Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Chamusca - Homenageou-se Ricardo Chibanga num regresso ao passado!

  • 2021-10-24 00:21
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na tarde de Sábado, na Praça de Touros da Chamusca, um Festival Taurino em que se pretendia homenagear a Figura do Toureio, Ricardo Chibanga.
O tributo a título póstumo, contou com as actuações de João Ribeiro Telles, Tristão Ribeiro Telles, Vasco Veiga, Morante de la Puebla, El Fandi, Manzanares e Juanito e ainda, pegas a cargo dos Grupos de Forcados Amadores da Chamusca e Aposento da Chamusca.
Lidaram-se reses de Rosa Rodrigues, Passanha, García Jimenez, Manuel Veiga e Calejo Pires.
O tauródromo registou casa praticamente cheia.
CRÓNICA DO FESTIVAL
GALERIA FOTOGRÁFICA

José António 'Morante de la Puebla', enveredou e disso muitos já falaram e escreveram, por um toureio com primazia a detalhes 'antigos', dos que nos fazem regressar ao passado.
O Festival Taurino da Chamusca, em que se homenageava Ricardo Chibanga, pareceu um regresso ao passado, sobretudo nas regras que afinal, ninguém entende se já se utrapassaram ou não...
Manuel Gama (assessorado em termos veterinários, por José Luís Cruz), negou voltas à arena, deixando aos artistas, a possibilidade de apenas saudarem nos médios.
Além disto, os repórteres, voltaram a ficar na bancada. Ou não! Houve um fotógrafo por entre barreiras, sendo que todos os outros ficaram por aqui e por ali, na bancada. Uns 'assim', outros 'assado'?

E quem ditou estas regras? A IGAC, a entidade promotora do evento? Quem?

Já dizia o ditado que 'ou há moralidade ou comem todos' mas, certo é, que na tricheira, distanciamento social houve pouco, mascarados também e sobretudo, muitos amigos dos amigos, fazendo-nos quase crer, que éramos 'penetras' de uma qualquer festa privada e que tudo, até as coisas más, voltaram a ser como eram antes dos difíceis tempos Covid.

Ressalvo, que o direito de informar foi cumprido, mas sem que contudo, se tenham entendido os critérios colocados em prática e por quem...

Posto isto, apenas dizer, que deste Festival, ficaram umas quantas lições. Uma delas, é que o público, claramente estava enjoado de mais do mesmo e assim que houve um elenco diferente, ocorreu em massa, praticamente enchendo as bancadas do centenário tauródromo.

Outras das questões, com um 'mais' e um 'menos', é o facto de a Homenagem a Ricardo Chibanga, ter acontecido no fim do espectáculo e não no início, ainda assim, refira-se em tom positivo, que o público esperou pela Homenagem, não abandonando a praça, como de resto é apanágio em terras lusas.

Este público foi diferente, claramente elitista, no bom sentido da palavra.

Actuaram a cavalo, os ginetes João Ribeiro Telles, Tristão Ribeiro Telles e Vasco Veiga.
Os três toureiros estiveram em plano regular, cumprindo de boa forma as suas respectivas passagens pela arena chamusquense, embora sem que nenhuma das prestações rompesse em triunfo.
Os cavaleiros lidaram por esta ordem, reses de Passanha, Rosa Rodrigues e Manuel Veiga, que serviram para a boa passagem dos toureiros pelo ruedo.

As pegas dos três astados, foram consumadas por Diogo Marques (GFA Chamusca), ao segundo intento; Afonso Melara Dias (GF Aposento da Chamusca), ao primeiro intento; e Manuel Aranha Condesso (GFA Chamusca), com quatro elementos na formação, pertencentes também ao Aposento da Chamusca.

A pé, abriu a função o diestro Morante de la Puebla, com um uma actuação de grande nível, na qual desenhou bonitas veronicas, precedidas de não menos elegantes chicuelinas. De muleta, exibiu constancia do seu bom e diferente conceito de toureio, com séries por ambos os pitóns e remates de beleza indiscutível. Morante lidou um toiro de Manuel Veiga, que contribuiu de boa forma para o sucesso do espada de la Puebla del Río.

David Fandila 'El Fandi' esteve em grande plano na Chamusca. De capote muito variado e completo. Em bandarilhas, deixou três pares, sendo o segundo o de reunião mais concreta e ajustada e o terceiro, 'al violin'. De muleta, andou esforçado, traduzindo-se esse mesmo esforço, num labor muito 'inteiro' com a flanela rubra.

José María Manzanares, foi quiçá um dos menos abençoados no que a matéria-prima concerne, mas foi também, o que mais teve que evidenciar experiência e faculdades técnicas.
O toiro com escassez de potabilidade, 'viu' os seus defeitos diminuídos com o ofício do diestro alicantino, que claramente 'inventou' faena. Uma das séries de naturais foi de elevadíssimo nível.

Fandi e Manzanares lidaram reses de García Jimenez. O primeiro que se deixou lidar, o segundo a complicar.

Por último, lidou um astado de Calejo Pires, o diestro português, João Silva 'El Juanito'.
O toureiro luso andou 'fino' em capote, para na muleta, andar diligente, eficaz e a arriscar frente a um exemplar de Calejo Pires que não facilitou a tarefa ao espada Juanito, que chegou mesmo a sofrer duas voltaretas, afortunadamente sem consequências.

Antes do início do festejo, foi 'escutado' um minuto de silêncio, em memória de João Pedro Oliveira e José Infante da Câmara.

 

google.com, pub-5416276538842499, DIRECT, f08c47fec0942fa0