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Ferreira-a-Nova - Os condicionamentos da 'tauromaquia popular'

  • 2022-07-24 21:45
  • Autor: Rodrigo Viana
  • Autor da Foto: Rodrigo Viana


Realizou-se este Domingo na localidade de Ferreira-a-Nova, uma corrida de touros, com cerca de três quartos de lotação preenchida e as actuações dos cavaleiros Rui Salvador, Soraia Costa e Paco Velasquez.
As pegas de um curro de toiros da ganadaria de Antonio Valente, estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca e Caldas da Rainha.
CRÓNICA DA CORRIDA

Ferreira-a-Nova foi palco para a realização de uma corrida de toiros integrada na romaria de São Tomé. Praça de Toiros desmontável com acessos inadequados e cuja estrutura denotou vários problemas, havendo inclusive uma das portas que foi fechada durante a entrada do público devido a problemas estruturais. Há que ter em atenção estes 'pormaiores' porque em causa está a segurança de quem paga bilhete. Outro dos fatores que condicionou bastante o decorrer deste espetáculo foi o estado do piso, levando a que as reses perdessem as mãos por diversas ocasiões e se movimentassem com muita dificuldade. Por este motivo que acabei de enunciar não vou comentar o comportamento dos toiros, visto que a opinião também ela acabou por ser condicionada pelo mesmo fator. Se há coisa que não se pode negar é que houve esforço de todos os intervenientes para agradar ao muito povo desta região do país que preencheu três quartos fortes da praça portátil.

O mais antigo cavaleiro de alternativa, Rui Salvador, enfrentou-se com o primeiro toiro da ganadaria do Mondego de António Valente, logrando atuação regular, de onde se destaca o segundo curto da ordem cravado em reunião ajustada depois de selecionar o melhor palmo de terreno da arena. O segundo de seu lote saiu no seu encalce não dando qualquer atenção aos peões de brega, motivando momento de alguma tensão. O cavaleiro de Tomar elegeu os terrenos certos, bregou como bem sabe e cravou com acerto. Fechou a sua passagem por este tauródromo com um ferro de violino, sorte que não é hábito executar.

Soraia Costa abriu a sua função frente a um toiro mais volumoso que os seus irmãos de camada, desenvolvendo uma lide com altos e baixos. Destaque pela positiva para o terceiro curto da ordem, sendo que pela negativa surgiram algumas passagens em falso que acabaram por manchar a sua passagem pelo ruedo. Ainda assim foi muito aplaudida pelo simpático conclave. Frente ao quinto da tarde desenvolveu lide regular, pese embora o momento das reuniões ainda tenha de ser aprimorado. Fechou a sua passagem por Ferreira-a-Nova cravando uma bandarilha curta de boa nota e um palmito.

Completava o cartel o praticante Paco Velásquez que desenhou faena de bom nível face ao oponente que tinha por diante e que tal como todos os outros astados tiveram bastante dificuldade de locomoção nesta arena. Bregou com qualidade e cravou na maioria dos casos en su sítio. Terminou esta sua primeira aparição com um par de bandarilhas. O ginete foi buscar o último da corrida à porta dos currais e desde cedo se verificou que o mesmo estava condicionado fisicamente. Após cravar os compridos teve algumas dificuldades em cravar a primeira bandarilha curta, passando por algumas vezes em falso. Face à matéria prima que teve por diante, cumpriu com regularidade, sem alardes de triunfo.

No que diz respeito às pegas da tarde, foram repartidas pelos grupos de forcados amadores de Vila Franca e Caldas da Rainha. Pelo grupo ribatejano avançaram na linha da frente Vasco Carvalho que efetivou ao segundo intento, Rodrigo Andrade e Diogo Hartley (que brindou aos bombeiros presentes pelo árduo trabalho que têm tido no último mês) que consumaram na tentativa inicial. Tarde de estreias pela formação caldense tendo sido eleitos para pegar os toiros que lhes tocaram em sorte os forcados Francisco Calisto, Salvador Serrenho e Martim Graciosa, consumando todos a sua primeira pega ao primeiro intento.

Corrida dirigida pelo delegado técnico tauromáquico José Soares, assessorado pelo médico veterinário Carlos Santos e pelo cornetim Filipe Malva.

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