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Évora parte 2 - Moura diz quem manda...!

  • 2022-07-24 14:35
  • Autor: Solange Pinto


Saiba tudo o que aconteceu em Évora:
- A ausência de repórteres de imagem (Parte 1)
- A crónica de uma corrida histórica que pode ter marcado a temporada (Parte 2)

Parte 2 – Moura diz quem manda…

Pois é.

Quem não viu, quem não foi a Évora, pode mesmo ter perdido a corrida da temporada.

A mim nada me espantou e o único factor que poderia constituir dúvida, era o desempenho dos toiros Passanha.

O ‘resto’, basta apenas conhecer a história da tauromaquia… João Moura, 62 anos de idade, toda uma trajetória, uma lenda viva e que quer viver, quer triunfar, quer ainda mandar e mandou tanto, mandou sempre… ontem mandou. Outra vez…!

Quem me conhece sabe que não me custa nada escrever assim de Moura. Nunca custará. Sou uma privilegiada de ver o que vi, de continuar a ver o que vejo. Por entre o marasmo que de quando em vez assola a tauromaquia. Surge o ‘Niño Moura’, que apenas não tem a mesma condição física de outrora, eventualmente não tem as mesmas estrelas na sua quadra, mas que tem aquilo que o dinheiro não compra. A genialidade, o ‘duende’, a mestria.

Moura recebeu os dois oponentes cravando os respectivos primeiros compridos em sorte de gaiola. E como o fez… Quem o conhece, sabe que nestes ACONTECIMENTOS, não deixa nada para trás. A humildade das suas acções, não conferem com o que sabe que – sabe!

No primeiro lidou à Moura. A brega ladeada que introduziu há tanto tempo, as reuniões, os remates ligados… No segundo, ferros de escândalo com batidas ao pitón contrário e muitas vezes com o toiro encerrado em tábuas. Praça de Évora a seus pés. A praça da SUA Évora, que tanto o respeitou e idolatra.

Um ‘olé’ ao público que esgotou Évora. Sabia o que estava a ver. Sabia que aquela tarde marcaria a temporada. O público exigiu as duas voltas a Moura. Emocionou-se e fez emocionar o Maestro de Monforte.

Não me diminui nada de nada, dizer que a mim me cairam as lágrimas...

Não me digam que era sequer discutível ou fonte de opção. A tauromaquia primeiro. E isto é a prioridade.

Não sabem quem é Moura e por isso foram para outros palcos. Mas também é verdade, que estiveram os bons!
Agora contam porque alguém conta... contam porque foram todos a correr atrás de quem acham que manda...
Alerta: quem manda é Moura. Mandam os três que ali estiveram.

António Telles está de regresso a um feliz momento. Todo um compêndio de boas maneiras. Duas actuações sem defeito. Um leque de reuniões à Telles, todo um livro de carinho com o Dr. Peças, com Moura… Um Senhor nos gestos, nas atitudes, na arena…

Pablo Hermoso de Mendoza era o mais novo dos menos novos em cartel… Aquele que Évora adoptou há muitos anos e que continua ali a fazer sentido. A lide do primeiro, mais discreta com um Passanha com poucas rotações, a segunda, mais em Pablo com um dueto com o seu ‘Disparate’.

O curro de toiros de Passanha, q.b. em apresentação, também distinto em jogo, não complicou a vida aos rapazes das ramagens, ontem de Évora e São Manços.

Os Amadores de Évora consumaram as três pegas ao primeiro intento. Foram na linha da frente, os forcados Miguel Direito, Rui Bento e Ricardo Sousa.

Pelos de São Manços, pegaram de caras com todas as consumações ao segundo intento: Manuel Trindade, o cabo João Fortunato e Pedro Pontes.

Dirigiu, bem, Domingos Jeremias, assessorado pela Médica Veterinária, Ana Gomes.

Tarde para recordar. Em qualquer coisa do 'outro mundo...' que afinal, foi em Évora!

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