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Editorial - Novembro - Já nada será igual!

  • 2021-11-11 12:06
  • Autor: Solange Pinto


Pese embora o meu desejo de que todos os editoriais sejam publicados ao dia 10 de cada mês, a verdade é que, por uma boa evocação, adiei este escrito precisamente para hoje, dia de São Martinho...

Tradicionalmente, nesta altura do ano, o TouroeOuro está já "preocupado" em dar à estampa, artigos de opinião, comentando a temporada ora terminada... Uma espécie de balanços das mais diversas áreas da tauromaquia, não se esquivando (jamais...), a dissertar sobre quem se destacou positivamente ou até mesmo, se caso disso for, quem desampontou...

Estão a caminho, aguardem!

A opinião, continua, no mundo dos touros, a ser mal vista e bem paga (bem, vejamos... troquitos). Bem sei que esta afirmação é politicamente incorrecta, mas sabemos todos que é mais que verdadeira. Diz-me quanto pagas e logo se vê o tamanho do teu triunfo. Triunfas à força e isso, mesmo que não mude a tua carreira, eleva-te o ego, tantas e tantas vezes empobrecido de valor ou competência.

Se não se entra no "esquema", podemos tão-só dar-nos mal e aí, começa a verdadeira "tourada".
Hoje em dia, na tauromaquia, criticar, pode mesmo ser tarefa para afoitos e para todos aqueles que queiram ir a uma corrida de touros, com o "coração nas mãos", mas, com a emoção à flor da pele. Afinal de contas, em muitos dos espectáculos, parece ser esta a única sensação forte...

A tauromaquia, vive e é preciso encarar isto, num gueto, do qual ninguém quer sair.

Vamos à corrida à Varzea de Cima e todos, mas mesmo todos triunfaram gloriosamente. Esta é a melhor critica e aquela, que vale o passaporte para a Festa de fim de temporada, a tal, onde se pode levar o troféu para casa e APARECER nas fotos de um jet set completamente bacoco.

De quando em vez, aparecem loiras jeitosas com fotogenia evidente e que, se autoconvecem que "nisto", até é fácil brilhar. Segredo: barreiras duas temporadas seguidas e passaporte para o tal mundo rosa, de uma 'prensa del corazón' vista por uma meia dúzia de pessoas.

De tudo isto vive a actual Golegã, longe do glamour de outros tempos... Das dinásticas presenças, das famílias ilustres, das coudelarias afamadas e das roupas adequadamente finas...

Longe vão os tempos, em que o cheiro a castanha assada se misturava com um abafado. Hoje é a económica imperial a rainha de tudo isto e para os mais chiques, o gin da moda.

Trocaram-se os entendidos em cavalos, para os reis da "feria", os beberolas da night...!

Os convívios à volta da casa da e na Golegã, onde sempre entrou mais um, dá agora lugar ao jantar no restaurante improvisado na tenda mais badalada, eventualmente e com sorte, ao som de uma flamencada...

A foto para publicação nos sites de fotogalerias, parece ser a grande motivação das maquilhagens elaboradas e dos chapéus que ainda trazem o cheirito a mofo fruto de um ano fechados nos armários!

Por ocasião da Feira Nacional do Cavalo, impossível esquecer, que já nada é como era e que já nem o meu amigo João Cortesão por lá passeia... As suas amigas freiras, onde tradicionalmente se instalava, sentirão a sua falta e comungarão de certeza do mesmo sentimento que eu... já nada será igual!

 

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