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Editorial - Outubro - A bolha prestes a rebentar!

  • 2021-10-17 21:09
  • Autor: Solange Pinto


'A questão da idade aborrece a nível moral, mas não terá efeitos práticos numa Festa Brava, onde as machadadas no orgulho, foram tão maiores.'

A temporada vive as suas derradeiras jornadas e o defeso aproxima-se irremediavelmente…

A paragem para que a criação de toiros tenha a sua continuidade, é necessária, mas mais ainda, é premente que neste defeso, se façam reflexões importantes para a continuidade da espécie, mas sobretudo, para a continuidade do “objecto” que dá mote à existência do bravo, ou seja, os espectáculos taurinos nas suas mais amplas vertentes…

Nos últimos dias, voltou-se a levantar um novo obstáculo.
A alteração da idade mínima dos espectadores, agora insuflada para os 16 anos, é e não vale a pena repetir o mesmo de outros escritos de outros autores, uma falsa questão. Ou melhor, não é questão de fundo… são pequenotas pedras nos sapatos de todos nós, apenas e só para que nos distraiamos do que é realmente urgente.
Repensar se, as pedras nos sapatos são mais importantes que o facto dos ditos sapatos estarem literalmente rotos.

A metáfora serve apenas para dizer, que a tauromaquia está envolta num ‘tapa buracos’ constante, nunca se pensando, que afinal de contas, tudo o que precisamos é mesmo de uns sapatos novos.

A questão da idade aborrece a nível moral, mas não terá efeitos práticos numa Festa Brava, onde as machadadas no orgulho, foram tão maiores.

Ai e tal ganhámos o processo de Viana do Castelo. E a Póvoa…?!
E tantas outras que levam o mesmo caminho...

Mas as praças estão lá, firmes e hirtas à espera das decisões judiciais? Claro que não estão e isso sim, é preocupante.

E agora, preocupamo-nos com questões etárias, quando há outras tão maiores que já não têm resolução e outras, mais agigantadas ainda, que estão evidentemente na calha?

Já pensaram que esta da idade mínima é apenas a menor, de uma outra que está “cozinhada” e que nos pode “colocar nos olhos” um velcro?

Vamos lá deixar de branquear aquilo que nos pode verdadeiramente “matar” e dar valor e trabalhar no que urge que não seja ignorado.

Soluções? Há.
Uma das mais importantes, é tentar perceber o que falhou em palcos de visibilidade importantes e tratar de corrigir erros, de forma a que, “os de fora” não pensem que a tauromaquia está obsoleta.

Vamos lá trazer novidades às arenas, motivos de interesse e concertação na montagem de espetáculos e respectivos elencos.

Temos todos que sentir, que não toureiam só os que têm apoderados com praças, que não toureiam sempre os mesmos, num enjoo inevitável, em lides sem novidades, com os mesmos “números”, sempre guardados para os últimos toiros e achar que está tudo bem assim e que o público sente o apelo de ir ver sempre o mesmo. E a pagar “bem” por uma coisa que até já tinha visto "ontem"!

As praças têm que estar limpas, bonitas, sem pó, em espectáculos com ritmo.

Os cartéis têm de incluir competição e aliciantes. Novidades, “peleas”…

Os toiros, têm que ser toiros. Não nos podem dar a sensação de facilidade e total ausência de perigo.

A crítica tem que existir, sem ser comprada. Tem que poder contar o que foi bom, o que correu menos bem e não ter medo de andar na rua com medo de uns e outros.

Os órgãos de comunicação, têm de o ser, literalmente e cumprir aquilo a que estão obrigados.

Está na hora de respeitar e para que se seja respeitado, não inventar uma dúzia de triunfadores, quando na verdade houve sim e apenas, destaques importantes por entre um marasmo inequívoco.

É preciso mais classe. Marketing inovador.

É necessário profissionalismo e sair definitivamente de uma bolha que estás prestes a rebentar.

Talvez ainda haja tempo, mas…

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