo, tudo isto que agora tem demasiada escassez de tantos valores importantes.

Em Lisboa, na passada quinta-feira, estava José Trincheira. Mas estava também, um Homem que me fez cair a lágrima, o que acreditem, já não é fácil.

Manuel Jacinto, foi empresário, mas foi principalmente, toureiro de prata. Foi toureiro. Ponto!

Este Homem, andou de lado para lado, chamando a atenção de todos para que estava ali, na bancada, José Trincheira e que merecia um brinde da parte de algum dos matadores.

Passado algum tempo e tentativas, veio ter connosco para avisar que o brinde iria acontecer por parte de Dias Gomes e que captássemos o momento.

Entendem o que quero dizer? Manuel Jacinto, correu ‘seca e meca’ para dar protagonismo a outro toureiro. Não pediu nada para si ou para a sua vaidade pessoal. Se isto não é o lado romântico da Festa e o lado que quero ver dos Grandes Homens, então o que é?

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