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“Dirigir corridas com as principais figuras de Espanha e da Colômbia é um orgulho para mim e para Portugal”, afirma Ferreira Paulo sobre a sua ida à Colômbia

  • 2021-11-23 21:47


O empresário e apoderado José Ferreira Paulo é um dos taurinos mais conceituados e respeitados, não só em Portugal, como também nos quatro cantos do mundo taurino, onde tem marcado presenças nas últimas décadas.

Seja como apoderado ou como aficionado Ferreira Paulo tem uma visão da festa brava que faz lembrar os ‘tempos dourados da tauromaquia’ e que cada vez estão mais distantes dos que vivemos actualmente. E foi essa visão que fez com que a empresa Tauroemócion, endereçasse o convite para que Ferreira Paulo fosse o Presidente – Director de Corrida, da Feira Taurina de Cali, que decorrerá de 18 a 30 de Dezembro.

Ferreira Paulo que fará nesta a sua trigésima quinta Feira de Cali, revela-nos que a Colômbia, “foi um pais do qual me apaixonei, pelo seu ambiente taurino, pela sua afición”, devendo-se muito dessa paixão ao facto de ter apanhado um “as feiras todas no seu esplendor, praças esgotadas, num misto de ambiente festivo e de exigência taurina diferente de praça para praça”, sendo que em cada ano vive emoções e sensações diferentes, bem como cria amizades, seja nas praças, nos tentaderos. “Fui a tentaderos com todos os toureiros que ao longo dos anos actuaram nas feiras principalmente de Cali ,Bogota, Medellin e  Manizales, entre outras”, refere-nos, acrescentando que “como aficionado já estive no México e na Venezuela, mas a Colômbia tem um sentimento que mexe comigo”.

Durante 34 anos, Ferreira Paulo viveu certamente muitas histórias e peripécias, e não querendo particularizar nenhuma, refere-nos que como aficionado tem “vivências sem fim”, enaltecendo no entanto “a evolução do César Rincon, depois de Madrid”, ainda que tenha visto “todas as figuras destes anos todos triunfar. Assisti a momentos de angústia: cornadas de vários toureiros, à morte de um picador, à morte do moço de espadas do Pedrito”, revelando-nos que assistiu” às ultimas corridas do Vitor Mendes que foi lá um figurão e às grandes faenas do Pedrito.”

O empresário confessa ainda que “o facto de se viver no mesmo hotel que os toureiros e estar em contacto com eles entre feira e feira fez-me aprender muito como aficionado, ouvir as suas explicações das actuações e a maneira de cada um entender o toiro e o toureio de maneira diferente ainda hoje me fascina”, salientando que como apoderado “tive a sorte de acompanhar o João Salgueiro em cinco ou seis corridas e ter assistido a uma das suas melhores actuações de sempre, com o pormenor de ser em cavalos emprestados.”

Questionado de como surgiu o convite, este começa por nos referir que esta não será a primeira vez que irá dirigir espectáculos taurinos, tendo efectuado a tarefa num festival na Colômbia e numa corrida nos Estados Unidos da América, “vindo anunciado nos cartéis e tudo”, conta-nos.

Para a sua ida à Colômbia, Ferreira Paulo diz-nos que primeiramente foi sondado, no mês de Agosto, se aceitaria o convite, sabendo depois que o seu nome havia sido proposto por aficionados, ganadeiros e toureiros colombianos.

 

Na altura Ferreira ficou reticente, uma vez que a sua ida iria implicar a ausência da família no Natal. Após ter aceitado o convite a empresa Tauroemoción, de Alberto Garcia, que declara não conhecer, nem nenhum dos seus sócios, formalizou e divulgou o seu nome. “Foi uma surpresa e um desfio que irei enfrentar como sempre. De frente!”, afirma.

Fizemos o desafio a Ferreira Paulo, e questionamos se aceitaria dirigir espectáculos em Portugal, ou se alguma vez o havia tentado. “Em Portugal Deus me livre, tinha que levar guarda costas…”, responde prontamente, acrescentando que “comigo não havia triunfos a metro! A arte de tourear não é como os pintores: existem os pintores de parede, com todo o respeito pela profissão, e os pintores de quadros. E a nossa cultura taurina hoje não entende isso, na minha modesta opinião”, revela numa resposta bastante esclarecedora.

A Feira de Cali é a mais importante da Colômbia e isso levou a que Ferreira Paulo tivesse que aprofundar o regulamento taurino do pais, “parece que voltei ao Liceu”, “estudei, fiz resumos e cabulas”, sentindo que “obviamente que vou preparado o mais possível”, ainda que “as diferenças (dos regulamentos) são abismais é outro espectáculo. Tenho um poder e uma responsabilidade que cai sobre mim. Sou eu quem tem a decisão final”, num processo que “começa no sorteio na inspecção dos cavalos, tenho que assinar atas e tudo.”

Estamos a falar da principal feira da América do Sul com 17000 pessoas… e ter que decidir se o toiro é devolvido, se fica no ruedo, se se toca a música, se há orelhas, volta ao ruedo ou indulto do toiro, e tendo em frente as principais figuras de Espanha e da Colômbia é acima de tudo uma responsabilidade”, conta-nos, demonstrando no entanto orgulho pelo convite, que é também “um orgulho para a aficción portuguesa”.

Ferreira Paulo irá ter desta vez “uma responsabilidade nunca vivida”, apesar de ser uma praça e um país que frequenta com regularidade.

Dirigir em Cali é equivalente a presidir em Madrid ou Sevilha, anunciando-nos Ferreira Paulo que irá tentar dirigir de forma adaptada aos tempos actuais, sem faltar ao respeito à historia da Feira de Cali. Procurando que o publico sinta vontade de voltar, sem protagonismos, pois “é na arena que se encontram os protagonistas do espetáculo, o Toiro e o Toureiro”.

Ferreira Paulo partirá para Cali no início de Dezembro, regressando depois do terminus do certame, que ocorrerá a 30 de Dezembro.

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